Red

Bruce Willis, John Malkovich, Helen Mirren, Morgan Freeman, Mary-Louise Parker, Karl Urban e Richard Dreyfuss são alguns dos actores que fazem parte da constelação de estrelas que povoa a adaptação da novela gráfica Red. Presumo que os fãs da BD não tenham ficado muito satisfeitos, dado que a adaptação é bastante profunda, com a inclusão de várias personagens e um enredo diferente do original.

Como filme, estamos perante uma hora e meia de acção, em que os “velhotes” partem literalmente a loiça toda. Red significa “Retired Extremely Dangerous” e conta a história de Frank Moses, um antigo agente da CIA que lida com a reforma e a rotina diária. Tudo corre bem até o dia em que é atacado por uma equipa do Governo Americano. Frank reconhece o modus operandi e tenta descobrir o motivo pelo qual faz parte de um lista de alvos a abater.

Pelo caminho, vai envolver Sarah Ross, uma funcionária do estado responsável pelo pagamento da sua reforma e reunir-se com a sua antiga equipa, na tentativa de eliminar a ameaça. John Malkovich tem uma interpretação excelente e é responsável pelo (excelente) humor de Red. As cenas de acção são bem coreografadas e a acção decorre a um ritmo adequado.

Não é uma obra prima do género, mas estamos perante um filme que recomendo sem hesitação, excepção feita aos fãs da novela gráfica, que provavelmente ficarão desiludidos pelos motivos que enumerei.

 

A escolha…

Com a época natalícia a aproximar-se de forma vertiginosa, muitos dos meus amigos e familiares aproveitam para me pedir conselhos sobre qual a consola a adquirir. A minha resposta é quase sempre “é subjectivo, depende do teu perfil”, o que origina reacções no mínimo cómicas. Passo a explicar:

Na minha opinião, é a consola que escolhe o jogador e não o oposto. As três principais opções de mercado (vamos esquecer as handheld) estão direccionadas a um público alvo específico. A PS3 é a escolha óbvia, dado que oferece claramente a melhor relação preço/qualidade. É efectivamente a mais cara das três, mas o hardware incluído vale o esforço, embora perca a batalha dos melhores jogos para a Xbox.

A Xbox tem um modo online sólido e tem vindo a melhorar gradualmente a qualidade do produto final. Sejamos sinceros, se há alguns anos atrás me dissessem que um produto da Microsoft iria vender milhões por todo o Mundo, sem dar problemas de software eu iria rir-me e muito. A versão base da consola ronda os 199 euros, o que é excelente e apresenta a mais valia de possuir os melhores títulos. É claramente a opção mais direccionada a “gamers”, embora a facção hardcore continue a fazê-lo no PC.

Por último, a Wii foca a sua atenção na família e nas gerações de 80 e 90 que cresceram com os seus produtos. O franchise Mario e Zelda são os grandes alicerces da consola, embora nos últimos anos tenham tentado apagar essa imagem, apostando em títulos mainstream. Quem acompanha o blog sabe da minha paixão pela Nintendo, mas sou o primeiro a reconhecer que estamos perante a consola mais fraca em termos de hardware. No entanto, a Wii ganha os seus pontos na jogabilidade e sobretudo no facto dos seus jogos serem direccionados para vários grupos etários, promovendo a interacção entre a família.

As três consolas apresentam pontos em comum, com especial destaque para o motion sense. Nesse aspecto a Nintendo tem a vantagem, mas reconheço potencial à PS Move e à Kinect, embora não acredite que o futuro dos jogos passe por essa tecnologia. A aquisição de jogos low cost ou freeware são igualmente uma vantagem, assim como a possibilidade de converter a consola num media player. Nesse aspecto a Wii perde muitos pontos, dado que não possui memória interna e não suporta HD, ao contrário das suas concorrentes.

Por todos estes motivos que enumerei, a resposta à questão inicial do post é ambígua. Sugiro que pesem os prós e contras e escolham a que melhor se adequar ás vossas necessidades. Como em quase tudo na vida, devemos tomar decisões ponderadas. Espero que este artigo tenha sido útil para dissipar as dúvidas e gostaria de ouvir a vossa opinião sobre este tema.

O Senhor do Adeus

Há anos que o “Senhor do Adeus” se tornou numa ícone da noite lisboeta. Sempre que passava junto ao Monumental lá estava ele, com a sua boa disposição e calor humano.

É curioso como alguém que não conhecemos se torna parte integrante da nossa vida quotidiana e nos toca de forma tão profunda. Foi com saudade que algumas dezenas de pessoas o homenagearam nesta semana que passou. Que o senhor João Manuel Serra descanse em paz e obrigado pelo breves segundos de Humanidade que distribuía diariamente pela nossa capital.

Obrigado ao Miguel Ângelo (twitter@Miguel1975) pelo link