The Flash T.3

A terceira temporada de Flash é claramente a mais fraca, mantendo uma tendência que parece ser comum aos mais recentes projectos da DC. Na minha opinião, o primeiro grande erro é termos (novamente) um vilão speedster. A escolha recaiu em Savitar, o Deus da Velocidade, que está sempre um passo à frente da equipa e que promete assassinar Íris West num espaço de seis meses.

Voltamos a ter uma narrativa redundante, em que Barry Allen comete os mesmos erros, embora desta vez a viagem seja para o Futuro, numa tentativa de encontrar uma arma que o possa ajudar na batalha contra este poderoso adversário. A equipa sofre igualmente algumas adições, nomeadamente HR, Kid Flash e Julian, que conferem uma dinâmica mais virada para o humor, mas que funciona bem.

Os últimos seis episódios melhoram substancialmente, sobretudo com uma alteração de facção (sem spoilers), que dá um novo fôlego a uma narrativa que estava moribunda. Gostei da inclusão de Grodd e Gipsy, embora lamente que sejam apenas esporádicas. O último episódio dá-nos um final para esta batalha, mas abre um novo cliffhanger, que me deixa curioso para a quarta temporada, que deverá estrear no Outono de 2017.

Para terminar, será DeVoe, aka The Thinker, o novo vilão?

The Walking Dead T.5

Rick e o grupo decidem realizar a viagem para Washington, na perspectiva de ajudar Eugene a salvar o Mundo do apocalipse zombie. No entanto, as dificuldades serão muitas, com particular destaque para um ataque dos sobreviventes de Terminus. Vão existir mortes e adições ao grupo, como tem sido frequente ao longo das temporadas, mas parece-me importante destacar o Padre Gabriel Stokes, uma personagem enigmática e que traz algo novo para o enredo.

Quando o cenário aparenta ser o mais negro possível, com escassez de comida e água, um inesperado visitante faz-lhes a proposta de integrar a comunidade de Alexandria, uma cidade fortificada e que apresenta os recursos necessários para garantir a sobrevivência do grupo.

Como sempre, surgem os problemas pessoais, os dilemas morais e criam-se facções, que podem levar à quebra da estabilidade nesta pacata cidade. Essencialmente, somos confrontados com o facto de os habitantes de Alexandria não estarem preparados para o mundo actual, sobretudo com a necessidade de tomar decisões em função do que é melhor para o todo.

A temporada conclui com a chegada de Morgan à cidade e com a mudança de atitude nos líderes de Alexandria, antevendo grandes alterações na narrativa. E confesso que estou curioso para saber como Michonne e Sasha vão superar alguns dos dilemas morais e psicológicos que enfrentam.

Agents of S.H.I.E.L.D. T.4

Os eventos da temporada anterior, com a perda de Lincoln na batalha contra Hive, deixaram marcas profundas. Coulson regressa à SHIELD como agente, fazendo parelha com Mack, com o objetivo de capturar Daisy, que é considerada uma terrorista.

Os acordos de Sokovia permitem que a organização volte a ser reconhecida pelo Governo, sendo liderada por Jeffrey Mace, que parece ter um modus operandi completamente diferente do seu antecessor. O Professor Radcliffe regressa igualmente na quarta temporada, tendo um papel importante em toda a narrativa (sem spoilers). Mas o grande destaque vai para Robbie Reyes, um mecânico hispânico que alberga uma entidade, que podem conhecer como Ghost Rider.

Sim, esta temporada está repleta de novidades, sendo esta uma das principais. Preparem-se para mudanças constantes, com as habituais traições e agendas escondidas, tendo como pano de fundo o Darkhold, um livro que fornece conhecimento paranormal e que abrange outras dimensões.

Gostei francamente das personagens de Aida, Reyes e Mace, que conferem uma dinâmica distinta à narratia. Como habitualmente, o ultimo episódio aguça o apetite para a aventura seguinte, prometendo uma escala ainda superior a esta quarta temporada. Diria que falta apenas interligar a série com a timeline cinematográfica da Marvel.

Recomendo que acompanhem esta série, que na realidade tem vindo a melhorar substancialmente nas duas últimas temporadas.