Mission Impossible: Dead Reckoning

O sétimo filme da franquia traz-nos uma ameaça digital, na forma de uma inteligência artificial que ganhou consciência e pretende adquirir todo o conhecimento existente nas agências de segurança do Mundo. Ethan e a sua equipa terão de localizar as duas metades de uma chave, que alegadamente lhes darão acesso a algo que esta IA pretende.

A narrativa está repleta de ação e tem início no deserto, para uma missão de resgate da agente Ilsa Faust, que tem a cabeça a prémio por motivos desconhecidos. Rapidamente ficamos a saber que está em posse da primeira metade da chave, que é alvo de cobiça pelas maiores super-potências mundiais. Adicionalmente, vamos ter uma ligação ao passado de Ethan, na figura de Gabriel, um terrorista que trabalha para a AI, que passa a ser designada como “A Entidade”.

Ethan, Luther e Benji tentam localizar a segunda metade da chave, no aeroporto de Abu Dhabi, mas são ludibriados por Grace, uma ladra profissional que terá sido contratada pela White Widow, um dos principais nomes do mercado negro internacional. Esta é a premissa principal de Dead Reckoning, em que a equipa é  colocada à prova, dado que o algoritmo da Entidade consegue prever e antecipar todas as decisões de Ethan.

A perseguição em Roma é verdadeira memorável, assim como o baile de máscaras em Veneza, que tem um desfecho inesperado. Conforme referi, os 164 minutos deste primeira metade são verdadeiramente frenéticas e terminam num impasse, que pode levar à criação de uma nova equipa da IMF. Teremos que aguardar por 28 de junho de 2024 para confirmar o desfecho desta aventura, que promete surpreender.

Este é sem dúvida, um dos grandes filmes de ação do ano, que volta a adicionar nomes sonantes ao elenco, nomeadamente Hayley Atwell, Vanessa Kirby, Esai Morales e Pom Alexandra Klementieff. Para os fãs da IMF, este é sem dúvida um filme a não perder.

Bom
79%

Dragon Age: Absolution

Um dos maiores sucessos da BioWare foi adaptado ao formato televisivo. Estou obviamente a falar do universo de Dragon Age, que se irá focar no Tevinter Imperium, que é liderado por um Archon. Em termos cronológicos, os eventos de Absolution ocorrem após Inquisition e antecedem Dreadwolf.

A série tem uma forte componente de magia e foca-se numa missão que visa a obtenção do Circulum Infinitus, um artefacto que utiliza magia de sangue. A disfuncional equipa é composta por Miriam, Fairbanks, Qwydion, Hira, Roland e Lacklon, que acabam por ter de unir esforços para sobreviver a esta aventura.

Do lado do Império Tevinter, as personagens principais são Rezaren Ammosine e Tassia, a Knight Commander da Templar Order, que protegem o artefacto e muitas outras relíquias presentes em Thedas. A animação está bem conseguida e o casting de vozes é competente (Kimberly Brooks, Matthew Mercer, Ashly Burch, Phill Lamarr, Josh Keaton, Zehra Fazal), aliando uma componente de humor ás inúmeras cenas de ação.

O enredo é algo previsível e repleto de várias clichés, mas diria que Absolution cumpre a sua função de entretenimento. Esta primeira temporada, composta por seis episódios, lança a premissa desta aventura, estando no entanto por confirmar a continuação do projeto.

Pessoalmente, considero Absolution uma aposta interessante e que cativou a minha atenção, embora existam algumas decisões com as quais não fiquei particularmente satisfeito.

Mythic Quest T.3

Após a saída de Poppy e Ian, a equipa tenta manter Mythic Quest como um título relevante. O primeiro episódio explica a cronologia das alterações, retratando o sucesso de David Brittlesbee, que consegue alcançar bons resultados financeiros. Paralelamente, o projeto de Grimm e Poppy Li sofre uma alteração inesperada, focando-se num conceito completamente distinto, o que maximiza a disfuncionalidade entre este duo.

Esta temporada tem momentos hilariantes, mas foca-se em personagens secundárias, tais como Carol, Brad e Dana, que vão ter um arco narrativo épico, no que diz respeito à sua carreira. Diria que a segunda metade é claramente a mais forte, com a introdução do Departamento de Monetização e o filme de Mythic Quest, que introduz Joe Manganiello como o actor escolhido para interpretar Ian.

Um dos meus episódios preferidos é Sarian, em que vamos conhecer a infância/adolescência de Poppy e Ian, que acabam por cruzar-se anos mais tarde. Na minha opinião, o que converte esta série em algo especial é a sátira à indústria dos videojogos.

Rob McElhenney tem um desempenho fantástico na sua adaptação de Jason Vandenberghe (CEO da Ubisoft), alcançando uma simbiose entre comédia, drama e sátira que funciona de forma perfeita neste formato. Estou francamente curioso para a quarta temporada, que será disponibilizada em 2024 e que conta com o regresso de toda a equipa, que sofreu uma cisão relevante e que vai criar uma empresa concorrente, colocando em causa o futuro de Mythic Quest, enquanto franquia de videojogos.

Caso pretendam acompanhar esta série, basta subscrever o serviço de stream da Apple.