Locke & Key T.1

Baseado na obra de Joe Hill e Gabriel Rodriguez, Locke & Key conta-nos a história de uma família que tenta ultrapassar a perda de Rendell Locke, que foi assassinado por um dos seus alunos, Sam Lesser.

De forma subtil, vamos conhecendo os membros da família e a forma como escolheram lidar com a dor. Nina Locke, a mãe, resolve mudar-se de Seattle para Matheson, para recuperar a casa de família dos Locke e vender, para obter o lucro necessário para recomeçar noutro local.

Bode, o filho mais novo, vai explorar a mansão e começa a encontrar uma série de chaves, que aparentam ter propriedades mágicas. Para tornar a narrativa ainda mais interessante, surge uma mulher (Dodge) no poço da casa, que aparenta ter uma agenda própria no que diz respeito a estas chaves.

Bode explica aos seus irmãos, Tyler e Kinsey, a utilidade das chaves encontradas e mais tarde, também a sua mãe acaba por ter conhecimento. O facto mais curioso é que os adultos não conseguem manter qualquer lembrança sobre as chaves, por motivos que acabam por não ser revelados nesta primeira temporada.

Ao longo dos episódios seguintes, vão sendo encontradas mais chaves, com propriedades perigosas e Dodge consegue libertar-se do poço, ficando com a grande maioria dessas chaves para si. Com a ajuda da chave da mente e das lembranças, os jovens Locke conseguem criar contexto para os eventos do passado e decidem lutar contra esta estranha entidade, que pretende obter a Omega Key, que lhe permite abrir um portal para uma dimensão paralela, habitada por demónios.

Em termos de personagens, a narrativa está bem conseguida, com alguns momentos repletos de humor. Gostei francamente do grupo de fãs de Savini e a sua interação com Kinsey Locke, que será relevante para o desfecho da temporada. Adicionalmente, discordo de algumas decisões tomadas, mas vou manter este artigo livre de spoilers. No derradeiro episódio, ficamos num gigantesco impasse, como deve ser, que lança uma premissa interessante para os eventos futuros.

Hero Mask T.1

O Netflix tem sido o meu repositório mais frequente em termos de conteúdo anime. Recentemente, tive oportunidade de ver a primeira temporada de Hero Mask e resolvi partilhar a minha experiência convosco.

A narrativa decorre numa versão alternativa de Londres, em que vamos acompanhar James Blood, um agente da divisão SSC (Special Service of Crime), que investiga casos de crime organizado extremo. A série é escrita e realizada por Hiroyasu Aoki e retira inspiração clara da personagem de James Bond, assim como dos clichés dos heróis de ação dos anos 90.

Tudo começa com o assassinato de Monica Campbell, que coincide com a sua investigação à LIVE Corporation. Posteriormente, a esquadra das forças policiais é atacada por um inimigo de James Blood, que deveria estar morto mas que ostenta uma estranha máscara, que lhe fornece resistência às balas e uma força sobrenatural.

Esta premissa vai lançar uma investigação acerca desta máscara, que se revela uma peça de tecnologia altamente evoluída e que tem ligações evidentes com a LIVE. Blood une esforços a Sarah Sinclair, a protegida de Monica Campbell, que jura levar os responsáveis à justiça.

A série está bem conseguida, resultado de uma história envolvente e que se foca bastante no desenvolvimento de personagens. O ritmo nem sempre é o ideal, mas Hero Mask brilha na forma como consegue envolver-nos na busca da verdade. Não sendo brilhante, diria que foi positivo o suficiente para me convencer a investir na segunda temporada, que estreia a 23 de Agosto de 2019.