Sirius The Jaeger

Masahiro Andō é o responsável pela adaptação desta manga, que está disponível via Netflix. A narrativa decorre em 1930 e descreve os eventos de uma fação vampírica que viaja da China para o Japão, com um objetivo oculto. Um grupo de caçadores, denominado como V Shipping Company segue no seu encalço, com o objetivo de os exterminar.

Como seria expectável, os primeiros episódios apresentam as personagens e o seu passado, com destaque para Yuliy, um lobisomem que tenta vingar o assassinato da sua família e tribo. Adicionalmente, vamos tomar conhecimento do objetivo dos vampiros, que pretendem utilizar um artefacto denominado como “Ark of Sirius” para dominar o Mundo.

O ponto fulcral da narrativa é sem dúvida Yuliy, que irá encontrar alguns fantasmas do seu passado e tomar decisões complexas que vão no sentido oposto das suas crenças. A restante equipa é composta pelo Comandante Willard, Dorothea, Philip e Fallon, que apresentam uma dinâmica cativante e complementam as fantásticas cenas de ação que vamos ter ao longo destes doze episódios.

Yevgraf é o vilão principal e o responsável pelo extermínio da tribo Sirius, em Dogville. O seu arco narrativo, na minha opinião, acaba por ser um dos pontos mais fracos deste anime mas diria que, no geral, vale a pena o investimento de tempo.

O desfecho é aberto, podendo originar uma segunda temporada e as personagens de Ryoko Naoe, Mikhail Jirov, Bishop e Hideomi Iba são uma mais valia em termos de entretenimento, elevando o resultado final de Sirius The Jaeger.

Everything Everywhere All at Once

Rotulado como uma comédia dramática focada numa temática de ficção científica, este filme arrebatou os Óscares de 2023. A produção ficou a cargo dos irmãos Russo, cabendo a Daniel Kwan e Daniel Scheinert o argumento e realização.

A narrativa foca-se em Evelyn Quan Wang, uma emigrante chinesa que tenta ser bem sucedida no competitivo mercado capitalista dos Estados Unidos. O negócio não corre particularmente bem, o que gera a necessidade de uma inspecção por parte das Finanças, dando início a uma sequência de eventos que a fará tomar conhecimento de Alpha-Waymond, uma versão do seu marido, que é proveniente do Alphaverse.

Ficamos a saber que existe uma vilã, apelida como Jobu Tupaki, que está a destruir universos, por motivos que irei manter no anonimato. Este filme explora de forma muito simples temas complexos, tais como a depressão, a forma como a homosexualidade é encarada por culturas mais tradicionais e a próprio sentido da vida, numa perspectiva de sucesso profissional e evolução humana.

As interpretações de Michelle Yeoh , Stephanie Hsu, Ke Huy Quan, Jamie Lee Curtis e James Hong são uma mais valia para uma narrativa, que em certos momentos nos leva para cenários e universos que podem retirar alguns espectadores do filme. Pessoalmente, considero que Everything Everywhere All at Once não necessita de 140 minutos, embora o derradeiro acto esteja muito bem conseguido e transmita uma mensagem positiva e de esperança.

De forma a evitar spoilers, vou focar-me pouco nos detalhes do enredo, mas posso adiantar que Evelyn vai ser capaz de sentir os inúmeros multi-versos de forma simultânea, o que lhe permite aceder ao conhecimento e capacidades inatas de todas as suas versões. Existem momentos que nos fazem recordar o filme original de The Matrix, sendo igualmente relevante destacar as coreografias de luta, que estão muito bem conseguidas.

Esta é sem dúvida uma experiência diferente, que não irá de encontro ás expectativas de todos, mas que se revelou interessante para mim. Por esse motivo, termino com uma avaliação positiva e faço a recomendação, salientando as virtudes deste inesperado projeto.

Bom
74%

Tiger and Bunny: The Rising

Após os eventos do filme original,  a cidade de Stern Bild prepara-se para celebrar o Dia da Justiça. A Hero TV sofreu alterações significativas, sendo criada uma segunda liga, em que estão inseridos Tiger e Bunny. Continuam a ser evidentes os desafios para ambos conseguirem trabalhar em equipa, sendo notória a insatisfação de Bunny, que pretende dar o salto para a First League.

Após uma reunião com o novo dono, Mark Schneider, Tiger e Bunny são convidados para assistir a uma cerimónia, em que acaba por ser anunciada a subida de Bunny, que passa a ter Golden Ryan como parceiro. Tiger aceita a mudança, sem contestação, com o objetivo de ajudar o jovem Bunny a melhorar enquanto herói. Golden Ryan acaba por fazer uma boa dupla com Barnaby graças ao seu incrível domínio da gravidade, algo que será relevante para o desfecho deste filme.

Os resultados financeiros da Segunda Liga forçam Schneider a cancelar a atividade, deixando Tiger e os restante elementos no desemprego. Johnny Wong coloca Fire Emblem num estranho coma, em que vai reviver alguns dos momentos mais traumáticos da sua infância. Para complicar ainda mais o cenário, os poderes de Fire Emblem ficam descontrolados no seu estado, levando à intervenção de Blue Rose, que tenta conter os estragos causados pela condição atual do herói.

Ao longo do segundo acto, vamos ter embates entre Blue Rose e Dragon Kid com Wong, assim como Sky High e Rock Bison contra o Origami Cyclone, terminado com Max Ryan e Barnaby versus Kasha. Tiger vai igualmente fazer parte desta batalha, tentando resgatar Mark Schneider das garras de um gigantesco robot. Conforme é habitual, vou deixar os spoilers de parte, mas temos um final satisfatório, em que Tiger e Bunny conseguem trabalhar em equipa e derrotar o vilão, dentro do limite de duração do seu poder.

Agnes, a nova responsável pela Hero TV, decide transferir Tiger para a Primeira Liga, restaurando a parceria entre os nossos dois super heróis.