Sharknado II

Fin Shepard está de volta para a aguardada sequela de Sharknado, que desta vez tem como pano de fundo a cidade de Nova Iorque. O enredo (se é que existe) coloca os nossos heróis numa visita à cidade que nunca dorme, com o intuito de divulgar o livro que conta a saga de Los Angeles. É evidente que a desgraça nunca vem só, sendo apenas uma questão de minutos para o écran estar repleto de tubarões sedentos de sangue.

O início é francamente prometedor, antevendo que será tão mau ao ponto de se tornar ÉPICO, tal como o primeiro filme. Não faltam os cameo (Will Wheaton, Al Roker, Daymond John, Billy Ray Cyrs, Kelly Osbourne, etc), assim como referências a filmes como Aeroplano (Robert Hays é o piloto da cena inicial) e a símbolos desportivos da própria cidade.

O elenco conta com Ian Ziering e Tara Reid mas adiciona nomes como Vivica A. Fox e Mark McGrath, num filme que é melhor do que o primeiro, na minha modesta opinião. Agora a grande questão que se coloca é se tal facto é positivo ou não.

O grande sucesso de Sharknado foi a sua condição de filme over the top, low budget e sem qualquer tipo de credibilidade. Na sequela, a premissa inicial mantém-se e o orçamento é superior, tornando a experiência mais agradável mas fica a sensação de que podia ser pior e consequentemente melhor.

Destaque para a cena inicial do avião e do táxi, que são incríveis em termos de filmes do género. Confesso que há algum tempo que não dava gargalhadas tão sonoras…

Recomendo vivamente a quem gosta de filmes de série B a ver estas duas aventuras de Fin Shepard e estou curioso para saber se teremos ainda um terceiro filme. Afinal de contas uma trilogia de Sharknado poderia ser francamente brutal.

Dawn of The Planet of the Apes

Esta sequela tinha uma missão complexa para cumprir, dado que o seu predecessor foi de enorme qualidade mas optei por me deslocar pessoalmente ao cinema para constatar e poder escrever este breve artigo. Andy Serkis está de regresso para interpretar a personagem de Caesar, o líder dos macacos que povoa uma zona do globo livre da Humanidade (ou assim se pensa).

A premissa define que a Humanidade está à beira da extinção, fruto das experiências médicas realizadas (vou evitar spoilers, sobretudo para quem não viu o primeiro filme). Os poucos humanos que resistem juntam-se em grupo e tentam sobreviver à custa de fontes de energia pouco fiáveis. A descoberta de uma barragem junto à cidade revela-se fundamental para a sobrevivência, sendo que o grande entrave é o facto de estar situada em território povoados pelos macacos.

Dawn of the Planet of the Apes é um filme interessante do ponto de vista antropológico, nomeadamente na parte do choque de culturas. Humanos e Macacos vão necessitar de chegar a acordo e trabalhar em conjunto de forma a evitar a guerra. É fascinante a vertente de traição e condição humana que este filme apresenta, tentando sempre mostrar que mesmo nas condições mais adversas o instinto pela sobrevivência é sempre mais forte.

A narrativa é sólida, os efeitos especiais e o CGI estão bem conseguidos, embora não existam grandes interpretações (mesmo com Gary Oldman no elenco). Pessoalmente considero o filme longo demais, sendo possível manter o espectador atento sem necessidade de tantos adornos. Mas no global é uma sequela bem conseguida, embora inferior ao original. Caso pretendam a minha sugestão é ir ao cinema ver este filme.

Edge of Tomorrow

Tinha este filme no topo da minhas preferências para o ano que decorre, o que significa que não poderia falhar uma ida ao cinema para poder escrever este artigo. Edge of Tomorrow conta a história do Major Cage, um especialista em imprensa que acaba por lutar na frente da batalha, por motivos que me obrigariam a fazer o primeiro spoiler. Como tal, vou passar esta parte à frente e enquadrar-vos com a restante narrativa. Cage morre na praia, num desembarque muito ao estilo da Normândia, mas com um feel moderno. Ao morrer, o nosso herói a aniquila um Alfa, ser alienígena que possui a capacidade de voltar atrás no tempo, dando início à premissa que sustenta todo o filme.

A partir deste momento, Edge of Tomorrow arranca em grande estilo, com Cage a perceber que vai reviver este dia sempre que morrer, tendo a capacidade de antecipar os movimentos do inimigo e tornar-se uma mais valia no desfecho da Guerra, que os Humanos estão a perder frente aos Mimics (raça que invade a Terra para nos exterminar). Para tal, vai recrutar a ajuda de Rita Vrataski , uma heroína que o vai treinar e orientar na difícil missão de converter um civil num verdadeiro soldado. Os efeitos especiais são sólidos e as cenas de acção estão bem coreografadas, num misto de MECS (os fatos utilizados pelos humanos) vs Sentinelas do Matrix. A evolução das personagens é excelente, nomeadamente a transformação de Cage e a humanização de Vrataski, que começa por ser fria e impiedosa. 

O filme termina com pompa e circunstância, com uma batalha final épica mas com um desfecho que francamente não me agrada, tendo em conta a narrativa, que é sólida e com um bom fundamento em termos de ficção científica. Pode não ser o filme do ano mas é altamente recomendado para os fãs do género. Estamos perante 113 minutos repletos de acção e com um excelente equilíbrio entre momentos cómicos e de heroísmo.

Nota alta para a interpretação de Tom Cruise, de quem não sou fã, o que diz muito.