Legend of Vox Machina T.2

A temporada original termina com um ataque iminente de quatro dragões à cidade de Emon. Ficamos a saber que se trata do Chroma Conclave, que possuem poderes específicos associados a cada um dos seus membros: ácido, gelo e fogo.

A equipa e o exército de Emon é incapaz de derrotar esta ameaça, que facilmente derruba as defesas da cidade. Adicionalmente, o líder do Conclave, Thordak, exige o pagamento de um tributo aos sobreviventes, com o objetivo de escravizar o máximo de cidades em Exandria.

Os Vox Machina, com a ajuda de Gilmore, retiram para Whitestone, onde decidem solicitar ajuda dos Slayer´s Take, em Vasselheim. Após uma série de eventos, conseguem finalmente obter uma audiência com Osysa, uma esfinge milenar, que sugere a obtenção dos Vestiges of Divergence, uma série de artefactos mágicos que poderão ajudar a derrotar a aliança dos Dragões.

Ao bom estilo da campanha de D&D em que é baseado, vamos acompanhar as aventuras da equipa, que irá correr riscos e ultrapassar obstáculos, no sentido de alcançarem o level-up necessário para derrotar Umbrasyl, o dragão com o poder ácido. Na minha opinião, o arco narrativo mais interessante é o de Vax’ildan, que se converte no campeão da Matron of Ravens.

A animação é excelente e introduz alguns momentos hilariantes, que ajudam a descomprimir alguma da  tensão. Adicionalmente, temos muito desenvolvimento das personagens de Vax, Vex, Keyleth  e Grog, elevando esta segunda temporada a um patamar elevado. Sem revelar pormenores significativos, a equipa consegue uma vitória relevante, abrindo caminho para a batalha épica com o Chroma Conclave.

À data de elaboração deste artigo, não existe confirmação da data, no entanto a terceira temporada irá ser disponibilizada no decorrer do primeiro semestre de 2024.

DOTA: Dragon´s Blood T.3

A abordagem narrativa nesta temporada ficou aquém das minhas expectativas, sobretudo pelo facto de entrar numa redundância que pouco acrescenta à aventura dos nossos heróis. Adicionalmente, cria alguma dificuldade em abordar os eventos que ocorrem sem partilhar detalhes críticos. Digamos que o caminho seguido assenta na criação de um universo alternativo, por parte de The Invoker, com o intuito de garantir a a sobrevivência da sua filha, Filomena.

Slyrak é derrotado por Terrorblade, que colhe mais uma alma para aumentar o seu poder. Luna e a legião Dark Moon são forçados a retirar, dado que se encontram enfraquecidos após o aprisionamento de Selemene. Davion e Bran descobrem que os dragões estão a convergir para Broken’s Peak, com o objetivo de atacar o castelo de The Invoker.

Após uma violenta batalha, é forjada uma aliança entre The Invoker e Mirana, com Davion a receber novamente a alma dos dragões. Adicionalmente, Fymryn assume o poder de Selemen, após a mesma recusar-se a ser uma deusa mais focada nas necessidades dos seus adoradores.

O momento mais marcante ocorre no segundo episódio desta temporada, em que temos uma gigantesca batalha em Foulfell, com o sacrifício de um dos nossos heróis, permitindo que The Invoker crie uma realidade alternativa, em que Filomena e Selemene estão vivas. Por motivos que serão desvendados mais tarde, Mirana é a única que manteve as memórias do passado, dando início a uma missão que visa reverter os efeitos desta mudança.

Filomena é uma das personagens fulcrais desta temporada, que vai desenvolver o arco narrativo associado a Mirana. Temos igualmente várias cenas de ação e uma realidade bem distinta para alguns dos nossos heróis, que foram “manipulados” pelas ações de The Invoker.

Confesso que não sou fã desta visão narrativa, embora reconheça que está repleta de ação e contém alguns momentos memoráveis. A quarta temporada está ainda por confirmar mas deverá ser uma realidade em 2023.

The Dark Phoenix Saga

O arco narrativo da entidade Dark Phoenix é da responsabilidade de Chris Claremont, que conta com a incrível arte de John Byrne para dar vida aos painéis. Tudo tem início numa missão espacial, em que Jean é atingida por raios provenientes de uma explosão solar, unificando duas entidades num único corpo, numa constante batalha pelo controlo.

O Hellfire Club, liderado por Jason Wyngarde, Sebastian Shaw e Harry Leland elabora um plano maquiavélico, que visa ludibriar Jean Grey, utilizando as memórias de Madelyn Pryor. Graças à ajuda da telepata Emma Frost, os X-Men são capturados, em conjunto com uma jovem de nome Kitty Pride, que terá um papel importante nos capítulos seguintes.

A equipa vai conseguir libertar-se, localizando Jean na sede do Hellfire Club. A primeira batalha corre terrivelmente mal, dado que os líderes são igualmente poderosos mutantes, mas a ligação entre Cyclops e Jean acaba por ser demasiado forte para manter o controlo telepático de Mastermind. É precisamente neste primeiro arco que é introduzida a personagem de Dazzler, que tem um papel secundário, embora importante no resgate de Jean Grey.

Após estes eventos e de forma a quebrar os laços com os X-Men, Jean sai do planeta, rumo ao espaço sideral, no sentido de descobrir os limites do seu poder de Phoenix. De forma a recarregar a sua energia, consome uma estrela, que se converte numa supernova, aniquilando mais de 5 mil milhões de seres vivos no processo. Uma nave de guerra Shi’ar em patrulha testemunha este evento, atacando, sem sucesso, a entidade Dark Phoenix, que assumiu o controlo absoluto após consumir a estrela.

Num derradeiro ato de coragem, o capitão informa a Emperatriz Lilandra, que convoca o Conselho Intergaláctico, que é composto pelo Império Shi’ar, Kree e Skrull, sendo determinado a extinção da Dark Phoenix. No Planeta Terra, a família Grey recebe a visita da Dark Phoenix, que acaba por ser derrotada pelo Professor Xavier, com a ajuda telepática de Jean. São criadas novas barreiras psíquicas para conter a entidade cósmica mas nesse preciso momento, a equipa é teleportada para a Blue Area of the Moon, onde são confrontados com a acusação de genocídio.

Os X-Men ficam horrorizados quando tomam conhecimento das ações de Dark Phoenix, mas defendem Jean, alegando que não estaria em controlo. Numa derradeira tentativa de evitar a morte de Jean, o Professor Xavier desafia Lilandra para um Arin’n Haelar, que é essencialmente um duelo de honra. Duas equipas irão defrontar-se, na superfície lunar, até que exista um vencedor. As possibilidades da equipa são reduzidas, dado que os seus adversários são Skrull, Kree, a Guarda Real e o seu líder Gladiator.

Os X-Men acabam por ser derrotados, com excepção de Cyclops e Jean, que num ato de desespero, utiliza uma antiga arma Kree para se destruir. Após estes eventos, é realizada uma espécie de lobotomia a Jean Grey, ficando a sua forma corpórea entregue aos X-Men. Lilandra tenta obter perdão pelos actos, mas a dor de Cyclops é demasiado intensa, concluindo desta forma este arco narrativo.

O derradeiro painel tem uma expressão icônica de Uatu, The Watcher, que afirma o seguinte:

“Jean Grey could have lived to become a god. But it was more important to her that she die…a human. “

Na minha modesta opinião, esta é uma das históricas mais icónicas dos X-Men, que recomendo vivamente. Passaram aproximadamente quarenta anos desde a sua publicação, mas a narrativa permanece sólida, assente numa emotividade intensa e que é elevada pela arte incrível de John Byrne