Blue Beetle

Surpreendentemente, a DC manteve a decisão de lançar este projeto, que introduz Jaime Reyes, um jovem hispânico que vai ser escolhido como receptáculo humano pelo Scarab, um artefacto antigo que sustenta um poder tecnológico inigualável.

O primeiro acto introduz Victoria Kord, CEO da Kord Industries, que recolhe o artefacto numa parte remota da Antárctida. O objetivo é utilizar o código fonte e replicar a tecnologia no projecto OMAC (One Man Army Corps), gerando um valor incalculável de receita para a empresa.

Jenny Kord, a filha do falecido Ted Kord, descobre as intenções da sua madrasta e rouba o Scarab, que fica temporariamente na posse de Jaime Reyes, a seu pedido. Este filme, um pouco à semelhança do primeiro Shazam, tem uma componente de humor, que é bem complementada pelos diversos elementos da família, com destaque para Rudy Reyes.

Temos diversos momentos de ação, em que Blue Beetle defronta Ignacio Carapax,  que tem o fato OMAC original, o que lhe permite medir força com o nosso herói. Adicionalmente, vamos conhecer a identidade do primeiro Blue Beetle, numa excelente referência aos comics dos anos 40.

Como habitualmente, vou evitar os spoilers, mas diria que este filme garante entretenimento, embora nunca atinja uma patamar muito elevado. Gosto da componente familiar que rodeia o filme, assim como a introdução da  tecnologia do Blue Beetle original, que, à semelhança de Batman,  não tinha qualquer super-poder.

Existem duas cenas pós-créditos, que lançariam uma potencial sequela, algo que dificilmente irá ocorrer, face aos resultados de bilheteira deste filme.

Mediano
68%

Merry Little Batman

A DC resolveu aproveitar a quadra natalícia para partilhar uma abordagem diferente de Batman. Morgan Evans e Jase Ricci sáo os responsáveis por este projecto, que nos introduz uma Gotham livre de crime.

Com o nascimento de Damian, Bruce Wayne foca-se em aprisionar vilões em Arkham, de forma a dedicar mais tempo à vida familiar. É-nos apresentada uma visão quase idílica de Gotham e um Batman super-protector, que tenta manter o seu filho longe de qualquer perigo.

Este filme retira clara inspiração de Home Alone e tem no segundo acto o período mais alto. Batman é enviado para um local remoto pela Justice League, deixando a mansão vulnerável para um ataque criminoso, ao bom estlo dos Wet Bandits.

No entanto, Damian tem outros planos e vai colocar à prova os dois incautos assaltantes, com várias armadilhas e acrobacias. Paralelamente, vamos tomar conhecimento do plano maquiaválico que está por detrás do desaparecimento dos vilóes e a inevitável mensagem de Natal.

O tipo de animacao traz-me memórias da Cartoon Network dos anos 90 e complementa de forma competente o elenco, em que se destaca Luke Wilson, James Cromwell, David Hornsby e Yonas Kibreab.

Merry Little Batman é um filme interessante, muito focado na experiëncia de Natal e que cumpre a sua funcáo. No entanto, é fundamental ressalvar que garante entretenimento mas fica longe de atingir um patamar memorável.

Mediano
66%

The Santa Clauses T.2

Após os eventos da primeira temporada, Scott inicia o treino de Cal, com o objetivo de passar o manto de Pai Natal. A narrativa vai assentar precisamente neste ponto, assim como o regresso de Magnus Antas, mais conhecido por The Mad Santa. Como é habitual, vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que teremos a participação de algumas Lendas, com destaque para João Pestana e o Coelho da Páscoa.

Adicionalmente, os poderes de Sandra continuam a evoluir, tornando-se incontroláveis quando existem mudanças de humor, o que vai criar dificuldades acrescidas a todos os membros do Polo Norte. Vamos conhecer em pormenor a história de Magnus Antas, um predecessor do cargo de Pai Natal, que foi destituído e exilado como um quebra-noz.

As novas personagens desta aventura, para além de The Mad Santa, são Kris Kingle, um adulto que tem o seu parque natalício à beira da falência e Olga, o braço direito de Antas, que tem como missão vingar-se de Betty e Noel. Existem alguns momentos cómicos, mas considero que esta temporada é inferior à original. No entanto, capta de forma quase perfeita o espírito de Natal e termina numa nota positiva, com desfechos satisfatórios para todas as personagens.

No que diz respeito a elenco, a participação de Gabriel Iglesias, Eric Stonestreet e Marta Kessler acrescentam qualidade, sendo igualmente relevante destacar a curta presença de Michael Dorn, no papel de João Pestana. Gostaria que Noel , Betty e Gary tivessem um papel mais activo, mas lamentavelmente foram relegados para um papel secundário, o que retira alguns momentos humorísticos a uma narrativa que tinha potencial para mais.

Para concluir, quero apenas salientar que esta é uma boa opção para uma tarde de Natal, dado que são apenas 6 episódios, com cerca de 25 minutos de duração. Aproveitam a quadra e Boas Festas para todos os leitores do blog. HoHoHo!