Lavalantula

Colton West é um actor na curva descendente da sua carreira, o que o leva a ter dificuldade em encontrar trabalho. Durante as gravações do seu mais recente filme, acaba por ser despedido e no caminho para casa depara-se com um erupção vulcânica. Para complicar ainda mais o cenário, tarântulas gigantes, com a capacidade de cuspir lava, emergem do subsolo, destruíndo tudo o que encontram. É esta a premissa de Lavalantula, um dos mais recentes hits do Sy-Fy, e que conta com a participação de velhas glórias da Academia de Polícia (Steve Guttenberg, Michael Winslow, Leslie Easterbrook e Marion Ramsey).

O nosso herói vai munir-se da sua shotgun e entrar no centro de LA, para salvar o seu filho, ao bom estilo californiano. Pelo meio, vai desviar um autocarro repleto de turistas, combater as aranhas com um pirata e encontrar o mítico Fin Sheppard, do épico Sharknado.

O filme culmina com uma batalha épica, em que West reúne vários elementos da indústria cinematográfica e faz um discurso digno de um Braveheart (inserir sarcasmo). Lavalantula é uma produção bem ao estilo do Sy-Fy, repleto de humor e com uma narrativa tão má que se torna verdadeiramente inesquecível. Se são fãs deste género, recomendo vivamente que invistam 81 minutos nesta pérola, que já tem sequela confirmada para o Verão.

Sky Sharks

Depois do sucesso obtido por Iron Sky e por vários filmes do canal Sy-Fy, têm sido inúmeros os projectos financiados via kickstarter. Sky Sharks é o mais recente exemplo, como poderão facilmente comprovar pelo trailer épico que se encontra em anexo.

Será possível ultrapassar o grau de mediocridade de Sharknado ou Lavalantula? Eu diria que zombies, montados em tubarões voadores, são sem dúvida um bom começo!

Batman v Superman: Dawn of Justice

Zack Snyder foi o escolhido para trazer ao grande écran a batalha épica entre os dois super-heróis mais populares da DC. Henry Cavill regressa como Clark Kent, cabendo a Ben Affleck a dura tarefa de substituir Christian Bale como Batman.

Confesso que nunca me senti particularmente entusiasmado com o projecto, sobretudo a partir do momento em que foram confirmadas algumas decisões a nível de casting. Snyder conquistou-me com o seu trabalho em 300 e Watchmen, mas na minha opinião, falha redondamente neste filme, nunca atingindo um patamar digno para o título que ostenta. A narrativa é demasiado simples, repleta de falhas e na maioria dos casos, terrivelmente previsível.

Ben Affleck retrata um Batman angustiado e revoltado, que é consumido por um sentimento de impotência face ao poder quase ilimitado do Super-Homem. Existem várias sequências que tentam justificar esse estado de espírito ao espectador, uma dinâmica utilizada em Man of Steel e que nada acrescenta à narrativa. No entanto, este filme tem alguns diálogos que considero interessantes, dado que abrem a porta a histórias como Injustice, assim como a vilões (Darkseid). É por demais evidente que Dawn of Justice serve de introdução à Liga da Justiça, que necessita que os próximos filmes sejam muito fortes para ter alguma hipótese de sucesso comercial.

Contem com breves menções a Flash, Aquaman e Cyborg, que são apelidados de Meta-Humanos e com a aparição de Diana Prince em toda a sua glória, convertendo-se numa agradável surpresa ao longo do filme. Pessoalmente, os pontos mais positivos são as interpretações de Gal Gadot e Jesse Eisenberg, embora tenha de reconhecer que Ben Affleck é convincente no papel deste Batman.

No global, Dawn of Justice é um filme mediano e que foi de encontro ás minhas (baixas) expectativas. Faltam pontos de interesse na narrativa e o vilão escolhido (Doomsday) merecia um tratamento bem mais épico. As cenas de acção são excelentes, conseguindo retratar o poder colossal do Super-Homem e Wonder-Woman, sem diminuir a estratégia e intelecto de Batman. Uma nota de rodapé para a presença de Jeremy Irons no papel de Alfred, que confere um toque de classe ao filme.