Cyborg 009: Call of Justice

A manga criada por Shotaro Ishinomori foi publicada entre 1964 e 1981, criando uma legião de fãs considerável. Para celebrar o quinquagésimo aniversário, a Ishimori Productions e a TOHO Animation criaram um filme em 3D, com a designação de Call of Justice.

A narrativa assenta na premissa que os nossos heróis se retiraram do activo, tentando levar uma vida normal e pacata, algures no Texas, longe dos conflitos e esquemas da ONU. No entanto, tudo vai mudar após receberem a visita de Lucy Davenport, uma jornalista que aparenta saber a verdadeira identidade da equipa e que pretende ajuda para expor os Blessed, uma suposta facção de seres imortais, dotados de poderes e intelecto superior.

Dá-se início a uma série de hostilidades, em que conhecemos o primeiro elemento dos Blessed, que tem o poder de dominar os elementos, criando tempestades e utilizando relâmpagos como forma de ataque. Vamos ter diversas batalhas épicas, em que a equipa tenta evitar que esta raça de imortais consiga apagar a memória de toda a Humanidade, numa tentativa de reiniciar a civilização como a conhecemos.

O mentor dos Cyborg é o Dr Isaac Gilmore, que dotou a equipa de poderes especiais, que vão desde a camuflagem, passando pela capacidade de correr e voar a uma velocidade supersónica e terminando na telepatia. A batalha contra os Blessed será sem dúvida complexa e repleta de surpresas, sendo necessário a utilização de novas habilidades para derrotar os poderosos adversários, sobretudo quando percebemos que se se infiltraram em praticamente todas as esferas de influência, controlando os Guardians, a força militar da ONU.

O filme está disponível via Netflix, embora tenha sido convertido numa série de doze episódios, com 25 minutos aproximadamente. No geral, gostei de Call of Justice, embora esteja longe de deslumbrar. Mas se gostam do original, acredito que vão ficar satisfeitos com este projecto, que tem um look diferente do anime, precisamente pelo 3D presente. Convido-vos a investir algumas horas e a partilhar a vossa opinião.

Transformers: The Last Knight

Com excepção do primeiro filme, a saga Transformers não tem sido particularmente bem tratada, mas nada me preparou para algo tão mau como Age of Extinction. Por esse motivo, entrei com expectativas terrivelmente baixas para The Last Knight, que acabou por me surpreender pela positiva.

A narrativa apresenta-nos a Humanidade em guerra com os Transformers, numa fase em que Autobots e Decepticons se encontram fragmentados e sem líder. Optimus Prime encontra-se a caminho de Cybertron e a chave para salvar o planeta assenta na ligação histórica entre os Cavaleiros de Távola Redonda e os Transformers, que juraram defender e proteger o bastão de Merlin, uma poderosa arma capaz de mudar o desfecho de qualquer guerra.

Até agora tudo parece terrivelmente rebuscado, mas a realidade é que funciona, resultado da simbiose criada entre acção e humor, com destaque óbvio para Bumblebee e Cogman. O regresso de Cade Yeager, Agente Simmons e do Coronel William Lennox são igualmente importantes para fazer a ligação com os filmes anteriores, assim como a adição de Vivian Wembley e Sir Edmund Burton, que conferem uma dinâmica diferente a The Last Knight.

Por último, a vilã Quintessa tem a sua relevância, até porque faz claramente a ponte para o próximo filme, que envolverá garantidamente Unicron. Existem cenas épicas de acção, carros de alta cilindrada, cavaleiros, submarinos, nazis e até uma luta entre Optimus e Megatron, mas é a dinâmica entre Yeager e Vivian que elevam esta aventura a um patamar muito superior aos dois filmes anteriores.

Apesar de não deslumbrar, há muito de positivo nestes 269 minutos, pelo que sugiro que lhe dêem uma oportunidade.