Simpsons – The Movie

Quem é fã certamente não ficará desiludido com esta primeira incursão dos Simpsons no mundo do cinema. A disfuncional, caricata, rocambolesca e por vezes profana família americana proporciona hora e meia de pura diversão, recheada de comédia e humor sarcástico.

Temas actuais como a preservação do ambiente são tratados com uma ligeireza por vezes hilariante e o filme avança sempre em crescendo, com Homer a brilhar. A grande maioria das personagens está presente e até Tom Hanks tem uma participação.

Em suma, Simpsons – The Movie é apenas uma extensão da série (ainda bem) e não defrauda quem se desloca a uma sala de cinema. Absolutamente delicioso!

Death Proof

E durante 127 minutos voltei aos filmes de série Z, em que o enredo pouco ou nada importava e a falta de qualidade na imagem e no som era uma constante. Quentin Tarantino regressa em grande e faz uma homenagem a todo um estilo cinematográfico.

O filme está dividido por uma timeline de 14 meses, em que dois grupos de quatro voluptuosas senhoras vão sentir a ira de Stuntman Mike (Kurt Russell). As cenas de acção são uma constante, mas chamo a atenção para os fantásticos diálogos femininos, que são um misto de comédia e nonsense quase perfeito.

Considero que não seja um filme para todo o tipo de pessoas, aliás foi hilariante ouvir os comentários da fila de trás, que saíram a meio do filme, indignadas com a falta de qualidade da projecção. Não é uma obra-prima, mas é claramente um bom filme, ou não fosse Tarantino o realizador. E que grande banda sonora (como é habitual).

O Regresso dos Smashing Pumpkins

Depois de alguns anos de hiato, Corgan e Chamberlin resolveram trazer de volta os Pumpkins. Coloco este post depois de ter passado as últimas semanas a ouvir Zeitgeist. O patamar de qualidade musical a que me habituaram é difícil de atingir, e talvez por esse motivo fico de pé atrás em relação ao album.

No cômputo geral é bom, estão lá as melodias “pumpkianas”, a voz inconfundível de Corgan e o ritmo vertiginoso de Chamberlin. Mas falta claramente James Iha para complementar a sonoridade. Em relação ao baixo, tanto D´Arcy como Melissa Auf Der Maur eram bons músicos contudo pouco ou nada se nota a sua falta em Zeitgeist.

A sensação que me fica é que se trata de um bom regresso mas incompleto, quem conhece a sonoridade da banda de Chicago perceberá o que quero dizer. Foi um ressurgimento, que pecou por tardio. Muita pena tenho de não ter podido ir vê-los ao Oeiras Alive… mas essa é outra história. Quanto aos novos elementos Jeff Schroeder (guitarra rítmica), Ginger Reyes (baixo) e Lisa Harriton (teclista) fica a curiosidade de ver a sua interacção com a banda nos espectáculos ao vivo.

Digo isto, porque não participaram no álbum, dado que foi Corgan quem tocou a grande maioria dos instrumentos, um pouco ao estilo de Siamese Dream. Para concluir, o significado de Zeitgeist:

“termo alemão, que se traduz como espírito do tempo, também podendo se utilizar do termo em português para denominá-lo. O Zeitgeist significa, em suma, o nível de avanço intelectual e cultural do mundo, em uma época”

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