Skull Island

Brian Duffield é o responsável pela primeira série da franquia MonsterVerse, que se irá focar na Ilha que alberga o mítico King Kong. A narrativa decorre nos anos 90, a bordo de uma embarcação que encontra Annie, uma jovem que se encontra a ser perseguida por um grupo de mercenários.

Uma misteriosa criatura marinha destrói o barco, naufragando a equipa na Skull Island, que é habitada por fauna e flora agressiva e que irão converter-se num desafio diário para os sobreviventes. Esta primeira temporada é composta por oito episódios, que se foca no desenvolvimento de personagens, mais especificamente Charlie, Annie, Mike, Cap e Irene.

Convém frisar que Kong apenas surge a meio da temporada, sendo evidente a sua ligação aos habitantes da ilha, algo que é relevante para o desfecho desta temporada. A animação está muito bem conseguida e o elenco complementa de forma competente a ação frenética que culmina com a batalha épica entre King Kong e a criatura marinha.

À data de publicação deste artigo, ainda não existe confirmação da renovação da série. No entanto, posso adiantar que esta primeira temporada tem um desfecho, que deixa obviamente em aberto uma nova aventura com Annie e Charlie.

Caso estejam interessados, esta série encontra-se disponível em Portugal através da Netflix.

Space: Above and Beyond

Tenho excelentes recordações dos anos 80 e 90, muitas delas associadas a séries de ficção científica. Como tal, criei uma tradição, que consiste em revisitar projectos que considero marcantes. Above and Beyond passou na televisão portuguesa algures entre 1995 e 1998, introduzindo os Chigs como uma raça alienígena que pretende destruir a Humanidade.

O ano é 2063 e após o massacre numa colónia, a guerra torna-se inevitável. A superioridade tecnológica do inimigo parece ser impossível de contrariar, mas o esquadrão marine 58, vulgarmente designado como Wildcards, consegue algumas pequenas vitórias que aumentam a moral das forças humanas.

Ao bom estilo narrativo da época, vamos ter episódios dedicados exclusivamente ao desenvolvimento das personagens e outros com missões que pouco ou nada acrescentam ao desenrolar do conflito. A sátira social é igualmente assinalável, com a introdução dos Silicates (andróides) e os In Vitro, que são humanos criados em laboratório com o objetivo de reforçar o contingente militar.

As personagens são cativantes, com destaque para o Tenente Coronel T. C. McQueen, Commodore Glen van Ross, Tenente Cooper Hawkes e a Capitã Shane Vansen. A narrativa é envolvente, com foco na componente psicológica e nas elevados sacrifícios humanos resultantes da estratégia militar. A maior parte dos episódios ocorre a bordo do USS Saratoga, o porta aviões espacial que alberga o esquadrão dos Wildcards e que se encontra frequentemente na linha da frente.

A série acaba por ser cancelada ao fim de 23 episódios, dado que as audiências ficaram muito abaixo das expectativas. No entanto, parece-me ser o exemplo claro de um projecto que estava muito à frente do seu tempo, sendo constantemente relembrada pelos fãs de ficção científica, pela sua inovação e as naves utilizadas (Hammerheads) pelo esquadrão 58.

Violent Night

A quadra natalícia implica algum investimento em filmes de Natal. Por norma, tento encontrar projetos alternativos, que proporcionem entretenimento, algum espírito natalício e que sejam uma recomendação para os leitores. Diria que Violent Night cumpre os critérios, apresentando uma narrativa que retira inspiração de clássicos como Die Hard e Home Alone.

O primeiro acto introduz um Pai Natal desiludido com o status quo natalício, que se converteu num  éden consumista, em que as crianças desvalorizam os valores da quadra. Adicionalmente, vamos conhecer Trudy, uma jovem que ambiciona ver os seus pais reunidos, de forma a poder recuperar a sua família. A noite de Natal vai decorrendo normalmente, até ao momento em que o Pai Natal aterra no telhado da mansão Lightstone, que será alvo de um ataque terrorista, com o objetivo de adquirir 300 milhões de dólares

A primeira cena de ação resulta no assassinato de um dos terroristas e na fuga das renas, criando o cenário ideal para uma carnificina ao estilo de John McClane. Ao longo do segundo acto vamos conhecer as origens do Pai Natal, assim como de Scrooge, o líder dos assaltantes, que tem um claro desprezo pela quadra natalícia.

A disfuncionalidade da família Lightstone é evidente, sendo notória a prioridade pelos bens materiais, ausência de empatia e a ambição de controlar o negócio da família. Violent Night é uma comédia, com cenas de ação hilariantes e uma versão do Pai Natal que tem uma abordagem original. No terceiro e derradeiro acto há uma clara tentativa de introduzir valores e sentimentos natalícios, que funcionam bem face ao desfecho desta aventura.

A realização fica a cargo de Tommy Wirkola, que juntou alguns nomes sonantes ao elenco, com destaque para David Harbour, John Leguizamo e Alexa Hassell. No global, é um filme que garante entretenimento e que combina comédia e ação, algo que normalmente não associamos a um filme de Natal.  Segundo rumores, existem planos para uma sequela, que ainda aguarda definição de datas.

Mediano
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