Thursday Murder Club

Baseado na obra literária de Richard Osman, temos este projecto que engloba uma componente cómica, com o crime. O elenco é de luxo, destacando-se nomes como Hellen Mirren, Pierce Brosnan, Ben Kinsgley, David Tennant, Celia Imrie, Jonathan Pryce e Richard E.Grant, entre muitos outros.

A premissa é simples, centrando-se num grupo de reformados, que gosta de debater crimes que não foram resolvidos. No primeiro acto, vamos conhecer Ian Ventham, um dos sócios quer vender Coopers Chase para construir apartamentos de luxo mas vê-se bloqueado por Tony Curran, o segundo sócio, que pretende manter a propriedade e ajudar os reformados.

O assassinato de Curran abre caminho para uma investigação do Thursday Murder Club, que vai adicionar Joyce Meadowcroft, pelos seus conhecimentos a nível de medicina.

A narrativa está longe de ser brilhante, mas cumpre a sua função. Existem momentos sérios, combinados com humor , que convertem este filme numa experiência agradável e que recomendo.

Posso adiantar que nem tudo aparenta ser tão simples como parece, pelo que podem contar com algumas surpresas no derradeiro acto, em que é revelado o verdadeiro assassino, assim como as suas motivações.

Chris Columbus fez um bom trabalho na realização e espero que possamos ter uma sequela. Existe material suficiente para tal (livros) e os actores estão claramente entusiasmados com essa possibilidade.

Caso pretendam assistir em território nacional, TMC é um exclusivo Netflix.

Mediano
70%

Wolfs

A procuradora geral de Manhattan entra em pânico, após a morte de um jovem prostituto no seu quarto de hotel. Rapidamente contacta um especialista, que lhe dá algumas indicações, garantindo que a situação será resolvida sem dificuldade. Alguns minutos mais tarde, ao entrar no quarto, é confrontado com a chegada de outro especialista.

Ficamos a saber que a proprietária do hotel foi a responsável pela chamada, dando início a uma colaboração imprevista entre ambos, que suporta a totalidade da narrativa de Wolfs. Estamos perante uma comédia de ação, realizada por Jon Watts, e que conta com George Clooney, Brad Pitt e Austin Abrams nos principais papéis.

Vou evitar os spoilers, mas o que aparenta ser uma “limpeza” rotineira, vai converter-se em algo muito mais complexo. Vamos ficar a conhecer um pouco do passado de ambos os especialistas, o que ajuda a contextualizar os eventos, que irão terminar numa cena final absolutamente épica. As interpretações são de qualidade e algumas das situações são profundamente hilariantes, com destaque para a cena do casamento, assim como do parque de estacionamento do hotel.

Outro pormenor delicioso é o facto de nunca sabermos os nomes dos especialistas, assim como do patrão em comum, o que pode abrir uma sequela, face aos eventos do terceiro acto. Se procuram um filme competente, com uma narrativa simples mas envolvente, esta é, sem dúvida, uma excelente escolha.

Mediano
70%

Venom: Last Dance

A trilogia de Venom chega ao fim com The Last Dance, introduzindo um dos vilões (modernos) mais relevantes da Marvel. Relembro que Eddie Brock e Venom, em seguimento dos eventos de No Way Home, são transportados para a Terra-616, em que decorre a linha temporal da MCU.

Esta aventura vai explorar Knull, o criador dos simbiontes, que se encontra encarcerado no planeta Klyntar. Ficamos a saber que a fusão entre o simbionte e o seu hóspede desbloqueia o Codex, que é essencialmente um chip que fica ligado de forma automática ao colectivo. Assim sendo, e de forma pouco clara, somos igualmente informados que este chip é a chave para libertar Knull da sua prisão, criando a premissa narrativa que sustenta esta derradeira aventura.

É nesta fase que entram em cena os Xenophage, criaturas alienigenas que são enviadas para localizar e recuperar o Codex. As cenas de ação estão muito bem conseguidas e o humor característico de Venom está de regresso. A batalha final, de forma muito simbólica, vai ocorrer nas instalações da Area 51. contando com a participação de inúmeros simbiontes, que tentam a todo o custo, evitar a libertação de Knull.

Destaque para as personagens de Martin Moon, Rex Strickland, Dr Teddy Paine e Sadie “Christmas”, que garantem, de forma distinta, referências dos comics e os inevitáveis momentos de humor. Em suma, The Last Dance é, na minha opinião, superior a Let there be Carnage, mas apresenta muitas limitações, nomeadamente ao nível da narrativa, que é terrivelmente básica e sem grande consequência.

Como é habitual, não vou revelar detalhes acerca do desfecho mas confirmo que é uma experiência agradável, repleta de ação e humor, mas que no final, pouco acrescenta ao SSU.

Mediano
65%