Sword of Destiny

Dia 28 de Fevereiro ficou disponível mais um exclusivo Netflix, desta vez a sequela de “Crouching Tiger, Hidden Dragon“. Desta vez, Yu Shu Lien terá de proteger a espada Green Legend, que é pretendida por Hades Dai, um senhor da guerra impiedoso e que fará tudo para obter a mesma.

Consciente que as forças á sua disposição são insuficientes, Shu Lien faz um apelo a todos os guerreiros que queiram ajudar a defender a Casa de Te. Poucos são os que se voluntariam, mas acaba por ser reunida uma equipa de cinco elementos: Silent Wolf, Flying Blade, Thunder Fist Chan, Silver Dart Shi e Turtle Ma (nomes épicos, confesso).

Mais tarde, acaba por juntar-se à equipa uma misteriosa jovem, que se tornará na pupila de Shu Lien, mas que revela ter um passado tortuoso e que poderá gerar conflitos com a missão de defender a espada. Existem várias cenas de acção, bem coreografadas, apesar do filme estar longe de ter um grande orçamento. A narrativa não é particularmente densa, mas também não é esse o objetivo. Na realidade, Sword of Destiny é uma história paralela que nada tem a ver com Crouching Tiger, Hidden Dragon, excepção feita a algumas personagens em comum.

É um filme que entretem, embora não deslumbre. Pessoalmente, considero a aventura inicial muito superior em termos de narrativa, interpretação e cenas de acção. Mas se são fãs do género, fica a minha sugestão. Convido-vos igualmente a partilhar a vossa opinião, caso tenham visto Sword of Destiny.

The Martian

Com o final de 2015, tive finalmente a oportunidade de colocar alguns filmes em dia. The Martian, realizado por Ridley Scott, estava no topo da lista, pelo que está na altura de partilhar a minha experiência convosco.

Mark Watney é um dos membros da mais recente missão a Marte, que é interrompida quando o planeta é assolado por uma forte tempestade. A caminho da nave, Mark é atingido por destroços e é dado como morto, ficando abandonado no planeta vermelho. A partir desta altura, inicia-se uma batalha pela sobrevivência, com a necessidade de interligar a ciência com a capacidade de manter a sanidade mental.

A especialidade de Witney é a botânica, o que se revela essencial para o seu plano de subsistência, que consiste em criar uma estufa e plantar batatas, prolongando as suas possibilidades de atingir um local de extracção e comunicar à NASA o seu paradeiro. Sem colocar muitos spoilers, o nosso herói acaba por conseguir utilizar a Pathfinder para transmitir uma mensagem para a Terra, iniciando-se uma corrida contra o tempo, na tentativa de resgatar o astronauta.

A narrativa está bem conseguida, embora por vezes seja algo previsível. O elenco é sólido, com destaque para Matt Damon, Jessica Chastain, Jeff Daniels, Chiwetelu Ejiofor e Sean Bean. Considero que o filme acaba por ser demasiado longo (144 minutos) mas ganha pontos nalguns momentos geniais, tais com a alusão ao Senhor dos Anéis e à música dos anos 80, que é proeminente.

No global, The Martian é um bom filme, que consegue relatar a experiência de solidão e de sobrevivência no limite, suportada numa boa interpretação de Matt Damon. No entanto, discordo do hype que se gerou em redor deste projecto, que é francamente inferior a Gravity ou Interstellar.