Warcraft: the Beginning

A Blizzard lançou finalmente o primeiro filme do universo Warcraft e o resultado final, é na minha modesta opinião, impressionante. Começo por salientar que estou longe de ser um conhecedor do lore, pelo que a minha perspectiva se foca exclusivamente no que vi.

A narrativa começa por se focar no mundo dos Orcs, que está moribundo, sendo necessário transpor um portal que lhes permite invadir outra realidade. Para tal, contam com Gul´Dan, um poderoso feiticeiro que utiliza uma magia que se alimenta dos seres vivos (Fel) e permite igualmente aumentar as capacidades guerreiras dos Orcs.

Após esta introdução, somos apresentados ao reino de Azeroth, onde várias raças (elfos, anões e humanos, entre outros) vivem em harmonia. Está muito bem conseguido este oposto nos mundos, sobretudo pela aposta em paisagens belas, verdejantes e repletas de edifícios imponentes.

Face ao sucesso da ofensiva Orc, o rei Llane convoca o “Guardião” Medivh, um poderoso feiticeiro, que está encarregue de proteger o Reino, para o auxiliar neste período de crise. As tropas são lideradas pelo comandante Lothar, que terá a ajuda de Khadgar, um suposto aprendiz de mago que terá um papel fundamental na batalha que se avizinha.

Pelo meio, passamos a compreender que nem todos os Orcs concordam com a utilização da Fel, considerando que a magia está a corromper a sua forma de vida e respectiva tradição. Durotan, um dos líderes de clã, vai forjar uma aliança com os humanos, precisamente para derrubar Gul´Dan e garantir a sobrevivência da sua espécie. Outra preciosa ajuda vem de Garona, uma mestiça (meio orc e humana?) e que vai ajudar Lothar na batalha, tendo igualmente um papel muito importante na narrativa.

Sem querer colocar spoilers, vamos ter batalhas épicas, excelentes cenas de CGI e sobretudo, as melhores cenas de magia que me recordo de ter visto em cinema. É evidente que vai existir uma sequela, mas esta primeira aventura cumpriu a sua função, aguçando o meu “apetite” para o futuro. Em suma,  Warcraft: the Beginning, cumpriu as minhas expectativas e é um filme que recomendo para quem gosta do género.

X-Men Apocalypse

Bryan Singer traz-nos a história de Apocalypse, o primeiro mutante da História e quiçá o mais poderoso de todos. Após um longo período em que esteve aprisionado nos destroços de uma pirâmide, En Sabah Nur desperta, iniciando a sua missão de purificar o Mundo, começando por o destruir.

Para o ajudar na tarefa, vai recrutar quatro aliados (Angel,  Magneto, Psylocke e Storm), amplificando os seus poderes, com o intuito de lhe garantirem a protecção necessária para levar os seus planos até ao fim. Do outro lado, temos o Professor Xavier, que conta com a ajuda de uma equipa de jovens X-Men (Mystique, Jean Grey, NightCrawler, Cyclops e Beast).

Gostei imenso da primeira metade do filme, que tem uma narrativa fluida e focada no desenvolvimento de personagens, ficando a acção para o segundo acto (coincidiu com o intervalo). É muito interessante assistir à transformação de Magneto, após a morte da sua família, assim como a mudança de perspectiva do Professor Xavier, após a batalha com Apocalypse. As cenas de acção estão muito bem conseguidas e claro, temos uma curta aparição de Wolverine, que dá sempre aquele toque extra de classe.

Sem colocar spoilers, fiquei agradado com quase todos os pormenores, excepção feita à batalha final, que me pareceu algo fraca, em comparação com resto do filme. Michael Fassbender, na minha opinião, é a grande figura em termos de interpretação, embora tenha gostado imenso da presença de McAvoy e o humor de Evan Peters.

No global, estamos perante mais um bom filme da Marvel, que fecha esta trilogia numa nota alta, ao contrário do original. Resta saber se teremos mais aventura desta nova “geração de actores”.

Recomendo que aguardem pelo fim dos créditos, dado que temos um teaser ao próximo filme de Wolverine, que deverá ter Nathaniel Essex como vilão.

Captain America: Civil War

Na minha opinião, os melhores filmes da Marvel até ao momento são os do Capitão América, que tem conseguido combinar acção e narrativa de forma quase perfeita. Dito isto, foi com grande entusiasmo que aguardava pela estreia de Civil War, uma das minhas histórias preferidas da BD.

Sendo uma adaptação, era mais do que evidente que o desfecho seria diferente mas não posso deixar de revelar algum desapontamento pela narrativa, sobretudo a primeira hora de filme, que tem demasiados paralelismos com a aventura anterior. Para quem desconhece a premissa inerente a Civil War, a lógica assenta na necessidade dos Avengers serem “controlados” pela ONU, evitando cenários semelhantes aos que sucederam em New York, Sokovia e Wakanda, para citar alguns exemplos.

O atentado que ocorre na assinatura do tratado e que leva à morte do Rei de Wakanda, despoleta uma série de eventos, que culminam na cisão dos Avengers, o aparecimento de Black Panther e uma caça ao homem, mais concretamente Bucky Barnes.

As cenas de acção estão soberbas e há que destacar a presença de Spider-Man e Ant-Man, que dão um toque de humor ao filme, embora a grande surpresa seja Chadwick Boseman, no papel de Black Panther. Como é habitual, evito os spoilers, mas a relação entre o Capitão América e Tony Stark muda radicalmente, com o desvendar de um segredo, algo que pode ser reaproveitado para os próximos filmes dos Avengers.

Há uma tentativa de humanizar Vision, o que faz todo o sentido face às suas origens na BD, assim como uma aproximação clara a Scarlet Witch. Contem com as presenças secundárias, mas positivas de War Machine, Hawkeye, Falcon e a incontornável Black Widow. Destaque para a sensacional batalha final entre Stark e Rodgers, que vemos parcialmente no trailer e para a presença de Baron Zemo, que acaba por ser o vilão principal desta história.

Pessoalmente, gostei e recomendo esta terceira aventura do Capitão América, embora considere que seja a mais fraca. Mas há sem dúvida alguma, muito fan service em Civil War, algo que merece ser destacado e apoiado.

Aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas com relevância para o reboot do Spider-Man e para os Avengers.