Night Teeth

Há várias décadas que a paz impera em Los Angeles, resultado de uma trégua entre vampiros e humanos. No entanto, uma facção liderada por Victor vai iniciar uma sequência de eventos que alimentará a narrativa de Night Teeth.

Benny, o irmão mais novo de Jay, vai ocupar o seu lugar como motorista de duas jovens, Blaire and Zoe, que pretendem visitar uma série de clubes noturnos. Como é evidente, estas duas jovens são vampiras enviadas por Victor, que irão semear o caos e destruição. A maioria da população desconhece a existência da raça vampírica, o que origina algumas cenas hilariantes com Benny, que tenta escapar a todo o custo.

A narrativa vai igualmente explicar o papel fundamental de Jay no cumprimento das tréguas, assim como o motivo pelo qual Victor pretende entrar em guerra com os humanos. Night Teeth garante entretenimento, mas tem uma narrativa simples, previsível e que nada acrescenta ao género.

No que diz respeito ao elenco, destaque para a participação de Jorge Lendeborg Jr. (Alita), Alfie Allen (GoT), Sydney Sweeney (Handsmaid´s Tale) Raúl Castillo, Debby Ryan e Megan Fox, que são competentes o suficiente para tornar este filme suportável.

O derradeiro acto tem a batalha final entre as duas facções, com um desfecho previsível e que acaba por ser satisfatório, do ponto de vista dos protagonistas. Se procuram algo para vos entreter, numa tarde cinzenta de inverno, esta pode ser uma alternativa a considerar.

Mediano
65%

Blood of Zeus T.1

Ao longo de oito episódios, vamos acompanhar as aventuras de Heron, um dos filhos bastardo de Zeus. Apesar desta personagem ter sido criada especificamente para a série, há claramente uma influência da mitologia grega, em que é frequente a união entre deuses e humanos.

A narrativa arranca com o enquadramento histórico, dando a conhecer uma guerra entre Deuses e Gigantes, que acaba com a vitória do Olimpo. De forma a manter a paz, os Deuses guardam a alma dos Gigantes num caldeirão, que é protegido por Talos. A premissa desta primeira temporada é muito simples: Hera não aceita a infidelidade do seu marido e pretende a cabeça de Heron, dando início a uma revolta no Olimpo, que cria duas fações. Zeus impôs uma regra, que impede a interferência direta dos Deuses no destino da Humanidade, algo que não é cumprido por ambos os lados.

Adicionalmente, surge uma nova raça na Terra, os demónios, que resulta do consumo da carne dos Gigantes. O seu líder, Seraphim, vai acabar por assassinar a mãe de Heron, a pedido de Hera, dando início a uma série de eventos que culminará coma derradeira batalha entre Deuses e Gigantes.

Ao longo dos episódios, vamos assistir à evolução de Heron, que está consumido pela raiva e ódio aos Deuses, assim como à inesperada ligação a Seraphim. A Deusa Hera engendra um plano diabólico, que irá ter uma conclusão inesperada, que lança uma premissa interessante para as próximas duas temporadas, que já se encontram confirmadas pela Netflix.

Blood of Zeus é uma experiência agradável, com um casting em que destaco Jason O´Mara, Claudia Christian, Jessica Henwick, Melina Kanakaredes, Jennifer Hale e Fred Tatasciore. O equilíbrio entre o desenvolvimento de personagens e ação é soberbo, o que permite contar uma história envolvente e que ainda estará longe de concluída.

October Faction

A Netflix tem investido imenso em adaptações dos comics, motivo pelo qual não foi surpreendente a aposta nesta obra de Steve Niles, que é publicada pela IDW. Ao longo de dez episódios, vamos conhecer a família Allen, que regressa a Barrington-on-Hudson após a morte de Samuel, o pai de Fred Allen.

Rapidamente somos confrontados com a realidade sobrenatural, assim como a identidade secreta de Fred e Deloris Allen, que são agentes do Presidio, uma organização secreta que tem como missão proteger a Humanidade dos Monstros. Os seus filhos, Geoff and Viv começam a manifestar poderes, algo que será desenvolvido ao longo da narrativa e que apresenta ligações a Alice Harlow, uma feiticeira obcecada pela destruição dos Allen.

Os primeiros episódios tentam humanizar as personagens, detalhando o seu passado obscuro e os principais receios. No entanto, a narrativa é fraca e falha em garantir o nosso investimento nos eventos que antecedem uma gigantesca batalha entre as duas facções. Contem com os habituais clichés, que pouco acrescentam ao produto final, convertendo October Faction numa série pouco memorável e que sou incapaz de recomendar.

Adicionalmente, a Netflix confirmou o cancelamento da segunda temporada, o que apenas reforça a opinião partilhada nos parágrafos anteriores. No entanto, se procuram algo simples, com alguma ação e que vos ajude a passar um fim de semana, October Faction pode ser a escolha acertada.