Tiger & Bunny T.1

A cidade de Stern Bild é protegida por uma série de indivíduos, que são NEXT (Noted Entities with eXtraordinary Talents). Ao bom estilo de Big Brother, existe a Hero TV, que transmite para a população geral as aventuras dos heróis, atribuindo um sistema de pontos, com uma classificação geral. A componente corporativa está igualmente implícita, com patrocínios e obrigações contratuais que criam alguns dos momentos mais hilariantes desta série.

Wild Tiger e Barnaby “Bunny” Brooks são uma dupla improvável, composta por um um herói veterano e um estreante, que tem como objetivo identificar o responsável pelo assassinato dos seus pais. Ao longo dos primeiros episódios, vamos assistindo à evolução da disfuncionalidade desta parceria, que assenta em duas personalidades completamente opostas. Adicionalmente, conhecemos os restantes heróis da Hero TV, assim como as suas motivações e dificuldades.

O primeiro grande momento ocorre com o aparecimento de Lunatic, um NEXT com um poder incrível, que opta por ser júri e executor de todos os criminosos que fogem à lei. Os nossos heróis falham em aprisionar ou frustrar os planos de Lunatic, dando início a uma rivalidade que irá prolongar-se durante esta temporada.

O vilão principal é Jake, um recluso que alegadamente é o responsável pela morte dos pais de Barnaby e com ligações à organização criminosa Ouroboros. Graças a um plano bem delineado, acaba por ser libertado da sua cela, dando início a uma série de eventos que culmina numa batalha individual com os heróis, ao bom estilo Dragon Ball. Neste universo, cada herói tem apenas um superpoder, mas rapidamente constatamos que Jake é uma excepção, o que torna praticamente imbatível num combate individual.

Lentamente, os heróis vão caindo em batalha e os esforços de Bunny são insuficientes, no entanto, Wild Tiger acaba por ser fundamental para a derrota final de Jake. Essencialmente, o veterano consegue identificar qual o segundo poder de Jake, criando uma táctica que acaba por possibilitar a vitória de Barnaby. Os episódios seguintes servem para consolidar o estatuto dos nossos dois heróis, que finalmente conseguem trabalhar em equipa e obter resultados.

A identidade de Lunatic é igualmente revelada para os espectadores, embora permaneça em segredo para os heróis, que continuam sem conseguir derrotar este NEXT. A temporada termina com a derradeira aventura, em que os heróis deixam de ter memória de Wild Tiger, que é acusado de assassinato. Sem entrar em detalhes, posso adiantar que este arco narrativo fecha a história associada aos pais de Bunny e humaniza vários dos membros da equipa.

Existem vários pormenores que omiti neste artigo, precisamente para evitar spoilers, mas confesso que apreciei imenso esta primeira temporada. Há muito humor, assim como temas adultos que são explorados ao longo destes 25 episódios. Os vilões estão bem conseguidos e a origem dos heróis cria o grau de empatia necessário para elevar Tiger & Bunny numa experiência agradável.

Indiana Jones and the Dial of Destiny

Quinze anos após uma desilusão completa, o Dr Henry Jones está de volta para a sua derradeira aventura. James Mangold foi o realizador escolhido para o fecho de ciclo, que decorre em 1969, no auge da corrida espacial.

O primeiro acto lança a premissa, explicando os eventos de 1944, em que Indy e o seu amigo, Basil Shaw, tentam recuperar a Lance of Longinus, um artefacto místico que se encontra na posse de Jürgen Voller, um astrofísico nazi, que será o vilão desta aventura. A bordo de um comboio, o Dr Jones vai acidentalmente adquirir uma metade de um aparelho construído por Arquimedes, que alegadamente permite a criação de fissuras temporais.  Destaque para a tecnologia utilizada, que permitiu a criação de uma versão bastante mais nova do nosso herói, com a utilização de um duplo.

A narrativa, confirme mencionei, decorre em 1969, no apogeu da guerra fria, demonstrando uma sociedade em evolução, em que Indy se converteu numa memória do passado. Tomamos igualmente conhecimento do seu passado mais recente, que deixou marcas profundas e que serve para humanizar a personagem de Indy.

Como é apanágio, vou evitar os spoilers, embora posso salientar a presença de Phoebe Waller-Bridge, no papel de Helena Shaw e o seu sidekick, Teddy Kumar, que trazem algumas memórias de Short Round, do segundo filme da saga. Pessoalmente, diria que o segundo acto é o momento mais forte de Dial of Destiny, que tem uma abordagem interessante, com alguns momentos cómicos, que complementam as inúmeras cenas de ação.

Existem igualmente vários momentos de fan service, com a presença de John Rhys-Davies e Karen Allen, nos papéis de Sallah e Marion Ravenwood. Não sou o maior apologista dos eventos do terceiro acto, mas este é um filme claramente superior a Kingdom of Crystal Skull, que introduz um vilão cativante (Mads Mikkelsen) e um braço direito detestável (Boyd Holdbrook).

Indiana Jones é uma das minhas franquias preferidas, com três filmes fantásticos e que fecha seu o arco narrativo, com um filme mediano, mas que ostenta a quota parte ideal de fan service.

Bom
70%

Meg 2: The Trench

O sucesso do filme original resultou numa sequela, em que assistimos ao regresso de Jonas, Meiying, Mac e DJ. Sem divulgar pormenores narrativos, posso adiantar que Jiuming Zhang, o tio de Meiying, é a grande adição â equipa, que volta a deparar-se com a incursão de vários Megalodons.

Cinco anos após os eventos do primeiro filme, Jonas e a sua equipa continuam a explorar a Fossa das Marianas, embora se dediquem igualmente a causas ecológicas. O primeiro acto tem uma cena épica, que será relevante para introduzir a personagem de Montes, um dos vilões de The Trench. Adicionalmente, tomamos conhecimento da pesquisa de Zhang, que tenta criar uma relação com Haiqi, uma cria megalodon que está a aprender a responder a estímulos auditivos.

A narrativa continua a retirar inspiração da obra literária de Steve Alten, embora seja francamente inferior à primeira aventura. Existem momentos cómicos, que complementam a ação de forma competente, sem nunca deslumbrar. Diria que a grande virtude do primeiro Meg é o facto de ter conseguido converter-se no típico filme pipoca, algo que The Trench falha em alcançar.

Jason Statham é o foco de todo o filme, embora seja relevante destacar a presença de Page Kennedy e Sergio Peris Mencheta, no papel de DJ e Montes, respectivamente. Diria que existe algo para os entusiastas da primeira aventura, embora seja importante reduzir as expectativas para The Trench, que garante algum entretenimento mas fica bastante aquém do seu predecessor.

Mediano
65%