Witcher: Sirens of the Deep

A Netflix continua a apostar forte no universo de The Witcher. Desta feita, a escolha recaiu numa adaptação muito livre de A Little Sacrifice, da autoria de Andrzej Sapkowski.

A premissa é relativamente simples e transporta-nos para Bremervoord, a cidade natal de Jaskier. Geralt é contratado pelos pescadores para eliminar uma criatura marinha, mas depara-se com uma situação bem mais complexa, que vai suportar a narrativa desta aventura. Existe uma inspiração clara em a Pequena Sereia, numa alusão clara aos sacrifícios que o Amor requer.

Apesar do foco ser a relação impossível entre o principe Agloval e a princesa Sheenaz, existe espaço para a incontornável saga amorosa de Geralt e Yennefer, que está condenada a falhar, precisamente pela incapacidade de ambos cederem nas suas intenções. No entanto, temos a inclusão de Essi, uma barda que se vai converter no interesse amoroso de Geralt.

Adicionalmente, vamos tomar conhecimento do passado de Jaskier, numa clara tentativa de gerar empatia e explicar a sua animosidade para com um dos filhos ilegítimos do Rei. Como não podia deixar de ser, a ação está presente, com destaque para as batalhas com os Vodnik e com a vilã Melusina.

Saliento que a maior virtude desta aventura é a qualidade da animação, que fica a cargo do Studio Mir, Studio IAM, Platige Image e Hivemind. Destaque igualmente para o casting, que adiciona Doug Cockle (a voz dos videojogos), aos actores da série (Joey Batey e Anya Chalotra). numa decisão peculiar, que coloca ainda mais pressão sobre Liam Hemsworth.

Sirens of the Deep está longe de ser brilhante, mas é muito superior a Nightmare of the Wolf. A minha principal crítica vai para a narrativa simples e terrivelmente previsível, que acaba por impactar de forma negativa a experiência global do filme.

No entanto, é uma opção válida, sobretudo para quem é fã da obra de Sapkowski.

Bom
73%

Scream 6

Um ano após os (novos) eventos de Woodsboro, os sobreviventes tentam regressar a  algum tipo de normalidade. Sam tem dificuldade em lidar com a situação, recorrendo a um psicólogo. Por outro lado, Tara opta por abraçar sem receios a vida louca da faculdade, o que origina momentos de atrito com a sua irmã.

Ao bom estilo da saga, a primeira cena tem uma morte épica, revelando um novo assassino, que vai alimentar uma narrativa que irá abranger quase todos os filmes da franquia. Temos momentos de suspense, aliado a muito fan service, com o regresso de Hayden Panettiere e Courteney Cox.

Pessoalmente, gostei do facto de explorarem alguns mitos e regras deste género, com o objectivo de direccionar a nossa atenção para determinados suspeitos. A cena no metro está muito bem conseguida, assim como o terceiro acto, que contém o inevitável monólogo do vilão.

Adicionalmente, os toques modernos, com a relevância das redes sociais e a sua importância na criação de mitos e estereótipos, complementam a narrativa, que não sendo brilhante, consegue garantir entretenimento e alguma incerteza.

Continuo a preferir o primeiro filme, mas confesso que as últimas duas entradas acrescentaram algo de positivo à saga, revigorando a relevância de uma franquia que caminhava a passos largos para o esquecimento.

Bom
70%

Alien Romulus

Um das minhas franquias preferidas está finalmente de regresso. Desta vez, a narrativa decorre em 2142, numa pequena colónia no planeta LV-410, habitada por mineiros e os jovens descendentes, Ávidos de uma vida melhor. Rain Carradine é abordada por Tyler, que propõe uma viagem até aos destroços da estação espacial Renaissance, que se encontra em órbita decadente. O objetivo passa por recuperar algumas células criogénicas e vender o equipamento em Yvaga III, que está fora da esfera de influência da Weyland-Yutani.

O plano é simples: utilizar o irmão adoptivo de Rain, que na realidade é um androide reprogramado, mas que continua a ter alguns protocolos activos. A intenção passa por garantir o acesso ao interior e minimizar os riscos para os membros da equipa. Tudo parece correr relativamente bem, até ao momento em que percebemos que a bordo estão restos da USCSS Nostromo. Após reactivar um dos andróides a bordo, Rain fica a saber que estão diversos xenomorfos a bordo, dando início a uma verdadeira luta pela sobrevivência,

Romulus traz de volta aquele sentimento de claustrofobia do original, bem complementado com os face huggers e, mais tarde, uma mutação da espécie, como nunca vimos. Na minha opinião, é o melhor filme desta nova geração, precisamente por regressar ás raízes que fizeram deste franquia uma referência no género. Nota-se a preocupação em manter o aspecto visual daquela era, com destaque para a tecnologia e armas utilizadas, que fazem a ponte com Aliens, o Recontro Final.

Vou obviamente evitar os spoilers, mas temos confirmação de uma sequela, que, de acordo com a 20th Century Studios, irá catapultar esta saga numa nova direção. Espero sinceramente que mantenham a qualidade de Romulus, que ganha o selo de recomendação do Portal Pessoal.

Bom
75%