Troll

Esta produção norueguesa utiliza a mitologia como pano de fundo para um monster movie. O primeiro acto tem início na construção de um túnel nas montanhas de Dovre, onde ocorre um aluimento de terras. Rapidamente constatamos que não se tratou de um acidente, dando início a uma investigação, que é liderada por Nora Tidemann, uma paleontóloga.

O cepticismo da Primeira Ministra e dos seus conselheiros esbarra nas provas inequívocas de que estamos na presença de um Troll, uma criatura mítica que tem uma ligação à Família Real. É evidente que existem muitos clichés ao longo da narrativa mas, no global, este é um projeto interessante e que garante entretenimento.

A personagem de Tobias Tidemann garante alguns momentos de humor, que são bem complementados pelas cenas de ação, que apresentam um CGI bastante respeitável. Para quem procura um filme para ver num domingo de inverno, esta é sem dúvida uma escolha sólida.

Mediano
65%

The Orville T.3

As aventuras do Capitão Mercer e da sua tripulação prosseguem nesta terceira temporada, que se foca no conflito entre a União e os Kaylon. O humor continua a fazer parte da narrativa, que integra temáticas sérias e que acabam por resultar numa espécie de sátira à sociedade actual.

Ao longo dos dez episódios, acompanhamos a reversão da mudança de sexo de Topa, a evolução da dinâmica existente entre Charly Burke e Isaac e o resultado da relação entre Telayah e Ed Mercer. Adicionalmente, irão existir desenvolvimentos inesperados na luta com os Kaylon, assim como uma aliança invulgar entre os Krill e os Moclan.

Em termos de narrativa, destaco Shadow Realms, Mortality Paradox e Midnight Blue, como os meus episódios preferidos. Os dilemas morais são igualmente uma constante, complementando muito bem as várias cenas de ação com que somos presenteados. Os argumentistas apostaram num desenvolvimento dos membros secundários da tripulação, o que resultou de forma muito positiva, dando maior profundidade aos eventos e criando uma relação empática com o espectador.

Pessoalmente, considero esta a temporada mais forte de The Orville, que tem um desfecho interessante no derradeiro episódio, Future Unkown, que pode significar o fim deste projeto. Até à data não existe confirmação da renovação desta série, que tem sido uma agradável surpresa, convertendo-se em algo que supera claramente o seu rótulo de comédia.

Upload T.1

Em 2033, a Humanidade tem a possibilidade de saborear a imortalidade, numa vertente digital. Para tal, necessitam de subscrever uma mensalidade e realizar o upload da sua consciência para os servidores da empresa prestadora do serviço.

Vamos acompanhar a aventura de Nathan Brown, um programador que acaba por falecer num acidente automóvel, em condições suspeitas. Inevitavelmente, acaba por realizar o upload para Lakeview, uma comunidade virtual de luxo, dando inicio a uma investigação que visa identificar quem é o responsável pelo seu assassinato.

Upload é essencialmente uma sátira social, complementada com momentos humorísticos. As personagens de Aleesha e Luke são fantásticas, proporcionando momentos únicos de entretenimento. No entanto, a narrativa principal envolve Nathan, a sua namorada Ingrid e Nora, a assistente pessoal atribuída pela Horizen.

Como é habitual, vou evitar os spoilers, embora possa adiantar que teremos o cliché amoroso, em conjunto com uma conspiração corporativa que envolve o projeto Beyond, em que Nathan se encontrava a trabalhar. Temos igualmente o desenvolvimento de personagens, que cria a empatia necessária para converter esta primeira temporada numa recomendação da minha parte.

Convido-vos a partilhar o vosso feedback e caso não conheçam o projeto, sugiro que subscrevam a Amazon Prime Video.