Predator: Killer of Killers

Dan Trachtenberg continua a revitalizar uma franquia que, na minha opinião, caminhava para o esquecimento. Após o sucesso de Prey, temos uma nova abordagem, utilizando a animação como meio para narrar três histórias, que se complementam.

Apesar de ser uma narrativa contínua, Killer Of Killers conta com 1 hora e 25 minutos de duração, dividido em quatro actos. The Shield ocorre no ano 841, levando-nos para a era dos Vikings. Vamos conhecer a história de Ursa, uma guerreira que procura vingar-se da tribo Krivich, mais especificamente do seu líder, Zoran, por motivos que vou manter no anonimato. Após uma batalha brutal, um Predador entra em cena, semeando o caos e destruição, levando a nossa protagonista a recorrer a métodos pouco convencionais, para o derrotar.

The Sword leva-nos para o Japão feudal, em 1609, introduzido Kenji e Kiyoshi, dois irmãos que terão de lutar pelo ttulo de Shogun. Após uma deciso inesperada, a narrativa avança 20 anos, para uma era em que as acções de Kenji o converteram num Shinobi. Ao confrontar o seu irmão, voltamos a ter o aparecimento de um Predador, que gera uma aliança inesperada , no sentido de garantir a sobrevivência.

O terceiro acto, The Bullet, transporta-nos para 1942, acompanhando a história de John Torres, um cadete que aspira converter-se num piloto de Wildcat. Durante uma missão, o esquadrão depara-se com uma misteriosa aeronave, que utiliza armas pouco convencionais para destruir todos os  aviões que ousem atravessar o seu caminho. John, fruto de uma abordagem corajosa, acaba por conseguir derrotar este Predador.

É nesta fase que temos finalmente algum contextol, que justifica a presença dos três heris no mesmo espaço. Ficamos a saber que os Yautja colocam em animação suspensa todos os humanos que conseguem derrotar um Predador, no sentido de os acordar para um embate no seu planeta, que visa definir o Killer Of Killers. Assim sendo, o acto final coloca os nossos três heróis num cenário quase impossível, em que necessitam de trabalhar em equipa para tentar escapar do planeta. Esta a primeira vez que temos um vislumbre da cultura Yautja, que tem a sua base numa casta guerreira, com uma vertente tecnológica. As cenas de ação estão fabulosas e as personagens são muito interessantes, causando uma relação de proximidade com o espectador.

Uma das derradeiras cenas confirma a presença de Naru, a personagem principal de Prey (1719) , numa das cápsulas, garantindo a continuidade da narrativa num único universo, o que abre perspectivas muito interessantes para o futuro da franquia, que ter o próximo lançamento em Badlands, que dever estrear no final deste ano.

Killer of Killers tem, sem qualquer margem para dúvida, o “prestigiado” selo de qualidade do Portal Pessoal. Em território nacional, podem fazer o stream através da Disney+.

Bom
75%

Macross Do You Remember Love?

Confesso que desconheço por completo o universo Macross mas recebi tantas recomendações, que resolvi dar uma oportunidade a este filme de 1984. O primeiro acto introduz a fortaleza espacial SDF-1 Macross, habitada por humanos, que tentam escapar ao Zentradi, uma raça alienígena de gigantes, composta exclusivamente por elementos do sexo masculino.

Após um ataque à base, Hikaru Ichijyo e Lynn Minway, ficam aprisionados numa secção da estrutura, durante vários dias. Durante esse período desenvolvem uma relação, que vai ser explorada pela narrativa, dado que Lynn é uma estrela no mundo da música. O primeiro acto inclui igualmente a captura de Ichijyo, Misa Hayase, Lynn Kaifun e Roy Focker., que são interrogados por Gorg Boddole Zer, o líder dos Zentradi.

Vou evitar entrar em pormenores que possam estragar a experiência de quem ainda não conhece a história, no entanto posso adiantar que teremos algumas revelações acerca desta raça alienígena, que tem nos Meltrandi o seu inimigo mortal. Existe uma fuga, que leva Hikaru e Misa a descobrir a cidade de Protoculture, que será fundamental para o desfecho desta aventura.

O acto final inclui uma aliança improvável e a tradução de uma música antiga, que revela uma mensagem no mínimo, curiosa. No global, DYRL foi uma experiência diferente, em que a mensagem final é de esperança e união. A música tem um papel preponderante na narrativa, que assenta numa space opera espacial, com uma animação de excelente qualidade.

Tenho a certeza que este projecto não será do agrado de todos, mas para os entusiastas do género, este é um filme no qual devem investir 115 minutos do vosso tempo.

Mediano
70%

Captain America: Brave New World

A primeira aventura cinematográfica de Sam Wilson como Capitão América introduz algumas novidades interessantes, tais como a organizacão Serpent, o conceito de adamantium e um vilão bem conhecido da Marvel Comics. Adicionalmente, reintroduz o General Thaddeus Ross, agora interpretado por Harrison Ford e recupera algumas personagens de Falcon & Winter Soldier, mais especificamente Isaiah Bradley e Joaquin Torres.

Como é apanágio, evito partilhar spoilers, mas posso adiantar que o primeiro acto tem a habitual cena épica de acção e lança a premissa narrativa que suporta Brave New World. Após os eventos de The Eternals, a Ilha Celestial, onde se encontra Tiamut, e dispustada por vários países. Ross, o novo presidente dos EUA, tenta mediar um tratado, que visa partilhar o adamantium e os restantes recursos. No entanto, um incidente coloca tudo em causa, levando a uma investigação que irá expor um passado obscuro, assim como Copperhead e Sidewinder, duas figuras importantes da Serpent.

Brave New World tem uma narrativa previsível, em que somos bombardeados com inúmeras pontas soltas de outros projectos da Marvel, sem grande explicação. Ficamos igualmente a saber que os eventos de The Incredible Hulk fazem parte desta linha temporal, algo que é explorado de forma recorrente, embora sem grandes repercussões.

Um dos pontos positivos é a introdução de Ruth Bat-Seraph e Joaquin Torres, que representam essencialmente os novos aliados de Sam Wilson. No global, estamos perante um bom filme de acção mas em que falta identidade. Estamos num periodo de transição mas parece-me redutor insistir em pontos que já foram visados na série, com a agravante de existir pouca progressão a nível narrativo.

Adicionalmente, e tendo em conta a relevância do vilão, gostaria que o mesmo tivesse um papel mais activo, mas o foco de Brave New World é inequivocamente Thaddeus Ross. No cômputo global, é uma experiência agradável, mas fica muito aquém dos primeiros filmes de Capitão América. E conforme mencionei, apesar de algumas ideias e conceitos interessantes, a narrativa pouco ou nada ajudou a progredir a MCU.

Mediano
70%