The Santa Clauses T.2

Após os eventos da primeira temporada, Scott inicia o treino de Cal, com o objetivo de passar o manto de Pai Natal. A narrativa vai assentar precisamente neste ponto, assim como o regresso de Magnus Antas, mais conhecido por The Mad Santa. Como é habitual, vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que teremos a participação de algumas Lendas, com destaque para João Pestana e o Coelho da Páscoa.

Adicionalmente, os poderes de Sandra continuam a evoluir, tornando-se incontroláveis quando existem mudanças de humor, o que vai criar dificuldades acrescidas a todos os membros do Polo Norte. Vamos conhecer em pormenor a história de Magnus Antas, um predecessor do cargo de Pai Natal, que foi destituído e exilado como um quebra-noz.

As novas personagens desta aventura, para além de The Mad Santa, são Kris Kingle, um adulto que tem o seu parque natalício à beira da falência e Olga, o braço direito de Antas, que tem como missão vingar-se de Betty e Noel. Existem alguns momentos cómicos, mas considero que esta temporada é inferior à original. No entanto, capta de forma quase perfeita o espírito de Natal e termina numa nota positiva, com desfechos satisfatórios para todas as personagens.

No que diz respeito a elenco, a participação de Gabriel Iglesias, Eric Stonestreet e Marta Kessler acrescentam qualidade, sendo igualmente relevante destacar a curta presença de Michael Dorn, no papel de João Pestana. Gostaria que Noel , Betty e Gary tivessem um papel mais activo, mas lamentavelmente foram relegados para um papel secundário, o que retira alguns momentos humorísticos a uma narrativa que tinha potencial para mais.

Para concluir, quero apenas salientar que esta é uma boa opção para uma tarde de Natal, dado que são apenas 6 episódios, com cerca de 25 minutos de duração. Aproveitam a quadra e Boas Festas para todos os leitores do blog. HoHoHo!

Skull Island

Brian Duffield é o responsável pela primeira série da franquia MonsterVerse, que se irá focar na Ilha que alberga o mítico King Kong. A narrativa decorre nos anos 90, a bordo de uma embarcação que encontra Annie, uma jovem que se encontra a ser perseguida por um grupo de mercenários.

Uma misteriosa criatura marinha destrói o barco, naufragando a equipa na Skull Island, que é habitada por fauna e flora agressiva e que irão converter-se num desafio diário para os sobreviventes. Esta primeira temporada é composta por oito episódios, que se foca no desenvolvimento de personagens, mais especificamente Charlie, Annie, Mike, Cap e Irene.

Convém frisar que Kong apenas surge a meio da temporada, sendo evidente a sua ligação aos habitantes da ilha, algo que é relevante para o desfecho desta temporada. A animação está muito bem conseguida e o elenco complementa de forma competente a ação frenética que culmina com a batalha épica entre King Kong e a criatura marinha.

À data de publicação deste artigo, ainda não existe confirmação da renovação da série. No entanto, posso adiantar que esta primeira temporada tem um desfecho, que deixa obviamente em aberto uma nova aventura com Annie e Charlie.

Caso estejam interessados, esta série encontra-se disponível em Portugal através da Netflix.

Space: Above and Beyond

Tenho excelentes recordações dos anos 80 e 90, muitas delas associadas a séries de ficção científica. Como tal, criei uma tradição, que consiste em revisitar projectos que considero marcantes. Above and Beyond passou na televisão portuguesa algures entre 1995 e 1998, introduzindo os Chigs como uma raça alienígena que pretende destruir a Humanidade.

O ano é 2063 e após o massacre numa colónia, a guerra torna-se inevitável. A superioridade tecnológica do inimigo parece ser impossível de contrariar, mas o esquadrão marine 58, vulgarmente designado como Wildcards, consegue algumas pequenas vitórias que aumentam a moral das forças humanas.

Ao bom estilo narrativo da época, vamos ter episódios dedicados exclusivamente ao desenvolvimento das personagens e outros com missões que pouco ou nada acrescentam ao desenrolar do conflito. A sátira social é igualmente assinalável, com a introdução dos Silicates (andróides) e os In Vitro, que são humanos criados em laboratório com o objetivo de reforçar o contingente militar.

As personagens são cativantes, com destaque para o Tenente Coronel T. C. McQueen, Commodore Glen van Ross, Tenente Cooper Hawkes e a Capitã Shane Vansen. A narrativa é envolvente, com foco na componente psicológica e nas elevados sacrifícios humanos resultantes da estratégia militar. A maior parte dos episódios ocorre a bordo do USS Saratoga, o porta aviões espacial que alberga o esquadrão dos Wildcards e que se encontra frequentemente na linha da frente.

A série acaba por ser cancelada ao fim de 23 episódios, dado que as audiências ficaram muito abaixo das expectativas. No entanto, parece-me ser o exemplo claro de um projecto que estava muito à frente do seu tempo, sendo constantemente relembrada pelos fãs de ficção científica, pela sua inovação e as naves utilizadas (Hammerheads) pelo esquadrão 58.