Spider-Man: No Way Home

Este filme retoma os eventos de Far from Home, em que Peter tenta lidar com a revelação da sua identidade. O primeiro acto mostra-nos precisamente as consequências imediatas, com a perda de privacidade e o escrutínio da opinião pública. A sua vida pessoal é afectada, assim como a da MJ e Ned, que não conseguem colocação universitária.

Em desespero de causa, Peter resolve falar com Dr Strange, que recomenda uma feitiço para que todos se esqueçam da sua identidade. Durante esse ritual, as constantes alterações solicitadas por Parker criam uma explosão, que é contida pelo Sorcerer Supreme e o leva a abandonar esta solução.

O nosso herói resolve então falar com a reitora do MIT, que se encontra a caminho do aeroporto. E é precisamente a partir deste momento que o Multiverso se converte no ponto central da narrativa. Aparentemente, o feitiço “falhado” n~o foi totalmente contido por Dr Strange, atraindo para a nossa realidade todos os vilões que conhecem Spider-Man.

Começamos por uma cena de acção com Doc Ock e Green Goblin, mas teremos igualmente a presença de Electro, Lizard e Sandman, recriando parte dos Sinister Six. Há igualmente uma componente mais humorística, no sentido de retirar alguma da carga dramática que vai atingir o seu clímax no segundo acto, com mais uma perda na vida de Peter Parker.

Como habitualmente vou evitar os spoilers mas teremos mais algumas participações especiais, que remontam aos universos alternativos de Spider-Man, o que, na minha opinião, converte No Way Home num dos filmes mais icónicos da Marvel. A acção e o CGI são de elevada qualidade e a narrativa é consistente, culminando num terceiro acto repleto de acção e com um desfecho que antevê o fim de ciclo deste herói na MCU.

Não é a primeira vez que este cenário é alterado, com novo acordo entre a Sony e a Marvel, o que pode vir a acontecer, tendo em conta o incrível resultado de bilheteira, de 1.8 mil milhões de euros.

Bom
83%

Death on the Nile

Kenneth Branagh está de regresso no papel de Poirot. Após o Expresso do Oriente, a escolha recaiu noutro livro icónico de Agatha Christie, que decorre maioritariamente no Egipto.

O primeiro acto mostra-nos um jovem Poirot, em pleno cenário da Primeira Grande Guerra Mundial. A informação que recolhemos é relevante e tem impacto para o resto do filme, dado que humaniza a personagem e dá algum contexto para o acto final de Death on the Nile.

O filme original é um clássico e esta adaptação mantém-se relativamente fiel, retratando o assassinato de Linnet Ridgeway-Doyle, herdeira de uma vasta fortuna e que se encontrava em lua de mel.

Sem colocar spoilers, Poirot vai ser o investigador principal deste caso, que é bem mais complexo do que inicialmente possa parecer. Lentamente, vão sendo reveladas a agenda oculta dos convidados a bordo,

O elenco é de luxo, destacando-se Annete Benning, Kenneth Branagh, Russell Brand, Gal Gadot, Dawn French, Armie Hammer, Emma Mackey e Letitia Wright.

A realização fica a cargo de Branagh e Ridley Scott garante a produção, que consegue retratar com credibilidade o ambiente da época. Pessoalmente, considero-o superior ao primeiro filme, embora fiquem aquém do projeto original, lançado em 1978.

Mediano
69%

Reminiscence

No futuro, a cidade de Miami foi parcialmente coberta de água, com temperaturas extremas durante o dia. Adicionalmente, a sociedade vive maioritariamente no período noturno, sustentada por uma hierarquia social em que os ricos possuem as terras habitáveis.

Nick Bannister e a sua empregada, Watts, operam um negócio que consiste em revisitar memórias passadas. Adicionalmente, essa tecnologia permite-lhes igualmente ajudar as autoridades com investigações, o que será relevante para a narrativa.

Sem divulgar pormenores, a aventura inicia quando uma cliente, Mae, solicita uma viagem ao passado para encontrar as chaves de casa. Durante essa regressão, ficamos a saber que a estranha cliente é uma cantora num clube nocturno, o que inicia uma ligação invulgar com Nick.

Ao longo do primeiro ato, acompanhamos a relação de ambos, até ao dia em que Mae desaparece misteriosamente. A partir desse momento, Nick inicia uma investigação, que o vai levar a conclusões inesperadas, colocando em causa tudo aquilo em que acredita. Vamos ter a inclusão de um barão da droga, Saint Joe, que aparenta ter ligações a Mae, assim como uma conspiração que envolve personagens inesperadas, mas que são lentamente introduzidas na narrativa.

Reminiscence está longe de ser brilhante mas tem os seus momentos e, na minha opinião, consegue garantir entretenimento. A minha principal crítica está na duração (excessiva) , embora o elenco e as interpretações sejam competentes.

Mediano
70%