Guardians of the Galaxy Vol.2

A primeira aventura dos Guardiões da Galáxia foi memorável, chegando ao ponto de ser um dos melhores filmes da Marvel até ao momento. Como tal, a fasquia para esta sequela era francamente elevada, mas James Gunn consegue apresentar mais uma aventura épica, consolidado com um argumento sólido e que privilegia o humor, muito à semelhança do original.

A narrativa gira em torno de Ego, o alegado Pai de Starlord, que regressa ao fim de muitos anos para se reunir com Peter. Paralelamente, também vamos acompanhar a vingança dos Sovereign, mais concretamente de Ayesha, que tenta punir a todo o custo um furto realizado por Rocket na sequência inicial do filme.

Segue-se uma curta cena, em que temos o privilégio de conhecer Stakar Ogord (Sylvester Stallone), o líder dos Ravagers, responsável pela ostracização de Yondu. A narrativa está repleta de referências ao anos 80, apresenta um humor contagiante e reparte a acção em duas aventuras paralelas, que funcionam muito bem, complementando o acto final de forma soberba.

Saliento que há muita informação e easter-eggs neste filme, que tentam lançar o Volume 3, mas sobretudo Infinity Wars. Existe igualmente a preocupação de desenvolver as personagens, nomeadamente a ligação de Drax e Mantis, a relação entre Gamora e Nebula e a necessidade de Yondu se redimir e conquistar o respeito dos Ravagers.

O último acto é fantástico, com uma batalha épica, repleta de drama, mas com humor necessário para terminar com uma nota extremamente positiva. Apesar de ser um filme diferente do original, o Volume Dois dos Guardiões da Galáxia é sem dúvida o melhor que vi em 2017. Acredito no entanto, que vá receber algumas críticas dos fiéis à banda desenhada, porque existe uma adaptação extrema no que concerne a Ego, Ogord e Ayesha, para citar alguns exemplos.

Recomendo que aguardem pelo fim dos créditos finais, onde terão acesso a cinco cenas, com destaque para a menção a Adam Warlord (Hell Yeah, não podia haver Infinity Wars sem ele) e a aparição dos The Watchers, numa cameo de Stan Lee.

Ash vs Evil Dead T.2

A segunda temporada tem início em Jacksonville, onde Pablo, Kelly e Ash vão desfrutando do acordo realizado com Ruby. Mas, uma vez mais, o Necronomicon encontra forma de reentrar na vida de Ash, dando início ao regresso à cidade onde o nasceu.

Digamos que há uma tentativa de regressar ás origens, que acaba por correr terrivelmente mal, originando (mais) uma matança de proporções épicas. O vilão principal desta temporada é Baal, que vai tentar escravizar a Humanidade e subjugar a vontade de todos os humanos.

Volto a frisar que esta série é uma carta de amor aos fãs de Evil Dead, mantendo o mesmo tom e humor mórbido, que chega a tornar-se inapropriado. A temporada termina com uma viagem no tempo, para tentar evitar a morte de um elemento da equipa, deixando em aberto um cenário interessante para os episódios futuros.

Segundo consta, a terceira temporada estreará no Outono deste ano e confesso que estou entusiasmado!

The Walking Dead T.4

A separação do grupo após o ataque do Governador cria uma série de narrativas paralelas, que ocupam quase na totalidade esta quarta temporada. Essencialmente vamos acompanhar as várias personagens e testemunhar as mudanças inerentes ao instinto de sobrevivência.

Sem dúvida que esta foi uma das minhas temporadas preferidas, dado que apresenta um ritmo diferente e consegue levar algumas situações ao extremo. A parte mais complicada em falar acerca desta série é evitar os spoilers, motivo pelo qual evito entrar em pormenores. Mas posso adiantar que vamos ter desenvolvimentos nas relações pessoais, assim como desafios inesperados, que podem parecer isolados, mas que se interligam no final da temporada.

Os grupos acabam por se reencontrar no final, com a chegada a Terminus, uma cidade que não é o que aparenta ser. Pessoalmente, adorei a narrativa que envolve Carol/Tyreese, que é extremamente forte e demonstra o que seria efectivamente viver num mundo subjugado pelos zombies.

Vão existir novas adições ao grupo e a qualidade da narrativa continua a ser um dos pontos em destaque. A ida para Washington passa a ser o novo objetivo do grupo? Haverá esperança em salvar o que ainda existe da Humanidade? Estas e muitas outras questões serão respondidas na temporada 5, que já comecei a ver no sítio do costume (Netflix).