Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

Army of the Dead

Após o mítico Dawn of the Dead, Zack Snyder está de regresso ao universo zombie. O primeiro acto apresenta a génese da infestação, que tem o seu epicentro na cidade de Las Vegas. O Governo coloca toda a área em quarentena e face ao descontrolo da situação, opta por lançar uma ogiva nuclear táctica no prazo de 72 horas.

É nesse altura que Bly Tanaka, o dono de um dos casinos, aborda Scott Ward, um antigo mercenário, no sentido de aceitar uma missão, que implica infiltrar-se em Las Vegas e recuperar 200 milhões de dólares. O nosso herói aceita o trabalho, passando de imediato à angariação de talento para a sua equipa. As escolhas recaem em Maria Cruz, Vanderhoe, Marianne Peters, Luwdig Dieter e Mikey Guzman, que terão a função de suporte no terreno, pilotar o helicóptero e arrombar o cofre.

A narrativa, apesar de simples, tenta desenvolver as personagens, mostrando as motivações que levam Ward a aceitar uma missão que muitos considerariam suicida, como forma de redenção pelos erros do passado. A equipa original acaba por receber novos elementos, com a adição de Kate, a filha de Scott, assim como de Lily the Coyote e Burt Cummings, que terão um papel importante a cumprir no desfecho final da aventura.

Tomamos igualmente conhecimento que os zombies estão divididos em classes, cabendo aos Alfas a liderança do exército, sob a supervisão direta de Zeus, o líder supremo dos Zombies. Sem entrar em pormenores, posso adiantar que vamos ter muitas cenas de ação, alguma comédia e os inevitáveis slow motion de Snyder, acompanhados de forma deliciosa por uma banda sonora muito competente.

No que diz respeito a interpretações, nada de particularmente relevante, embora o elenco conte com nomes conhecidos, tais como Dave Bautista, Tig Notaro, Theo Rossi e Hiroyuki Sanada. A narrativa acaba por ser previsível, mas termina de forma a ser viável uma sequela.

Aliás, de acordo com o próprio Zack Snyder, estão previstas duas prequelas, que irão expandir o universo de Army Of The Dead e que irão focar-se nalgumas dos membros da equipa de Scott Ward.

Caso sejam subscritores do Netflix, fica a sugestão. Está longe de ser brilhante mas é uma experiência positiva e que, no meu caso, fica sempre associada a um género que representa um dos meus guilty pleasures.

Mediano
68%

Injustice: Gods Among Us Omnibus Vol.1

Em 2013 fomos presenteados com um fighting game, que combina inúmeras personagens do Universo DC com uma narrativa assente na batalha épica entre duas visões distintas, em que o Bem e Mal se confundem facilmente.

O sucesso comercial deste título originou igualmente o lançamento de BD específica, que sem surpresa, converteu-se num sucesso de vendas. Estou claro a falar de Injustice, que nos retrata uma realidade em que o Super-Homem perdeu (quase) tudo o que o humanizava, seguindo por um caminho bem diferente daquele a que estamos habituados.

Conforme referi no primeiro parágrafo, o que me agrada nesta história é o facto da linha entre o Bem e Mal ser ténue. Existem duas facções, lideradas por Batman e Super-Homem, que recorrem a tácticas pouco heróicas, mas que visam alcançar o bem maior. E é precisamente nessa contradição que ocorrem batalhas épicas, mortes sangrentas e traições constantes.

O omnibus contém os três primeiros anos de histórias, num total de 1104 páginas, em que vamos acompanhando a evolução desta guerra, que passa rapidamente de planetária a intergalática. Inevitavelmente teremos a adição do Green Lantern Corps e do inevitável Sinestro, que se alia ao Super-Homem pelos piores motivos possíveis.

Preparem-se para inúmeras mortes (de super-heróis) e jogo duplo constante de vários elementos, numa narrativa fluida, repleta de painéis vibrantes e que nos cativa a atenção muito facilmente.

Se tiverem oportunidade de encontrar um exemplar físico, recomendo vivamente a aquisição, embora esteja neste momento OOP (out of print). O segundo volume já está igualmente disponível e faz sem dúvida parte das minha recomendação em termos de omnibus.

Pacific Rim: The Black T.1

Baseado na franchise que resultou em dois filmes, Pacific Rim: The Black narra as aventuras de Taylor e Hayley Travis, dois irmãos que vivem durante cinco anos numa base abandonada, no deserto australiano,   em conjunto com uma série de adolescentes.

O primeiro episódio apresenta-nos a origem dos dois jovens, filhos de pilotos de Jaeger. Ficamos igualmente a saber que os seus pais são forçados a abandonar a base, seguindo na direção de Sydney, na esperança de encontrar ajuda e retirar as crianças da zona de batalha.

Após cinco anos sem notícias dos adultos, Hayley encontra, inadvertidamente, uma base subterrânea, em que está inactivo um modelo antigo Jaeger MK III, o Atlas Destroyer. Ao ligá-lo, chama a atenção de um Kaiju de categoria IV, Copperhead, que terá um papel fundamental no arco narrativo desta primeira temporada.

The Black significa  a ausência de qualquer tipo de comunicação no continente australiano (ou Oceania, como preferirem), que se encontra sobre o  controlo absoluto dos Kaiju e que aparenta ter sido abandonado pela Humanidade. Sem divulgar demasiados pormenores, os nossos jovens heróis vão encontrar sobreviventes, dando início a uma batalha diária pela sobrevivência. Apesar de  muita ação, o foco está claramente no desenvolvimento das personagens de Boy, Mei e Shane, para  além dos irmãos Travis.

Existem referências claras aos filmes, assim como aparições de Jaegers icónicos, tais como November Ajax, Valor Omega e Titan Redeemer, que foram parte integrante da Uprising War. Nos derradeiros dois episódios existe um desenvolvimento interessante, que diz respeito á origem de The Boy e que lança algumas ideias inovadoras para a segunda temporada, que ainda não tem confirmação oficial.

Dito isto, considero que esta série está mais direcionada para fãs desta saga, embora no global, esteja sustentada numa narrativa mediana e personagens poucos memoráveis, com exceção de The Boy e Shane. Caso tenham interesse, sugiro que invistam algum tempo nos oito episódios, que têm a duração individual de 25 minutos.