Guardians of the Galaxy: Legacy

Este livro incorpora os seis primeiros capítulos desta aventura, que decorre após os eventos da saga cósmica Annihilation Conquest. Sem partilhar spoilers, posso adiantar que Gamora e Starlord pretendem redimir-se das suas ações, o que leva à formação da equipa.

A premissa principal reside na necessidade de reparar as fracturas temporais, que estão a semear a destruição em vários mundos. A base de operações permanece em Knowhere, tendo Cosmo como chefe de segurança. A equipa é liderada por Peter Quill, que conta com Adam Warlock, Drax, Gamora, Phyla-Vell, Rocket e Groot. Adicionalmente, Mantis é uma espécie de terapeuta da equipa, permanecendo ausente das missões de campo.

A disfuncionalidade da equipa é uma constante, o que condiciona a eficácia operacional. Existe igualmente um segredo que é do conhecimento de Mantis e Starlord, que irá colocar em causa a manutenção dos Guardiões da Galáxia. No que diz respeito a supostos vilões, temos a introdução de StarHawk e o regresso da Universal Church of Truth, que tem em Matriarch uma das suas figuras principais.

Numa das missões, a equipa vai encontrar Major Victory, que se encontra congelado numa cena de batalha, com o escudo do Capitão America. A sua amnésia impede a equipa de obter todos os pormenores, mas é confirmado que é proveniente do futuro, algo que será relevante para os eventos que irão ocorrer em Knowhere.

A arte de Paul Pelletier é fantástica e a narrativa criada por Dan Abnett e Andy Lanning é contagiante, resultando num leitura rápida e repleta de emoção. Estes eventos irão levar-nos a uma conspiração, que envolve os Kree e que coloca os Guardiões da Galáxia num embate direto com Gorani e Cynosure.

Tenho por hábito não partilhar spoilers, mas posso adiantar que o caminho escolhido vai levar inevitavelmente ao aparecimento de Magus. Por último, apenas destacar que nem tudo aparenta ser tão linear quanto parece, sobretudo no que diz respeito aos supostos heróis e vilões que vão sendo introduzidos.

Catwoman: Hunted

O quadragésimo quarto filme de animação da DC foca-se na personagem de Selina Kyle, mais conhecida por Catwoman. Curiosamente, é um estúdio nipónico (OLM) que foi encarregue da animação, sendo notória a influência anime ao longo desta aventura.

O primeiro acto decorre numa festa, em que Catwoman vai infiltrar-se como convidada, com o objetivo de furtar uma esmeralda designada como “Cat´s Eye”. Tudo corre de acordo com o plano, até ao derradeiro momento final, em que um alarme é disparado, dando início a uma fuga épica, que envolve uma perseguição automóvel dos capangas de Barbara Minerva.

Posteriormente, é introduzida a personagem de Batwoman na narrativa, que será uma aliada improvável de Selina Kyle, numa missão que envolve a organização criminosa Leviathan. A ação é constante, sendo complementada com alguns momentos de humor, que ajudam a quebrar alguma da tensão decorrente das batalhas constantes.

Temos o aparecimento de uma série de vilões, dos quais destaco Cheshire, Nosferata, Black Mask, Mister Yakuza, La Dama, Whale e Solomon Grundy, que irão colocar à prova o duo composto por Catwoman e Batwoman. O terceiro e derradeiro acto integram a batalha final entre Selina e a aparente líder da organização Leviathan, que culmina de forma satisfatória.

Confesso que os mais recentes projetos de animação da DC ficaram aquém das minhas expectativas, embora considere este filme superior a Beware My Power. O final deixa em aberto uma potencial sequela, algo que seria interessante, dado que sou um fã do arco narrativo associado à Leviathan.

Mediano
66%

Operation Fortune

Guy Ritchie é o responsável por este projeto, que junta um elenco de luxo, dos quais destaco Jason Statham, Hugh Grant, Aubrey Plaza, Josh Hartnett, Eddie Marsan e Cary Elwes. A narrativa é repleta de clichés mas consiste na necessidade de recuperar uma arma designada como The Handle, que se encontra na posse de um grupo de criminosos ucranianos.

O Governo Britânico contrata Nathan Jasmine para este missão, que o irá colocar no encalço de Greg Simmonds, um traficante de armas que pretende vende o item ao maior licitador. Operation Fortune retira muita inspiração de franquias como Missão Impossível, mantendo a lógica de uma equipa composta por um hacker informático e dois operacionais de terreno com predileção clara pela violência gratuita.

Este é o típico filme de ação de Statham, que se destaca no papel de Orson e participa em cenas de ação brutais, que incorporam algum humor, algo igualmente característico nos projetos de Guy Ritchie. Se procuram o típico filme-pipoca, esta é sem dúvida a escolha perfeita para uma tarde de domingo.

Na minha opinião, Operation Fortune garante a quota ideal de entretenimento, apesar de ter uma narrativa francamente previsível. Apesar de estar longe de ser brilhante, este é sem dúvida um filme que recomendo sem hesitação.

Mediano
70%