Sherlock Holmes – O Filme

A última ida ao cinema deste ano deveu-se à adaptação de Guy Ritchie do famoso Sherlock Holmes. Depois de ver o trailer, fiquei com muitas reservas, dado que pouco ou nada existia em comum com a obra de Sir Arthur Conan Doyle. Como consequência, as minhas expectativas para o filme não eram muito altas, mas posso dizer que mais uma vez fiquei agradavelmente surpreendido. É claro que se trata de uma adaptação muito livre da personagem, mas a essência que define o nosso detective encontra-se bem presente (sarcasmo, dedução, lógica e claro o boxe).

Temos grandes cenas de acção, com um pouco de humor a apimentar as duas horas de filme, que passam com uma notória fluidez. O casting foi muito bem feito, tenho de reconhecer que o trio constituído por Jude Law, Rachel McAdams e Robert Downey Jr. se complementam de forma extraordinária, o que ajuda a manter o interesse pelo enredo. Quem é fã dos livros e da série (grande Jeremy Brett) vai ficar desiludido, no sentido em que falta a classe e o cavalheirismo característicos, mas não desesperem porque Lestrade, Moriarty e Mycroft Holmes são parte integrante do filme.

Aproveito para vos delinear de forma muito rápida a storyline: Watson está em vias de casar e abandonar Baker Street, quando Holmes é chamado para deter um misterioso assassino, que assola as ruas de Londres com crimes rituais. Rapidamente chegam à conclusão de que Blackwood (o vilão) será mais difícil de vencer do que pensam, dado que “aparenta” ter poderes sobrenaturais, conseguindo inclusivé voltar dos mortos, após ter sido executado. A batalha entre o raciocínio lógico de Holmes e o oculto é uma constante durante todo o filme e para saberem o seu desfecho sugiro uma ida ao cinema.

Está longe de ser um grande filme, mas proporciona bons momentos de acção e tem a vantagem de não desvirtuar a personagem de Sherlock Holmes, como o trailer dá a entender. Estou convicto de que teremos no mínimo uma sequela e digo com agrado que estarei mais do que disposto a ir novamente a uma sala de cinema ver este “novo” Sherlock Holmes.

Natal 2009

Neste Natal, voltei a juntar os suspeitos do costume (aka família) para em conjunto trocarmos prendas, histórias e vivências. Apesar de alguns pequenos percalços (pneu furado e um despiste de automóvel sem consequências) o dia 24 e 25 permitiram aumentar o nível de açúcar e reforçar os laços familiares, sendo que toda a epopeia foi registada através de vídeo.

Paralelamente via Twitter, pude acompanhar as “mesas” alheias, as iguarias gastronómicas e as notícias boas e más do quotidiano dos meus followers ( @jjoaquim congrats once again e @Emanuelsa espero que tudo esteja resolvido) . Em termos de prendas, foi mais um Natal épico, com a minha lista a ficar cada vez mais curta. Aproveito para reiterar os meus agradecimentos a todos (família, amigos e colegas de trabalho), pelos presentes que tão carinhosamente me ofereceram.

Claro que a parte melhor é o tempo passado em família, sem preocupações e com muito boa disposição. Pena que termine em 48 horas… mas enfim, foi mais uma Consoada memorável por motivos positivos e isso é que conta.