Doctor Who T.14

Após os eventos do especial de Natal, o novo Doutor dá início ás suas aventuras, contando com a jovem Ruby Sunday como a sua companheira de viagem. Os primeiros episódios garantem entretenimento e humor, lançando a premissa narrativa associada à identidade da mãe de Ruby.

No entanto, à medida que vamos avançando nos episódios, a qualidade começa a decair, terminando num fecho de temporada que, na minha opinião, fica bastante abaixo das minhas expectativas. Parece-me relevante salientar que existem ideias interessantes, nomeadamente a entidade “One Who Waits”, assim como o misticismo que envolve Ruby e a introdução de Rogue, um caçador de recompensas.

Mas, à semelhança de tantos outros projetos recentes, os argumentistas caem no erro de introduzir uma agenda inclusiva, que nada acrescenta à narrativa e que ofusca quase por completo os bons episódios que compõem esta temporada. Ncuti Gatwa tem bastante carisma, algo que faltou a Jodie Whitaker, mas que deve ser espontâneo e, na minha opinião, existem vários momentos forçados que não ajudam ao desenvolvimento da narrativa ou da personagem.

Dito isto, e como sou um optimista por natureza, vou dar uma nova oportunidade a Russell T. Davies. Diria que os fãs da série original e mesmo do reboot de 2004 estão algo alienados desta visão, que tem potencial para converter Gatwa num digno sucessor de Tennant, Smith e Capaldi, que foram de longe os melhores desta era moderna.

Caso pretendam acompanhar esta temporada, a mesma encontra-se disponível via Disney +. Para terminar, convido-vos a partilhar a vossa opinião e contrapor alguns dos argumentos que mencionei.

Time Trap

Hopper é um professor de Arqueologia que parte numa aventura para uma caverna, numa zona remota. Após alguns dias, dois dos seus alunos, Taylor e Jackie resolvem ir procurá-lo, receando o pior. Esta é a premissa de Time Trap, que assenta numa narrativa simplista e terrivelmente pouco credível.

Sem motivo aparente e demonstrando uma enorme irresponsabilidade, os dois jovens decidem levar a sua amiga Cara e dois menores, Veeves e Furby. A sua busca leva-os a uma saliência, em que encontram cordas de escalada, levando-os a tomar a decisão de descer para a caverna. Furby, o mais jovem da expedição, fica no topo, para vigiar e garantir a segurança dos restantes!

A parte mais interessante é precisamente o mistério temporal que envolve a caverna, motivo pelo qual não vou entrar em pormenores. Posso no entanto confirmar que Taylor, Jackie, Cara e Veeves vão encontrar desafios inesperados nesta aventura, que explora vários conceitos de ficção cientifica e de artefactos históricos.

Este é um filme low budget, sendo notória a falta de qualidade nas interpretações. Face à gravidade da situação e aos eventos traumáticos, a narrativa deveria conferir empatia face ao grupo de jovens, mas a realidade é bem distinta. Resolvi dar uma oportunidade a este projecto fruto de alguns artigos que enalteciam alguns dos seus pontos fortes, mas sou incapaz de recomendar este filme aos leitores do blog.

E o ponto mais deprimente é que Time Trap nem sequer alcança o nível dos filmes menos conseguidos de série B do SyFy.

Mau
55%

Under Paris

Xavier Gens é o realizador desta aventura, que narra os eventos que levam a um ataque mortífero de Lilith, um tubarão de barbatana curta. Após a sua equipa ser assassinada, Sophia Assalas aceita uma posição no Oceanário de Paris mas é surpreendida pela visita de Mika, uma jovem que faz parte de uma organização ambientalista. Aparentemente, o marcador de Lilith encontra-se activo, confirmando que se encontra no Rio Sena, algo que é extraordinariamente invulgar para a série.

A premissa de Under Paris centra-se no arco de redenção de Sophia, que tenta auxiliar a Polícia Marítima a capturar o tubarão. À semelhança de Jaws, teremos uma decisão política, que considera mais relevante manter o triatlo, ignorando os alertas de Sophie e de Adil, o líder da equipa. Paralelamente, a interferência de Mika, que desliga o marcador de Lilith, vai criar as condições necessárias para uma verdadeira carnificina no interior das catacumbas da cidade.

Sem revelar spoilers, a equipa vê-se forçada a apostar num plano arriscado, que não terá o resultado esperado. Under Paris é um projeto interessante, com interpretações medianas, mas que tenta manter-se realista, evitando o exagero de filmes como Meg ou Sharknado. O terceiro acto termina num impasse, sendo provável uma sequela, face ao sucesso que este filme tem alcançado na plataforma de streaming.

Caso procurem um filme casual, que garanta entretenimento, esta é sem dúvida uma escolha a considerar.

Mediano
67%