Top 10 – Cinema

Este tipo de artigos costuma ser polémico mas não é esse o grande objectivo, por motivos óbvios. Sou um cinéfilo inveterado e coloquei a mim próprio o desafio de escolher os 10 melhores filmes.

Esta lista tem como base os meus gostos e preferências, o que provavelmente vai chocar com as vossas opiniões. Como é habitual, podem deixar os vossos comentários e aquela que seria a vossa lista. Dado que considero as trilogias como um único filme, o Star Wars e o Senhor dos Anéis constam desta lista, porque não me fez sentido ocupar 6 lugares.

Eis as minhas escolhas:

  1. Shawshank Redemption
  2. The Godfather I
  3. The Matrix (para mim só há o primeiro filme)
  4. Star Wars – Episódios IV a VI
  5. 2001 – A Space Odissey
  6. Lord of The Rings (Trilogia Completa)
  7. The Dark Knight
  8. Pulp Fiction
  9. The Avengers
  10. Blade Runner

Será curioso saber se daqui por um ano a lista permanecerá igual. Por último, menção honrosa aos seguintes fimes: Mystic River, Fight Club, Crash, Memento, Back to the Future e a Trilogia de Indiana Jones (o 4º não interessa).

The Expendables III

Há cerca de dois anos atrás Barney Ross e a sua equipa conseguiram derrotar os seus inimigos mas a vida de um mercenário não tem períodos mortos. Desta vez o vilão é Conrad Stonebanks, um dos fundadores dos Expendables e a missão promete ser ainda mais complexa. Para esta aventura vamos contar com Harrison Ford, Kelsey Kramer, Wesley Snipes, Banderas e Mel Gibson, que interpretam Drummer, Bonaparte, Doc, Galgo e Stonebanks respectivamente.

Estamos perante mais um elenco de luxo, que perde apenas a presença de Bruce Willis, tornando The Expendables 3 numa trilogia. É de longe o filme que apresenta mais enredo (embora fraco) e mais períodos sem balas a voar incessantemente. Existem as pausas cómicas e os momentos em que actores gozam com as suas vidas pessoais (à semelhança dos primeiros filmes). É absolutamente hilariante a personagem de Banderas e há que destacar a prestação de Gibson e Ford, com a sua presença inconfundível no écran.

O enredo é simples: Barney vai tentar derrotar o seu rival Stonebanks, co-fundador dos Expendables e que sabe todos os truques. Para tal, acaba por recrutar uma nova equipa (composta por elementos novos e com novas competências). Tudo corre mal, sendo necessário montar uma operação de salvamento com a velha equipa, que irá culminar numa batalha épica num edifício em ruína prestes a ser demolido.

Destaque para as inclusões de Victor Ortiz (pugilista) e Ronda Rousey (UFC) , que dão aquele toque especial ás cenas de acção. Schwarzenegger tem o seu momento com a frase “get to the choppa”, imortalizada pelo Predador mas no global considero este o filme mais fraco da trilogia. Há uma tentativa clara de criar um enredo mais sólido mas as próprias cenas de acção são menos espectaculares do que nas aventuras anteriores. Pessoalmente confesso que fiquei desiludido com a luta final entre Ross e Stonebanks, dado que tinha tudo para ser épica mas acaba por ser curta e previsível.

Vale no entanto a ida ao cinema, dado que The Expendables 3 é uma homenagem fantástica ao cinema dos anos 80 e 90. Fica apenas a mágoa de não ter visto Steven Seagal num destes filmes. Seria certamente a cereja no topo do bolo.

Guardians of the Galaxy Vol.1

Desde o anúncio oficial da Marvel que tenho sido muito céptico em relação ao projecto dos Guardiões da Galáxia. Confesso que não sou um grande fã dessa BD o que pode ter ajudado a aumentar a desconfiança. Os trailers deixaram-me mais entusiasmado, assim como as críticas iniciais. Ontem (dia 9 Agosto) foi altura de ir ao cinema ver a versão 2D e posso afirmar com convicção que fiquei tudo menos desiludido.

A química entre personagens é excelente, os efeitos especiais soberbos e claro o humor é simplesmente arrebatador. Peter Quill é um terrestre que tem passado a vida a pilhar tesouros pela melhor oferta mas uma série de eventos inesperados vão colocá-lo a liderar uma equipa composta por Gamora (a assassina mais perigosa da Galáxia), Rocket (um guaxinim modificado geneticamente), Groot (um ser semelhante a uma árvore) e Drax (um condenado com sede de vingança por Ronan), que tem como missão evitar que a Infinity Stone cai nas mãos de Thanos.

O vilão principal é Ronan, um Kree que pretende destruir mundos com a sua justiça cega e sem equilíbrio. Para tornar a situação ainda mais complexa, Quill tem de manter a coesão da equipa e escapar a Korath, Nebula e Yondu, entre muitos outros inimigos. A necessidade cria uma trégua entre Yondu e a equipa, que irão unir esforços para derrotar Ronan, que acaba por obter o poder da Infinity Stone. E para evitar spoilers vou ficar por aqui em termos de enredo.

O casting está muito bem conseguido, com destaque para a voz de Bradley Cooper e Vin Diesel nas personagens de Rocket e Groot, que conseguem encher o écran e arrancar gargalhadas constantes. No global o filme é muito bom,  com 120 minutos muito bem equilibrados entre narrativa, acção e humor. Está confirmada a sequela e da minha parte posso garantir que estarei presente na estreia. Mais uma vez a Marvel não desilude, elevando a fasquia e tornando cada vez a vida mais complicada à DC, que terá de lançar uma Justice League  e um SuperMan vs Batman à altura.

No final, podem assistir a uma cena de 30 segundos, que nada tem a ver com os projectos futuros da Marvel. É essencialmente uma gag muito peculiar… mas vale a pena.