Batman Beyond

Em janeiro de 1999 a DC lançou uma nova série de animação, que decorre no ano de 2040. Bruce Wayne encontra-se reformado e Gotham está á mercê de vários gangues criminosos, com destaque para os Jokerz. Os primeiros episódios introduzem a premissa necessária para que Terry McGinnis, um jovem com um passado conturbado, assuma o papel de Batman.

Conforme seria expectável, a curva de aprendizagem é acentuada, o que leva a inúmeras missões repletas de desafios, em que o nosso herói é sistematicamente testado. Bruce Wayne vê-se relegado para um plano secundário, convertendo-se num mentor e fornecendo apoio táctico através da Batcave. Paralelamente, somos introduzidos a Dana, a namorada de Terry, assim como Maxine, que vai tomar conhecimento da sua identidade secreta.

O sucesso deste tipo de série depende muito da qualidade dos vilões e Batman Beyond não desilude, reintroduzindo alguns vilões clássicos tais como Mr Freeze, Bane e The Royal Flush Gang, mas apostando numa nova geração, das quais destaco Blight, Inque, Spellbinder e Shriek.

No que diz respeito a casting, temos a presença do mítico Kevin Conroy, complementado por Frank Weller, Will Friedle e Angie Harmon, num total de 52 episódios, repartidos em três temporadas. A DC é brilhante no que diz respeito a animação, criando um universo futurista, em que temos uma simbiose entre o passado e o futuro do Dark Knight. A grande maioria dos episódios não tem uma continuidade narrativa, mas é evidente a mudança em McGinnis, que vai ganhando maturidade e aprendendo com os conselhos de Bruce Wayne.

O último episódio foi lançado em dezembro de 2001, convertendo esta série num clássico, superado apenas, na minha opinião, por Batman, The Animated Series. Parece-me igualmente relevante destacar os diversos easter eggs que são disponibilizados em vários episódios, assim como a presença de Starro The Conquerer, num dos poucos episódios duplos, que se foca na Justice League.

Se procuram uma boa série de animação, esta é sem dúvida uma recomendação. Para os restantes, gostaria de ler a vossa opinião sobre Batman Beyond e quem sabe, iniciar uma troca de ideias saudável.

Murder Mystery 2

Quatro anos após os eventos do filme original, os Spitz estão de volta para investigar mais um caso mediático. O primeiro acto introduz a premissa narrativa, que assenta no casamento ostentoso de Vikram “The Maharajah” Govindan, na sua ilha privada.

Como seria expectável, o anfitrião é raptado, com o intuito de obter um resgate no valor de 70 milhões de dólares. À semelhança do primeiro filme, os Spitz são considerados suspeitos, assim como vários membros do núcleo mais próximo do Marajá, o que leva a uma investigação perigosa e repleta de humor.

A família de Vikram Govindan contrata Connor Miller, um ex-membro do MI6, responsável por criar o manual de negociação de reféns que é religiosamente seguido por Audrey Spitz. As personagens principais desta narrativa são hilariantes, com destaque para a noiva, Claudette Joubert, o sócio de Govindan, Francisco Perez,  um antigo jogador de futebol, a Condessa Sekou, a antiga noiva do Marajá, Saira, a irmã mais nova de Vikram e o Coronel Ulenga, responsável pela segurança Real.

A narrativa é francamente previsível e muito semelhante ao que ocorre no primeiro filme desta saga. No entanto, o humor e a química existente entre Adam Sandler e Jennifer Aniston convertem este filme numa boa opção para uma tarde de domingo.

Na minha opinião, estamos perante um projeto mediano, que cumpre a sua função de entretenimento e que tem a seu favor o facto de não se levar demasiado a sério.

Caso estejam interessados, o filme encontra-se disponível através do catálogo da Netflix.

Mediano
62%

Tiger and Bunny: The Beginning

Esta aventura decorre numa versão alternativa de New York, que é designada como Stern Bild City, em que progressivamente começam a surgir humanos com poderes. Rapidamente começam a ser designados como NEXT (Noted Entities with eXtraordinary Talents) e, face à sua popularidade, suscitam o interesse de várias empresas, dando origem a um reality show, Hero TV, em que as  grandes marcas patrocinam os heróis. O objetivo é acumular o máximo de pontos e conquistar o título de King of Heroes.

Ao bom estilo oriental, este anime tem uma premissa invulgar, que assenta na disfuncionalidade do duo composto por Tiger e Bunny. Lentamente, vamos conhecendo os diversos elementos deste concurso, assim como a sua origem. A narrativa principal consiste na busca pelo assassino dos pais de Barnaby Brooks Jr (Bunny), algo que poderá afetar a sua performance enquanto herói.

Estou a ser terrivelmente sucinto na informação partilhada, mas pela primeira vez na história do Hero TV, é criada uma equipa, com a agravante de ambos os membros possuírem a mesma habilidade (super-força, embora por um período limitado). O vilão desta primeira aventura é Lunatic, um homicida que tem como objetivo colocar em causa a existência dos heróis.

Paralelamente, vamos acompanhando as várias missões, muito ao estilo tradicional de “vilão da semana”, até ao momento em que o aparente assassino dos pais de Bunny é identificado. Adicionalmente, Koketsu (Tiger) descobre que os seus poderes vão desaparecer em breve, tomando a decisão de abandonar a equipa, para grande espanto de Barnaby.

No terceiro acto, existe igualmente uma série de desenvolvimentos muito interessante (spoilers), que acabam por reverter a decisão de Tiger, mantendo a invulgar parceria com Bunny.