Iron Man 3

Robert Downey Jr. traz-nos de volta um Homem de Ferro diferente e claramente marcado pelos eventos que decorreram em Nova Iorque, na batalha com os Vingadores. Esta terceira aventura é muito focada no homem em detrimento da armadura, apresentando-nos ao super-vilão Mandarim, o mais poderoso adversário de Tony Stark.

Vamos conhecer a história de Aldrich Killian e Maya Hansen, um duo de cientistas que terão um papel fundamental no enredo. A segurança do planeta volta a ser colocada em risco devido aos ataques terroristas orquestrados por Mandarim, que aparenta ser invencível e intocável. Um evento inesperado que culmina com ferimentos graves em Happy Hogan vai colocar Tony Stark numa missão de vingança e que acaba com uma batalha final épica.

Mais uma vez vou evitar os spoilers, tentando ser o mais superficial possível em termos de storyline. O filme está repleto de cenas cómicas, dentro do estilo a que já nos habituámos e resulta muito bem, sendo na minha opinião superior ao segundo filme da trilogia. A narrativa é bem mais fluente  e claro tenho que destacar a cena do ataque ao Air Force One, que está excelente!

Temos igualmente oportunidade de ver o Mach 42, a mais recente armadura de Stark e até o War Machine tem um papel mais activo no enredo. Como referi no início deste artigo, a abordagem deste filme é mais numa perspectiva de nos mostrar o homem por detrás da armadura, pelo que grande parte do filme é dedicado ao tema.

Apesar de tudo, existem várias cenas de acção e no global estamos perante um bom final de trilogia. É obviamente um filme inferior a The Avengers, o que me parece natural, mas recomendo uma ida ao cinema, sobretudo para os fãs da Marvel.

E aguardem pelos créditos finais, dado que passa um mini teaser referente aos Avengers 2.

A good day to Die Hard

John McClane é sem dúvida uma figura mítica dos filmes de acção e continua a garantir êxito de bilheteira, apesar da idade avançada de Willis e da ausência de argumento. O primeiro Die Hard está na minha lista de melhores filmes de acção de sempre e o terceiro também se revelou muito interessante, essencialmente pelo facto de terem actores de nível (Samuel L Jackson e Jeremy Irons) e um enredo sólido. A grande questão é que estes “pormenores” estão ausentes de “A Good Day to Die Hard”, tornando o filme num desfile de balas, frases feitas e façanhas impossíveis de realizar pelo mais comum dos mortais.

A premissa é simples: Jack McClane é preso e o seu Pai viaja até à Rússia numa tentativa desesperada de obter a redenção, pedindo perdão por anos de ausência enquanto Pai. Ao chegar ao Tribunal é testemunha de um ataque brutal que visa libertar um bilionário russo que iria depor contra um membro do Governo. Começam as cenas de perseguição e as piadas fáceis, chegando-se à conclusão que Jack trabalha para a CIA, cabendo a John o papel de sidekick nesta aventura.

Temos milhões de balas por minuto a voar, quedas impossíveis, perseguições intermináveis e uma batalha final em Chernobyl, tornando este filme numa roda viva de acção, com uma total ausência de narrativa. Com excepção de Bruce Willis, a interpretação é muito fraca (não gostei de Jai Courtney) e não fiquei minimamente convencido, o que não me surpreendeu. Confesso que ía com expectativas muito baixas mas o Die Hard tem de ser visto no cinema, é uma espécie de ritual.

Como alguém me disse no final, até o célebre “Yippee ki-yay” foi dito numa altura em que não fazia muito sentido. Só consigo recomendar este filme para os fãs hardcore. Aos restantes sugiro que o vejam daqui a uns tempos por casa. Com base nos dois últimos filmes, espero que tenham sinceramente dado a reforma a John McClane, que bem precisa de descansar e curar aquelas nódoas negras todas…

 

Django Unchained

O mestre Tarantino está de volta, desta vez com um spaghetti-western que aborda um tema quente nos EUA: a escravatura. O filme causou reacções violentas, com Spike Lee a insurgir-se e a propor o boicote da comunidade negra, o que me parece um perfeito absurdo. Django é uma verdadeira experiência, com humor e cenas gore ao bom estilo de Tarantino. A escravatura é abordada de forma cómica por vezes mas de uma forma séria e sem faltar ao respeito a várias gerações que foram vítima dessa mentalidade abominável.

Dito isto, é conveniente realçar que Django é um “filmaço”, mantendo a qualidade habitual nos projectos de Tarantino. Os diálogos são verdadeiramente ÉPICOS, com destaque para a prestação de Christoph Waltz, Samuel L Jackson e DiCaprio. A banda sonora do filme é soberba, com música de Ennio Morricone e claro RAP… sim temos música RAP durante um western. O facto de Django ter praticamente 180 minutos começou por me preocupar mas a narrativa é fluida, repleta de momentos gore e aquele sentido de humor que apenas conseguimos encontrar nos filmes de Tarantino. Foi frequente rir-me de piadas racistas (a personagem de Stephen), o que não deixa de ser curioso num filme que é passado no Sul dos EUA, com destaque para as plantações de escravos e lutas até à morte (Mandingo).

Um pouco à semelhança de Kill Bill este não é um filme que agrade ás massas, embora esteja a ser muito bem recebido pela crítica. Mas para quem gosta de bom cinema Django é uma escolha óbvia. Recomendo o filme sem qualquer hesitação e tenho a certeza que irei adicioná-lo à minha colecção no futuro próximo.

E aquele momento cómico de Don Johnson antes do ataque à caravana? Simplesmente memorável… (estou a evitar spoilers). Vão ver este filme por favor. É tudo!