Death Proof

E durante 127 minutos voltei aos filmes de série Z, em que o enredo pouco ou nada importava e a falta de qualidade na imagem e no som era uma constante. Quentin Tarantino regressa em grande e faz uma homenagem a todo um estilo cinematográfico.

O filme está dividido por uma timeline de 14 meses, em que dois grupos de quatro voluptuosas senhoras vão sentir a ira de Stuntman Mike (Kurt Russell). As cenas de acção são uma constante, mas chamo a atenção para os fantásticos diálogos femininos, que são um misto de comédia e nonsense quase perfeito.

Considero que não seja um filme para todo o tipo de pessoas, aliás foi hilariante ouvir os comentários da fila de trás, que saíram a meio do filme, indignadas com a falta de qualidade da projecção. Não é uma obra-prima, mas é claramente um bom filme, ou não fosse Tarantino o realizador. E que grande banda sonora (como é habitual).

Transformers

Desde pequeno que me lembro de acompanhar as aventuras de Optimus Prime e a sua luta com Megatron. Cheguei a ter pilhas de cassetes de VHS repletas de gravação. Quase vinte anos depois Michael Bay e Steven Spieldberg tiveram a capacidade de me fazer regressar ao passado.

Os efeitos especiais são do melhor que já vi, o filme até tem um enredo cuidado e as cenas de acção estão genialmente coreografadas. A escolha para as vozes é excelente e as constantes punch lines humorísticas estão bem articuladas. Não considero que seja um filme brilhante mas por tudo o que referi anteriormente tem obrigatoriamente de levar nota elevada. Resta saber se irá existir uma sequela nos tempos vindouros.

As cerca de duas horas e meia passaram agradavelmente rápido e só tive pena de não ter podido assistir à reprodução digital (damn Harry Potter). Dito tudo isto, recomendo-vos o vídeo do primeiro episódio da série animada dos Transformers… ai as saudades!

Live Free or Die Hard

Sou grande fã de Bruce Willis e como tal não podia deixar de ir ver o mítico Die Hard. Confesso que o primeiro, vulgarmente conhecido como Assalto ao Arranha Céus é excelente e qualquer um dos seus predecessores será sempre inferior, mas a personagem de John McClane é tónico suficiente para justificar a ida ao cinema.

O que pode dizer é que são 97 minutos frenéticos, repletos de acção, com efeitos especiais e coreografias verdadeiramente geniais. Não esperem grande conteúdo em termos de narrativa ou mesmo uma sequência lógica. Os elementos cómicos continuam presentes, com o choque tecnológico entre McClane e os hackers informáticos.

Este filme representa o regresso aos blockbusters de acção e mostra-nos que ainda é possível ter esperança num futuro melhor, pelo menos enquanto Bruce Willis estiver presente para dar cabo do canastro dos maus da fita.