Star Wars: Visions T.1

O conceito deste projeto assenta em histórias curtas, que decorrem “fora da continuidade” do universo Star Wars. O aspecto visual é claramente inspirado em anime e na cultura nipónica, com uma palete de cor bastante distinta do padrão desta franquia.

A primeira temporada é composta por nove episódios, dos quais destaco The Duel, The Twins, The Ninth Jedi e Lop & Ochõ. Volto a frisar que a narrativa não tem ligação ao universo Star Wars, pelo que a liberdade criativa é total, o que resulta em personagens e conceitos muito interessantes. A grande maioria dos episódios decorre num futuro distante, em que os Sith e Jedi permanecem antagonistas, numa constante batalha pelo equilíbrio na Força.

Em 2023, será disponibiliza a segunda temporada, que manterá a mesma premissa, embora seja, maioritariamente, da responsabilidade de estúdios de animação europeus. Se procuram algo diferente e são fãs do universo Star Wars, diria que Visions é uma escolha acertada.

Para quem já teve oportunidade de assistir aos primeiros nove episódios, qual é o veredicto? Partilhem o feedback na caixa de comentários, de forma a podemos iniciar um debate de ideias saudável.

Guardians of the Galaxy Vol.3

O arco narrativo desta equipa chega ao fim na MCU, fechando vários arcos narrativos associados a vários dos elementos dos Guardiões. James Gunn manteve a essência da franquia, integrando a narrativa com uma narrativa mais dark, que envolve o High Evolutionary e a génese de Rocket.

O primeiro acto reintroduz Adam Warlock, que continua a seguir as ordens de Ayesha. Os Guardiões continuam a reconstruir Knowhere, com a ajuda de Cosmo e Kraglin, mas são impotentes para deter Warlock, que deixa Rocket em risco de vida. Esta é a premissa que sustenta este filme, unindo a equipa numa derradeira missão, que visa salvar o guaxinim mais inteligente do Universo. Paralelamente, quase todos os elementos tentam ultrapassar crises pessoais, humanizando de forma quase perfeita Peter Quill, Nebula, Mantis, Gamora e Kraglin.

A primeira missão decorre numas instalações da Orgocorp, a empresa responsável pelo código genético de Rocket e que possuem a cura para a sua condição. Inesperadamente, Gamora vai fazer parte desta missão, a pedido dos Ravagers, criando momentos únicos na sua interação com Quill e Nebula. Destaque para a participação especial de Nathan Fillion, no papel de Master Karj e para Stallone (Stakar Ogord), mantendo a tradição de nomes sonantes na MCU.

Na minha opinião, a parte mais épica do filme decorre em Counter-Earth, em que ocorrem as cenas de ação mais relevantes e assistimos ao embate entre Rocket e The High Evolutionary. São encerrados  diversos arcos narrativos, que conferem um propósito a cada um dos elementos dos Guardiões. Sem colocar spoilers, gostei do desfecho, que mantém uma abordagem realista e que faz sentido face ás características das personagens.

Como ponto negativo, tenho de destacar a personagem de Adam Warlock, que funciona como um comic release, embora tenha o seu arco redentor no acto final. Adicionalmente, a batalha final com o vilão é demasiado curta, embora compreenda a abordagem de Gunn, que se foca muito em Rocket e na sua experiência de vida.

Não existem filmes perfeitos mas este terceiro volume termina numa nota muito elevada e representa sem dúvida o melhor filme da MCU nos últimos 18 meses. Existem duas cenas pós-créditos, que sugerem o regresso de Star Lord e introduzem os novos Guardiões, com a adição de Phyla-Vell e Adam Warlock.

Bom
80%

Citadel T.1

Este projeto surgiu inesperadamente nos meus alertas do Prime Video e rapidamente se converteu numa das minhas séries preferidas dos últimos anos. A produção fica a cargo dos irmãos Russo e o elenco conta com Richard Madden, Priyanka Chopra Jonas, Stanley Tucci e Lesley Manville nos papéis principais.

A primeira é composta por seis episódios e narra as aventuras de Mason Kane e Nadia Sinh, dois agentes de topo da organização Citadel, que domina e influencia o rumo do planeta há várias décadas. A narrativa assenta numa traição interna, que origina a destruição completa da Citadel, obrigando os agentes sobreviventes a viver nas sombras, sem qualquer memória do seu passado.

A tecnologia é uma componente intrínseca desta série, que é influenciada por franquias como Missão Impossível, Jason Bourne e o incontornável James Bond. O valor de produção é astronómico (300 milhões), reflectindo a qualidade das cenas de ação e as localizações utilizadas ao longo dos episódios.

Lentamente, vamos tendo alguns pormenores (comprometedores) do passado de Kane e Sinh, que os ligam à Manticore, a organização responsável pela destruição da Citadel. No que diz respeito a interpretações, tenho que destacar Stanley Tucci, Roland Møller e Lesley Manville, que são fenomenais no seu papel de mentores e antagonistas do duo de espiões.

Ao longo de seis episódios, o ritmo da narrativa é adequado, expondo os defeitos de Mason e Nadia, o que complementa e solidifica a conspiração que envolve ambos.  Sem colocar spoilers, teremos uma revelação (relativamente) previsível, que marca o impasse em que termina esta primeira temporada.

Pessoalmente, considero Citadel uma surpresa inesperada. Talvez exista um exagero na utilização de flashbacks e nalgumas cenas de ação, que são virtualmente impossíveis, mas é inegável o valor de produção e o factor entretenimento, que garantiu a renovação para uma segunda temporada, que será disponibilizada no início de 2025.