Madame Web

O quarto filme da SSU (Sony Spider-Man Universe) traz-nos a origem de Cassie Webb, uma paramédica que após uma paragem cardíaca, começa a ter vislumbres do que aparenta ser o futuro. O primeiro acto tem início na Amazónia, numa expedição liderada por Constance, a mãe da protagonista. Ezekiel Sims, um dos membros da equipa, acaba por trair a confiança de todos, assassinando vários cientistas e fugindo com uma espécie rara de aranha, que aparenta ter propriedades curativas únicas.

A narrativa avança trinta anos, para Nova Iorque, em que acompanhamos a atribulada vida de Cassie, que tenta salvar vidas diariamente, na sua função de paramédica. Conforme referi no parágrafo anterior, os poderes de Cassie manifestam-se e, numa viagem de metros, salva um conjunto de jovens, que por motivos do destino, irão converter-se em heroínas ( três versões distintas de Spider-Woman).

Ezekiel ao longo das três útimas décadas, dominou os segredos e consequente poder da aranha, adquirindo velocidade e agilidade sobre-humana, que utiliza para efeitos criminosos. Paralelamente, tem poderes psíquicos limitados, que lhe permitem aferir que será derrotado pelas três jovens no futuro, levando-o a optar por eliminar a ameaça antes dos poderes se manifestarem.

Este projecto foi mal recebido, muito em sequência do que tem sido a qualidade da SSU. Está longe de ser um filme brilhante, mas tem ideias e conceitos interessantes, que deveriam ter sido explorados de forma mais inteligente. No que diz respeito a elenco, destaque positivo para Dakota Johnson e Adam Scott, mas que é manifestamente insuficiente no deserto narrativo que assola Madame Web.

As cenas de ação cumprem a sua função, mas são o mal menor de um filme, que, na minha opinião, falha pela ausência de uma narrativa forte e que permitisse que alguns actores brilhassem. Dito isto, considero que, no global, é uma experiência superior a Carnage e Morbius.

Mediano
62%

Lego Star Wars: Rebuild the Galaxy

Dan Hernandez e Benji Samit são os argumentistas responsáveis pela lufada de ar fresco desta mini série de quatro episódios. A premissa é simples e acompanha Sib e Dev Greebling, dois irmãos que habitam o planeta Fennesa. O quotidiano de ambos é monótono e consiste em guardar rebanhos de Nerfs.

Numa das suas aventuras pelos campos de pasto, Sib manifesta a Força, que lhe permite reconstruir ou criar o que bem entender. Dev fica surpreendido e tenta convencê-lo a sair do planeta, em busca de aventura e algo que garanta um propósito para a sua existência. É nessa altura que encontram um antigo templo Jedi, onde se vão deparar com um artefacto antigo. De forma ingénua, Sib remova a peça transparente, dando origem a uma sequência de eventos que reconfigura, de forma drástica, toda a Galáxia.

O guardião do tempo, o Mestre Jedi Bobarian Afol explica a situação o ao nosso herói, reforçando que apenas os dois mantiveram a memória dos eventos passados. É dessa forma que inicia a aventura de Sib e Jedi Bob, com o intuito de reverter o dano causado pela remoção do arfectado designado como “Cornerstone”. A animação é fantástica, conciliando de forma quase perfeita o universo Lego e Star Wars. A criatividade utilizada para reinventar os vilões é assinalável, com destaque para Darth Devastator, Darth Jar Jar e os Ackbar Troopers.

Como é habitual, evito os spoilers mas fica a minha recomendação para aquele que é, na minha opinião, o melhor produto do universo Star Wars desde o lançamento de The Mandalorian. Resta apenas confirmar se teremos uma sequela, tendo em conta os eventos que concluem o episódio quatro.

One Punch Man T.2

Saitama está de regresso para dar continuidade à sua aventura. Esta temporada inicia com uma ida à mercearia, em que encontram King, o número 7 do ranking da classe S, dando início a um arco narrativo, que envolve momentos hilariantes e a criação de uma espécie de equipa em redor do nosso herói.

Paralelamente, é  introduzido Garou, um humano que se considera um monstro, iniciando uma caça aos super-heróis. O humor característico permanece inalterado, assim como as cena de ação verdadeiramente épicas. Parece-me importante realçar a presença de Fubuki, Tatsumaki, Mumen Rider, Metal Bat e Suiryu, que conferem alguma diversidade, através de sub-narrativas, em que as suas personagens são desenvolvidas.

O derradeiro episódio desta temporada coloca Silverfang Fang, Bomb e Genos num embate com Elder Centipede. Quando tudo parece perdido, King atrai o monstro para um frente a frente com Saitama, que o derrota facilmente. O momento mais interessante deste desfecho é o diálogo com King, que explica a importância da viagem, em detrimento do destino, numa clara metáfora que visa manter o nosso herói motivado, de forma a garantir a proteção dos habitantes de Z-City.

Na cena pós créditos, Phoenix Man explica a um derrotado Garou que o vai levar para ser apresentado a Orochi, o líder da Monster Association. One Punch Man é, inquestionavelmente um anime muito peculiar, que apresenta uma simbiose quase perfeita entre ação e comédia. O meu ponto preferido é o facto de Saitama, apesar de todo o seu poder, necessitar de ir conhecendo e aprendendo lições de vida com várias das personagens, que se convertem em amigos ou membros da sua equipa.