Spriggan T.1

Yu Ominae é um jovem que faz parte da ARCAM, uma organização secreta que se dedica à busca e recolha de OOPart (Out of Place Artifacts). Ao longo de seis episódios, vamos acompanhar algumas missões, em que o nosso herói vai confrontar inimigos poderosos, tais como Coronel McDougal, Iwao Akatsuki, Bo Brantz, Larry Markson e Bowman.

Cada batalha cria uma dificuldade adicional ao nosso protagonista, que vai evoluindo e melhorando as suas capacidades. Para o ajudar, conta com a extraordinária tecnologia do Dr. Mayzel, que desenvolveu uma armadura forjada com orichalcum, um metal denso que é praticamente indestrutível.

Cada episódio está repleto de ação e diversidade, das quais destaco os soldados cibernéticos e zombies controlados por uma floresta amaldiçoada. Há muito para absorver e apesar da ação frenética, temos um claro desenvolvimento da personagem,. que vai lentamente colocando em causa algumas das suas convicções.

Como não podia deixar de ser, temos uma personagem feminina, Yoshino Somei, que promete converter-se no interesse amoroso de Yu, apesar das suas intenções serem essencialmente movidas pelo enriquecimento financeiro. Adicionalmente, temos a introdução de Jean Jacquemonde e Oboro, dois dos mentores de Ominae.

Este anime é baseado no manga da autoria de Hiroshi Takashige e Ryōji Minagawa e assenta na preservação de artefactos OOPart, conforme referi anteriormente. A componente mística ou sobrenatural é muito interessante, explorando a Arca de Noé, as Caveiras de Cristal e a Philadelphia Experiment. Adicionalmente, somos introduzidos a duas fações, ARCAM e a Trident, que apesar de terem agendas opostas, aparentam ter vários segredos para desvendar.

Caso pretendam investir nesta série da Netflix, penso que será uma excelente escolha. PAra terminar, apenas uma curiosidade: em território nacional esta manga foi publicada em 1995, com a designação de Striker.

The Centurions

Os anos 80 estão repletos de desenhos animados épicos, que marcaram a minha geração. Um dos maiores casos de popularidade foi sem dúvida The Centurions, que nos transportou para o século XXI, numa era em que os ciborgues tentam conquistar o planeta Terra. O conceito e design ficou a cargo de Norio Shioyama, que teve a colaboração de duas lendas dos comics books, mais precisamente Jack Kirby e Gil Kane.

Os protagonistas são o vilão Doc Terror, que com a ajuda do seu braço direito, Hacker, tenta derrotar a equipa de elite composta por Max Ray, Jake Rockwell e Ace McCloud. A premissa assenta numa estação espacial, denominada como Sky Vault, que tem a tecnologia necessária para tele-transportar armaduras para os fatos (exo-suits) que os nossos heróis possuem.

Crystal Kane é o quarto elemento da equipa, que controla as operações na estação, garantindo o sucesso das mesmas. Cada um dos Centuriões tem uma especialidade, que se foca nos elementos Terra, Água e Ar. A narrativa é um produto da sua era, assentando na lógica de “monster of the week”, embora existam episódios com continuidade, a partir da segunda metade da temporada.

Adicionalmente, teremos a introdução de dois novos Centuriões, Rex Charger e John Thunder, com o objetivo de criar diversidade e cativar novos espectadores. O exército de ciborgues sofre igualmente vários upgrades, dos quais destaco os drones traumatizers, strafers, groundbourgs, cybervore panther, e shark.

Contem com 65 episódios, repletos de ação e com muito humor, que garantem o entretenimento e despertaram a minha nostalgia. Recordo-me perfeitamente das manhãs de domingo, em que consumia desenhos animados de forma ininterrupta. Honestamente, continuo a ser um fã desta série e recomendo que invistam tempo a revisitá-la. Caso nunca tenham assistido, fica a sugestão, embora reconheça que possa não agradar aos mais novos, que estão habituados a outra animação e narrativa.

Estou convicto que no final vão poder encarar o lema “PowerXtreme” com um sorriso nos lábios.

Day Shift

Bud Jablonski tem um negócio de limpeza de piscinas, que é uma fachada para a sua verdadeira ocupação: caçar vampiros. Esta premissa pressupõe o típico b-movie, com uma pitada de humor e algumas cenas gore, sendo precisamente isso que ocorre, durante os 114 minutos de Day Shift.

J.J. Perry é o realizador deste filme, que garante entretenimento, sem nunca se levar demasiado a sério. O primeiro acto introduz o nosso herói, numa cena épica, que será fundamental para o desenvolvimento da narrativa. Após derrotar dois vampiros, Jablonski recolhe os dentes caninos, para posterior venda no mercado negro. É nesta altura que somos enquadrados acerca do seu passado, que resultou na expulsão do Sindicatos de Caçadores, por desrespeito ás regras.

Com a preciosa ajuda do seu ex-parceiro, Big John Elliot, o nosso herói consegue uma vaga no turno diurno, com o objetivo de pagar algumas dívidas e impedir a mudança da sua família para a Florida. Conforme mencionei no parágrafo inicial, o humor é uma constante, o que viabiliza o clássico parceiro inexperiente, que tem uma obsessão por seguir as regras.

O elenco é liderado por Jamie Foxx, mas conta igualmente com Dave Franco, Karla Souza e Meagan Good, sem esquecer a participação especial de Snoop Dogg, Scott Adkins e Peter Stormare. Como é apanágio, vou evitar os spoilers mas se procuram duas horas de diversão, sem grande densidade narrativa, Day Shift é uma escolha incontornável.

Este filme está disponível via Netflix e até ao momento não existem planos para uma sequela. 

Mediano
68%