Infinite

Baseado na obra de Eric Maikranz, Infinite aborda um mundo em que determinados indivíduos conseguem reencarnar, mantendo as mem?rias e conhecimento prévio. Existem duas fações, que acreditam em ideologias distintas e que batalham entre si para preservar este modo de existência.

O primeiro acto introduz Evan McCauley, que tenta reentrar na sociedade, após ter sido diagnosticado com esquizofrenia. Evan tem vasto conhecimento sobre inúmeras matérias e procura respostas, algo que acaba por encontrar quando é capturado pela polícia e interrogado por Bathurst, que alega conhecê-lo literalmente há séculos.

É nesta fase que Nora Brightman realiza uma operação de salvamento arrojada, explicando a Eric que na realidade é um membro dos Believers, que estão em batalha pelo destino da sua raça. Do outro lado, estão os Nihilists, liderados por Bathurst, que pretendem terminar o ciclo e converter todos em mortais.

Ficamos igualmente a saber que apenas Eric, que na realidade é Heinrich Treadway, tem conhecimento do local onde se encontra The Egg, o artefacto que permite aos Nihilists alcançar o seu objetivo. O segundo acto foca-se no passado e na recuperação das memórias do nosso herói. As cenas de ação estão bem conseguidas e o filme tem o ritmo apropriado mas Infinite nunca consegue atingir um patamar que catapulte este projecto para algo memorável.

Existem conceitos interessantes, que são aproveitados de forma competente, mas existe muito potencial que não foi explorado. A nível de casting, destacaria sobretudo as personagens do passado (1985), nomeadamente Dylan O’Brien, Rupert Friend e a portuguesa Joana Ribeiro. Os nomes mais sonantes (Mark Wahlberg e Chiwetel Ejiofor),  à semelhança do enredo, acabam por ficar abaixo das minhas expectativas. `

Mediano
67%

Carry On

Ethan Kopek é um funcionário da TSA, a empresa responsável pela segurança no aeroporto de Los Angeles. A narrativa decorre na véspera de Natal, que é , naturalmente, uma altura crítica para passageiros e funcionários. Kopek é introduzido como alguém totalmente desmotivado e sem ambições profissionais, por motivos que serão revelados ao longo do filme.

Por um acaso do destino, acaba por ser alocado a uma função que vai suportar toda a narrativa de Carry On. Ethan é contactado por um estranho, que lhe pede para deixar passar uma bagagem de mão, sem realizar qualquer inspecção. Em contrapartida, a sua namorada Nora permanece viva e tudo decorre na normalidade de uma véspera de natal. Como seria de esperar, o nosso “herói” não consegue ter a sua consciência tranquila, dando início a uma série de eventos, que o irão colocar à prova.

O viláo é designado como The Traveller e é claramente o ponto mais forte deste filme, que tem uma premissa muito interessante mas que, na minha opinião, acaba por extender demasiado o terceiro acto. No entanto, estamos perante um filme de qualidade, que retira alguma inspiração de Die Hard, embora se foque maioritariamente no suspense.

No que diz respeito a interpretações, Jason Bateman é absolutamente soberbo, elevando a qualidade do produto final. Existem obviamente alguns pontos que são poucos credíveis, nomeadamente nas habilidades demostradas por Ethan no acto final, mas este é um filme que recomendo sem hesitação.

Mediano
69%

Os Filmes de 2025

Cinematograficamente falando, vou tentar que este ano seja superior ao transacto. O meu foco vai estar noutros projectos, mas estes serão os filmes que mais aguçam a minha curiosidade para 2025. Em janeiro, vou estar atento à Paramount+, que vai estrear Star Trek: Section 31, um spin off de Discovery, que conta com o regresso de Philippa Georgiou, interpretada por Michelle Yeoh.

Em fevereiro, estreia Sirens of the Deep, um filme de animação do universo The Witcher, que conta com a icónica voz de Doug Cockle no papel de Geralt, mantendo a ligação ao videojogos. Brave New World, estreia a 14 fevereiro, marcando o primeiro filme de Sam como Capitão America, num elenco onde se destaca Harrison Ford, no papel de Thunderbolt Ross.

Tenho curiosidade em ver Sinners, um filme de vampiros, que conta com Michael B Jordan no papel principal e que tem uma premissa muito interessante. Deverá estrear no dia 17 de março. Um mês mais tarde estreia Mickey 17, um dos filmes que mais aguça a minha curiosidade. Estamos perante um projecto de ficção científica, que conta com Robert Pattinsonm, Steven Yeun, Naomi Ackie, Toni Collette e Mark Ruffalo. A realização fica a cargo de Bong Joon-ho, que ganhou um Oscar por Parasite.

Em maio, a MCU regressa com Thunderbolts, que tem potencial para ser uma luz no fundo do túnel. Resta saber como irá ser introduzido a personagem The Sentry e a respectiva sinergia entre a equipa composta por Yelena Belova, Winter Soldier, Red Guardian, U.S. Agent, Ghost e Taskmaster. O mês fecha com o desfecho épico de Dead Reckoning, que marca o regresso de Ethan Hunt e a sua equipa.

O meio do ano marca o primeiro spin off de John Wick , Ballerina, que aborda as assassinas treinadas pela Ruska Roma, que são brevemente mencionadas em Parabellum. Os detalhes são escassos mas o elenco é de luxo, destacando-se a presença de Ana de Armas, Keanu Reeves, Ian McShane, Lance Reddick, Norman Reedus, Anjelica Huston, Gabriel Byrne e Catalina Sandino Moreno. A ação continua non stop, com a estreia de 28 Years Later, o icónico filme de zombies, que volta a contar com Danny Boyle como realizador, num elenco liderado por Aaron Taylor-Johnson, Jodie Comer, Ralph Fiennes e Jack O’Connell.

O verão promete ser intenso e julho marca o regresso da franquia Jurassic World, com a adição de Scarlett Johanson, Mahershala Ali, Jonathan Bailey, Rupert Friend e Manuel Garcia-Rulfo. Ainda no mesmo mês, James Gunn traz-nos o regresso de Super-Homem, que sinceramente não me entusiasma minimamente. O mesmo não se pode dizer para a estreia de Fantastic Four na MCU, que deixa pouca margem para erro. Confesso que gostei bastante do casting mas este filme precisa de ser realmente muito bom, para sustentar os frágeis alicerces da Marvel.

Agosto fica marcado pelo regresso de uma franquia mítica e da personagem icónica de Frank Drebin, que vai ficar entregue a Liam Neeson. As minhas expectativas são muito baixas, mas sou um fã dos originais, pelo que vou dar uma oportunidade a Akiva Schaffer, que juntou um elenco invulgar, onde se destacam Paul Walter Hauser, Kevin Durand, Pamela Anderson, Danny Huston e Cody Rhodes.

Avancemos para outubro, que marca o regresso de Tron. Desta feita, o elenco é liderado por Jared Leto, Greta Lee, Cameron Monaghan, Evan Peters e Gillian Anderson, estando confirmado a presença de Jeff Bridges. Pouco se sabe acerca do guião mas quero acreditar que Joachim Rønning  não vai desiludir. Ainda neste mês, temos a sequela de Mortal Kombat, que introduz Karl Urban, como Johnny Cage, garantindo igualmente o regresso de Lewis Tan (Cole Young), Jessica McNamee (Sonya), Mehcad Brooks (Jax), ?Hiroyuki Sanada (Scorpion) e ?Tadanobu Asano (Raiden). Este é um típico filme guilty pleasure, que me deixa francamente entusiasmado.

O ano fecha com uma nova aventura do Predator, intitulada Badlands. Dan Trachtenberg volta a ser o realizador, num projeto do qual se sabe muito pouco, para além da personagem principal, que é interpretada por Elle Fanning. Tendo em conta o nível elevado de Prey, estou francamente entusiasmado com esta nova adição à franquia. Por último, vou destacar Avatar: Fire and Ash, que regressa para mais uma aventura em Pandora. Confesso que não estou particularmente entusiasmado, apesar da adição de Michelle Yeoh e Oona Chaplin.

Para concluir este artigo, vou apenas partilhar os meus dark horses. A primeira escolha recai em The Electric State, uma produção da Netflix, que conta com Millie Bobby Brown e Chris Pratt. A realização é dos irmãos Russo e é uma adaptação da novela gráfica de Simon Stålenhag. Contem com uma distopia dos EUA dos anos 90, robots e um elenco de luxo, em que se destacam Woody Harrelson, Jason Alexander, Brian Cox e Colman Domingo. A segunda e derradeira escolha é o reboot de The Running Man, que será interpretado por Glen Powell.

Como sempre, convido-vos a debater ideias e partilhar as vossas sugestões. No início de 2026 cá estarei para realizar o habitual balanço.