Westworld T.1

Baseado no clássico de 1973, Westworld é um de seis parques temáticos da Delos Inc, uma empresa que proporciona aos seus visitantes experiências únicas. A narrativa acompanha especificamente o parque direccionado para o género western, numa era em que a luta entre o Norte e Sul dos EUA é uma constante. Os “habitantes” deste mundo são robots altamente evoluídos, que não têm noção da realidade, aumentando o realismo e o nível de adrenalina da experiência.

A série vai explorar precisamente um estranho bug que ocorre, em que alguns dos hosts (robots principais) começam a ter lembranças do que ocorreu previamente. Paralelamente, acompanhamos as aventuras de (Ed Harris) Men in Black, um visitante recorrente, que procura um novo nível dentro do jogo, que tem como nome “O Labirinto”.

Lentamente, vamos conhecendo igualmente as personagens humanas no exterior, com destaque para o Dr Ford (Anthony Hopkins), um dos criadores do parque e Bernard Lowe, o seu braço direito. Como não podia deixar de ser, existe uma trama corporativa, que visa retirar o controlo criativo a Ford e espionagem industrial, com o objetivo de divulgar a tecnologia existente para o exterior.

Sem entrar em detalhes, os robots vão quebrando os ciclos e ganhando consciência, com o objetivo claro de escapar do parque. Ficamos igualmente a saber que o outro criador do parque, Arnold, faleceu há vários anos, em circunstância estranhas, sendo possível que seja o responsável pelo código que criou o bug informático.

No global, gostei bastante desta primeira temporada. Sir Anthony Hopkins e Ed Harris são soberbos nos seus papéis, bem complementados por Thandie Newton, Evan Rachel Wood e James Marsden. Sem colocar spoilers, o último episódio lança uma premissa muito interessante e que tem um potencial extremo. Confesso que estou muito curioso para saber se os escritores irão capitalizar esta enorme oportunidade.

Mega Drive Mini

Uma das consolas que marcou de forma mais profunda a minha juventude foi sem dúvida a Mega Drive. As inúmeras horas de diversão e memórias, aliadas à proliferação das “mini consolas”, criou a necessidade e a Sega resolveu desenvolver internamente o projeto, o que tornou inevitável a aquisição da Mega Drive Mini.

Gostei particularmente da mini NES e SNES, pelo que a fasquia estava sem dúvida elevada. A pré-reserva foi realizada há vários meses e no passado dia 5 de outubro recebi a notificação para levantar a encomenda, algo que realizei no dia seguinte.

Tenho tido a oportunidade de testar o hardware e estou particularmente satisfeito: a emulação está bem conseguida, num produto que foi tratado com o respeito necessário e que a AT Games dificilmente conseguiria assegurar. Estão disponíveis 42 títulos, repletos de diversidade e que devem agradar à grande maioria dos compradores.

No meu caso, confesso que estou entusiasmado com a possibilidade de adicionar mais títulos, tais como Splatterhouse 2, MUSHA, General Chaos, Quackshot e Rocket Knight Adventures, para citar alguns.Os menus estão bem conseguidos, com as opções habituais (filtros, margens personalizáveis, estados de gravação) e a jogabilidade é excelente, com uma emulação competente em termos de som e lag.

Apesar dos vários prós, diria que o grande contra é o facto dos comandos não serem de 6 botões, algo que é essencial para títulos como Street Fighter e Virtua Fighter. A minha recomendação, para os fãs mais hardcore, é a aquisição da Tower of Power, que acrescenta aquele nível épico à experiência.

Como nota de rodapé e para concluir a minha opinião sobre este tema, diria que o saudosismo e a qualidade do produto final valem claramente o investimento. Para quem cresceu na década de 90 com a Mega Drive esta consola vai ser uma oportunidade de voltar atrás no tempo e reviver a mesma experiência, num contexto de alta definição.

This slideshow requires JavaScript.