Merry Little Batman

A DC resolveu aproveitar a quadra natalícia para partilhar uma abordagem diferente de Batman. Morgan Evans e Jase Ricci sáo os responsáveis por este projecto, que nos introduz uma Gotham livre de crime.

Com o nascimento de Damian, Bruce Wayne foca-se em aprisionar vilões em Arkham, de forma a dedicar mais tempo à vida familiar. É-nos apresentada uma visão quase idílica de Gotham e um Batman super-protector, que tenta manter o seu filho longe de qualquer perigo.

Este filme retira clara inspiração de Home Alone e tem no segundo acto o período mais alto. Batman é enviado para um local remoto pela Justice League, deixando a mansão vulnerável para um ataque criminoso, ao bom estlo dos Wet Bandits.

No entanto, Damian tem outros planos e vai colocar à prova os dois incautos assaltantes, com várias armadilhas e acrobacias. Paralelamente, vamos tomar conhecimento do plano maquiaválico que está por detrás do desaparecimento dos vilóes e a inevitável mensagem de Natal.

O tipo de animacao traz-me memórias da Cartoon Network dos anos 90 e complementa de forma competente o elenco, em que se destaca Luke Wilson, James Cromwell, David Hornsby e Yonas Kibreab.

Merry Little Batman é um filme interessante, muito focado na experiëncia de Natal e que cumpre a sua funcáo. No entanto, é fundamental ressalvar que garante entretenimento mas fica longe de atingir um patamar memorável.

Mediano
66%

The Santa Clauses T.2

Após os eventos da primeira temporada, Scott inicia o treino de Cal, com o objetivo de passar o manto de Pai Natal. A narrativa vai assentar precisamente neste ponto, assim como o regresso de Magnus Antas, mais conhecido por The Mad Santa. Como é habitual, vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que teremos a participação de algumas Lendas, com destaque para João Pestana e o Coelho da Páscoa.

Adicionalmente, os poderes de Sandra continuam a evoluir, tornando-se incontroláveis quando existem mudanças de humor, o que vai criar dificuldades acrescidas a todos os membros do Polo Norte. Vamos conhecer em pormenor a história de Magnus Antas, um predecessor do cargo de Pai Natal, que foi destituído e exilado como um quebra-noz.

As novas personagens desta aventura, para além de The Mad Santa, são Kris Kingle, um adulto que tem o seu parque natalício à beira da falência e Olga, o braço direito de Antas, que tem como missão vingar-se de Betty e Noel. Existem alguns momentos cómicos, mas considero que esta temporada é inferior à original. No entanto, capta de forma quase perfeita o espírito de Natal e termina numa nota positiva, com desfechos satisfatórios para todas as personagens.

No que diz respeito a elenco, a participação de Gabriel Iglesias, Eric Stonestreet e Marta Kessler acrescentam qualidade, sendo igualmente relevante destacar a curta presença de Michael Dorn, no papel de João Pestana. Gostaria que Noel , Betty e Gary tivessem um papel mais activo, mas lamentavelmente foram relegados para um papel secundário, o que retira alguns momentos humorísticos a uma narrativa que tinha potencial para mais.

Para concluir, quero apenas salientar que esta é uma boa opção para uma tarde de Natal, dado que são apenas 6 episódios, com cerca de 25 minutos de duração. Aproveitam a quadra e Boas Festas para todos os leitores do blog. HoHoHo!

Skull Island

Brian Duffield é o responsável pela primeira série da franquia MonsterVerse, que se irá focar na Ilha que alberga o mítico King Kong. A narrativa decorre nos anos 90, a bordo de uma embarcação que encontra Annie, uma jovem que se encontra a ser perseguida por um grupo de mercenários.

Uma misteriosa criatura marinha destrói o barco, naufragando a equipa na Skull Island, que é habitada por fauna e flora agressiva e que irão converter-se num desafio diário para os sobreviventes. Esta primeira temporada é composta por oito episódios, que se foca no desenvolvimento de personagens, mais especificamente Charlie, Annie, Mike, Cap e Irene.

Convém frisar que Kong apenas surge a meio da temporada, sendo evidente a sua ligação aos habitantes da ilha, algo que é relevante para o desfecho desta temporada. A animação está muito bem conseguida e o elenco complementa de forma competente a ação frenética que culmina com a batalha épica entre King Kong e a criatura marinha.

À data de publicação deste artigo, ainda não existe confirmação da renovação da série. No entanto, posso adiantar que esta primeira temporada tem um desfecho, que deixa obviamente em aberto uma nova aventura com Annie e Charlie.

Caso estejam interessados, esta série encontra-se disponível em Portugal através da Netflix.