Awake

Jill Adams é uma ex-médica do Exército Americano, que tenta corrigir os erros do seu passado. O primeiro acto mostra-nos precisamente as consequências das suas decisões, dado que os seus filhos, Noah e Matilda, vivem com a avó e aparentam ter uma relação muito distante com a sua mãe.

Num Sábado em que lhe foi permitido passar tempo com as crianças, sofre um acidente de viação, que leva a uma paragem cardíaca da sua filha mais nova. Com a ajuda do Xerife, conseguem salvar Matilda mas rapidamente percebem que algo de muito estranho afetou a cidade. O acidente parece ter sido consequência  de um gigantesco impulso electromagnético, que inutilizou a maior parte dos componentes eletrónicos que servem de base à sociedade como a conhecemos.

Os satélites começam a cair na atmosfera e rede de comunicações está totalmente destruída. Para complicar ainda mais o cenário, todos os humanos deixam de ser conseguir dormir, algo que poderá levar à extinção da Humanidade em menos de duas semanas. A premissa de Awake é interessante e poderia efetivamente ser um sucesso mas a verdade é que as interpretações são francamente más e a direção da narrativa é medíocre.

As decisões tomadas por Jill não fazem sentido e a introdução de personagens secundárias  pouco acrescenta em termos de narrativa. O que deveria ser um cenário de apocalipse mais parece uma trip ácida de terceira qualidade, motivo pelo qual não consigo recomendar Awake. Aliás, posso afirmar com total convicção que este é o pior filme que vi este ano.

Diria que é bem mais produtivo passar estes 96 minutos a dormir (sim, piada fácil).

Mau
40%

Monsters and Love

Um asteróide encontra-se na direção do planeta, forçando a Humanidade a utilizar armas nucleares como forma de defesa. No entanto, a escolha revela-se trágica, dado que os fragmentos criam uma raça de animais mutantes, que passam a ocupar o topo da cadeia alimentar. Esta é a premissa para Monsters and Love, que combina humor, ação e uma história de amor.

A narrativa arranca sete anos após os eventos acima descritos, num bunker onde alguns dos derradeiros resistentes tentam sobreviver aos perigos deste novo ecossistema. O nosso “herói” tem pouca aptidão para o combate, por motivos que iremos descobrindo no decorrer do filme. Após perder a comunicação rádio com outra colónia, em que se encontra a sua antiga namorada, Joel decide ir para a superfície e percorrer a distância necessária para alcançar Aimee.

A maior parte do filme aborda precisamente esta aventura, em que vamos assistindo à evolução de Joel, que se torna num sobrevivente, com a ajuda de Boy, Clyde Dutton e Minnow. Existem cenas francamente cómicas, em que a abordagem do nosso herói acaba por criar cenários inesperados, que combinam bem com os momentos mais sérios em que temos de ligar com a desilusão e dúvida que afectam Joel.

Vou evitar, como sempre, entram em grandes pormenores, mas Monsters and Love é um filme positivo, que permite 109 minutos de diversão. É provável que venha a existir uma sequela, dado que o final é deliberadamente ambíguo, embora à data ainda não exista confirmação oficial.

Caso sejam subscritores de Netflix, este é um filme que sugiro para o final de uma tarde de fim de semana.

Mediano
65%

Godzilla vs Kong

Cinco anos após a derrota de King Ghidorah, a Monarch continua o seu trabalho, monitorizando Kong, num habitat controlado. O primeiro acto apresenta-nos a Dra Ilene Andrews e a sua filha adoptiva, Jia, a última nativa dos Iwi, que consegue comunicar com Kong através de linguagem gestual.

Ficamos igualmente a conhecer Bernie Hayes, um funcionário da Apex Cybernetics, que tem uma teoria de conspiração que envolve as mais altas patentes da empresa e os Titans. Rapidamente, temos a primeira grande cena de ação do filme, com um ataque de Godzilla ás instalações da Apex, sem motivo aparente.

A última personagem principal a ser introduzida é Nathan Lind, um ex-cientista da Monarch, que tem uma teoria sobre a Terra Oca, lançando a possibilidade dos Titans serem provenientes  dessa zona do planeta. Após um encontro com o CEO da Apex, Walter Simmons, fica acordada uma expedição, que será suportada por HEAVs, que são essencialmente veículos capazes de suportar os campos magnéticos e gravitacionais necessários para o sucesso da missão.

Sinceramente, a narrativa é praticamente inexistente, complementada com extraordinárias cenas de ação e uma batalha final épica que vai opor Godzilla ao mais poderoso adversário até ao momento. Vou evitar entrar em pormenores excessivos, mas começamos por ter uma batalha directa entre Godzilla e Kong, para decidir o Alfa, algo que está visível nos trailers.

Parece-me importante destacar que a narrativa está igualmente dividida pela missão de Lind e da Dra Ilene Andrews ao centro da Terra, assim como a investigação de Bernie Hayes, que conta com a ajuda inesperada de Madison Russell e Josh Valentine.

A minha expectativa para este filme era baixa, o que talvez tenha ajudado a ultrapassar as (inúmeras)  falhas deste projeto. Para quem anseia unicamente por um blockbuster, esta é efetivamente uma boa escolha.

Os efeitos especiais são soberbos e as cenas com Kong e Godzilla valem a pena, mas tudo o resto é francamente mediano. Caso já tenham visto este filme, convido-vos a partilhar o feedback, de forma a iniciarmos um debate saudável sobre este tema.

Mediano
70%