Enola Holmes 2

Após os eventos da aventura original, Enola converte-se numa detective privada por conta própria, mas continua a ter dificuldade em sair da sombra do seu irmão. O seu primeiro caso consiste em encontrar Sarah Chapman, que desapareceu misteriosamente da fábrica de produção de fósforos.

Existem duas sub-narrativas, que envolvem Sherlock e Eudoria, que irão convergir no acto final, revelando uma conspiração profunda, com ligações a uma personagem icónica da obra de Sir Arthur Conan Doyle. A primeira metade deste filme tem um ritmo lento e que não beneficia o envolvimento do espectador. No entanto, existem alguns pormenores interessantes que acabam por compensar na segunda metade.

A introdução do Superintendent Grail, Mira Troy e Henry Lyon são uma mais valia, complementando os regressos (previsíveis) de Tewkesbury, Eudoria Holmes e o Inspector Lestrade. As pistas resultantes da investigação originam um puzzle complexo e que vai sendo lentamente revelado por Enola, que em muitos casos volta a quebrar a quarta barreira. A simbiose entre narrativa e ação é igualmente muito bem conseguida, mantendo um equilíbrio fundamental para sustentar os 129 minutos de filme.

Apesar de, na minha opinião,  a sequela ser inferior ao original, existem muitos pontos positivos neste projeto, que garante entretenimento e tem um papel mais activo por parte de Henry Cavill, no papel de Sherlock Holmes. Para terminar, quero igualmente destacar a importância histórica de Sarah Chapman, algo que é igualmente explorado de forma interessante neste filme.

Não existem cenas pós-créditos, mas tendo em conta o desfecho, diria que é bastante provável uma terceira aventura no futuro próximo.

Mediano
68%

War for Cybertron: Kingdom

Em seguimento dos eventos de Earthrise, os Autobots e os Decepticons despenham-se em zonas distintas do planeta. O primeiro episódio leva-nos à descoberta dos habitantes locais, que ostentam uma ligação com ambas as fações dos Transformers. O grande objetivo de Megatron passa por adquirir a Allspark e devolver a glória a Cybertron.

O alinhamento de interesses define as fações de forma clara, colocando os Maximals e os Predacons em rota de colisão. Kingdom é sem dúvida uma abordagem diferente do universo dos Transformers, assente numa premissa de distorção temporal, que cria uma geração distinta de robots.

Megatron continua a utilizar o Golden Disk para obter vantagem sobre Optimus Prime, que tenta regressar a Cybertron, a bordo da Ark. Uma vez mais, vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que teremos uma batalha final épica, com a presença de vários elementos “inesperados”.

Confesso que gostei imenso de Siege, mas considero que a qualidade foi decrescendo à medida que os capítulos seguintes foram lançados. Kingdom fecha este arco narrativo, mas não me cativou particularmente. No entanto, para quem já fez o investimento nesta série, diria que é essencial assistir ao desfecho da saga.