Formula One Ep.1

Já tive oportunidade de mencionar este jogo em vários artigos e até no podcast, dado que marcou uma era e foi talvez o principal responsável pelo meu fascínio por simuladores e managers.

Esta obra prima foi publicada em 1985, pelo CRL Group PLC, tendo sido desenvolvido para o Spectrum por G.B. Munday and B.P. Wheelhouse. Como forma de homenagear um título para importante para mim, resolvi criar uma série em que o objetivo é levar a minha equipa ao título de Pilotos e Equipa na competitiva Fórmula 1.

As memórias…

Harry Potter: 8 anos depois

Apesar de não ser um fã de Harry Potter reconheço que marcou uma geração, pelo que resolvi rever os oito filmes originais e partilhar a minha opinião. Acredito que um dos segredos do sucesso está precisamente na estabilidade do elenco principal (excepção para Richard Harris que faleceu, o que forçou ao recast de Dumbledore), aliado à qualidade dos actores.

As escolhas estão muito bem conseguidas e a sinergia entre Harry, Hermione e Ron Weasley contribui decisivamente para o sucesso da franchise, bem suportado pela inclusão de nomes sonantes como Maggie Smith, Robbie Coltrane, John Hurt, David Bradley, Alan Rickman, Gary Oldman e Ralph Fiennes, para citar alguns.

Os primeiros quatro filme são marcados por um tom mais leve, em que nos é apresentada a premissa principal da narrativa, aliada a aventuras individuais que aparentam não estar relacionadas. Por outro lado, os filmes seguintes são muito mais sombrios, explorando temas complexos, o que acaba por funcionar bem, face ao amadurecimento dos personagens e do respetivo público alvo.

A saga Harry Potter é uma viagem fantástica pelo mundo da magia, embora nunca esqueça por completo o universo dos Muggles. O humor presente vai desaparecendo gradualmente, sendo substituído pelo desespero nos dois últimos filmes, com a busca pelos Horcruxes. Estamos perante uma franchise que durante uma década trouxe ao cinema a visão de JK Rowling, dando conclusão à clássica luta entre o Bem o Mal.

Em conclusão, diria que os filmes envelheceram bem e embora não concorde com todos os caminhos tomados, recomendo que revisitem ou tomem conhecimento deste universo, caso ainda não o tenham feito.

Game of Thrones T.8

O primeiro grande momento da temporada é o primeiro encontro de Daenerys e Cersei, na companhia de uma comitiva que leva consigo um White Walker. A sequência está muito bem conseguida, agregando a componente de sobrevivência com a estratégica política, na tentativa de manter Cersei no poder.

A Norte, com a queda da Muralha, o Exército dos Mortos aproxima-se de Winterfell, aumentando drasticamente os seus números pelo caminho. No entanto, John regressa ao Norte, trazendo consigo Daenerys, os dragões e o seu exército de Dothraki e Unsullied, assim como a promessa de ajuda de King´s Landing.

A batalha de Winterfell é verdadeiramente épica, apesar da polémica em redor da fraca visibilidade, algo que é claramente propositado e com o intuito de “minimizar” o impacto dos dragões no desfecho final.

Arya, John, Brann e Sansa reunem-se finalmente, criando um plano que consiste em atrair o Night King para uma armadilha, aproveitando a sua clara obsessão com Brann. A batalha é violenta, repleta de baixas para ambos os lados, mas acaba por ser conquistada graças à intervenção de Arya, num dos momentos mais satisfatórios da oitava temporada.

Uma das minhas grandes críticas para esta derradeira temporada é o ritmo (frenético) da narrativa, que apresenta uma inversão clara na personalidade e intenções de diversas personagens, o que simplesmente não faz sentido.

A segunda batalha opõe os exércitos sobreviventes do Norte à Companhia do Ouro, um grupo de 20.000 mercenários contratados por Cersei, que conta ainda com a Frota de Ferro, liderada por Euron Greyjoy.

Tendo em conta a escala da batalha de Winterfell confesso que fiquei desiludido com a de King´s Landing. Aliás, toda a sequência tem como objetivo justificar uma mudança radical na conduta de uma das personagens, o que não me choca, caso não fosse sustentado de forma muito frágil. Pessoalmente, o momento mais satisfatório é a batalha entre os irmãos Clegane, que tem um fim poético, dando uma sensação de fecho de ciclo.

As várias mortes do penúltimo episódio são pouco memoráveis, apesar de relevantes para a narrativa, mas falham em ter o wow-factor que Game of Thrones merecia. Os eventos finais, com as escolhas de John Snow e sobretudo com os critérios de nomeação para o novo Rei, são altamente subjetivos, embora coerentes com o ritmo frenético que foi seguido.

Pessoalmente, gostaria que esta temporada final tivesse mais foco na narrativa, sobretudo para justificar as mudanças de comportamento que ocorrem. Não existem séries ou finais perfeitos, mas fico com a sensação que GoT merecia algo mais épico para terminar esta fantástica viagem de sete anos.