Mobile Suit Gundam II

Este segundo filme é denominado como Soldiers of Sorrow e baseia-se nos episódios 16 a 30 da série original. A White Base já se encontra no Planeta Terra, numa fase em que a guerra entre as duas fações encontra-se ao rubro.

Zeon destaca um dos seus principais pilotos, Ramba Hal, que é o piloto do armadura Gouf, na esperança de eliminar o Gundam, que se revela a principal ameaça militar proveniente da Federação Terrestre. Este segundo filme apresenta pela primeira vez o conceito de “newtype”, uma evolução do ser humano, com características únicas que conferem uma vantagem decisiva no terreno de batalha.

Vamos testemunhar a introdução dos Core Booster, um novo estilo de caças, que podem combater a velocidades alucinantes e que serão decisivos para o sucesso da White Base.

Conforme referi, a maior parte da narrativa ocorre no planeta Terra, mais especificamente no continente asiático, europeu e sobre o Oceano Atlântico. Para além de Amuro, a narrativa apresenta e foca-se nos receios e indecisões de Bright Noah, Kai Shiden, Fraw Bow e Sayla Mass, que terão de  ultrapassar vários desafios, no sentido de garantir o sucesso da missão.

A batalha final entre Gouf e o Gundam é genial mas o ponto mais elevado fica reservado para o novo duelo entre Char Aznable e Amuro, na base terrestre. Para concluir a narrativa e lançar o terceiro filme, tomamos conhecimento da ligação entre Artesia Som Deikun e Casval Rem Deikun.

Pessoalmente, considero Soldiers of Sorrow superior ao primeiro filme, que complementa de forma muito competente os eventos e conceitos originais.

Mediano
73%

 

Fantastic Beasts: The Secrets of Dumbledore

Não sou o maior fã da saga Harry Potter, embora existam várias personagens interessantes e com potencial para explorar. Albus Dumbledore é sem dúvida um desses casos, o que aumentou o meu nível de curiosidade para esta terceira aventura de Fantastic Beasts.

O primeiro ato apresenta-nos uma criatura mágica denominada como Qilin, que tem o poder de perscrutar a alma e visionar o futuro de qualquer mortal. Newt Scamander tenta protegê-la, sem sucesso, dos acólitos de Grindelwald, que acabam por levar a cria recém-nascida e eliminar a progenitora. Numa cena bastante emotiva, acabamos por confirmar a existência de gémeos, o que permite a Newt ficar na posse de uma criatura que será fundamental para o desfecho desta aventura.

Tomamos igualmente conhecimento de um pacto de sangue, que impossibilita Dumbledore de lutar contra Grindelwald. Assim sendo, surge a necessidade de recrutar uma equipa, que será composta por Newt, o seu irmão Theseus, Lally Hicks, Yusuf Kama, Jacob Kowalski e Bunty Broadacre, com o objetivo de anular o terrível plano de conquista do vilão.

Dado que Grindelwald tem em sua posse um Qilin, o objetivo passa por não ter um plano concreto, no sentido de o confundir. Para tal, Dumbledore opta por alguns métodos pouco tradicionais, que acabam por acrescentar alguns salpicos de humor a uma narrativa que em determinados momentos é bastante obscura.

A ICW ( International Confederation of Wizards) aparenta estar em conluio com Grindelwald, aprisionando Theseus e iniciando uma propaganda no sentido de garantir a sua eleição como Supreme Mugwump. No que diz respeito a narrativa, esta é a premissa principal. De forma a evitar spoilers, vou apenas adiantar que o terceiro acto é o mais bem conseguido, na minha opinião.

The Secrets of Dumbledore está longe de ser brilhante mas consegue envolver-nos nesta aventura, que acaba por ter uma conclusão satisfatória. Existem planos para dois filmes adicionais, em que vamos explorar a batalha entre Dumbledore e Grindelwald, restando apenas confirmar se as fracas receitas de bilheteira o irão possibilitar

No que diz respeito a interpretações, destaque para Eddie Redmayne (Newt Scamander), Ezra Miller (Credence Barebone) e Jude Law (Albus Dumbledore). A substituição de Johnny Depp teve o seu impacto, dado que Mads Mikkelsen conferiu uma dinâmica distinta à sua personagem, que acaba por fundir-se de forma orgânica face ao tom da narrativa. No global, apesar de algumas cenas de ação bem conseguidas, considero este filme mediano e claramente inferior a Fantastic Beasts and Where to Find Them.

Mediano
66%

Arcane T.1

Christian Linke e Alex Yee são os responsáveis pela adaptação deste jogo. A plataforma escolhida foi a Netflix e conta com a supervisão da Riot Games, que nos coloca no universo de League of Legends.

A narrativa segue as aventuras das irmãs Vi e Jinx, que vivem na cidade de Zaun, que faz fronteira com Piltover, uma meca tecnológica. Os primeiros episódios são fabulosos no que diz respeito a criação do mundo e do lore associado a Arcane.

Vamos conhecer em detalhe os eventos que levam à batalha entre ambas as fações, resultando em perdas substanciais. Em consequência, é criada uma trégua, que é religiosamente cumprida até ao dia em que Vander é traído por Silco e a sua equipa.

Sem revelar detalhes importantes, as duas irmãs seguem caminhos diferentes, que se vão interligar a meio da temporada. Adicionalmente,  assistimos à ascensão de Jayce, um jovem estudante que irá converter-se num dos membros do Conselho, o órgão responsável pela cidade de Piltover. A sua capacidade de utilizar o poder das gemas Hextech, permite a criação de aparelhos e evolução tecnológica que traz prosperidade inédita para a comunidade.

Gosto particularmente das assimetrias entre as duas cidades, que conferem uma dinâmica invulgar e que nos faz gerar muita empatia pelas personagens.

Paralelamente, vamos assistindo ás diferentes visões e decisões tomadas pelas principais personagens, com base nos desenvolvimentos que vão ocorrendo. Diria que o ponto mais forte de Arcane é sem dúvida a narrativa, o que é ainda mais relevante se pensarmos que não tenho qualquer associação ao jogo.

Considero que este é o melhor projeto de animação que a Netflix produziu, o que me deixa entusiasmado para a segunda temporada, em que temos Heimerdinger a deslocar-se para a cidade de Zaun.