Wonder Woman

Com o aproximar da estreia de Justice League, a minha apreensão aumenta, fruto de projectos pouco conseguidos e inexistência de filmes que nos apresentem os restantes membros da equipa. A minha derradeira esperança residia em Gal Gadot, que me impressionou nos poucos minutos em que entrou no filme Batman vs Superman.

Wonder Woman conta-nos a história de Diana, a Princesa de Themyscira e a sua necessidade de combater Ares, libertando a Humanidade para uma nova era de paz. Começamos por viajar até aos primórdios da infância da nossa heroína, do treino que recebe por parte de Antiope e da relação que mantém com a sua mãe, a Raínha Hippolyta.

As cenas na Ilha são soberbas, demonstrando côr e beleza, que contrasta com tudo o que se passa ao redor da mesma. Gostei francamente do primeiro acto, que faz uma introdução relevante e focada no que vai suceder a partir desta fase. Decorre a Primeira Grande Guerra Mundial e durante uma perseguição com os alemães, o avião do Capitão Steve Trevor é abatido, caindo dentro da barreira que protege a Ilha.

Após ser resgatado por Diana, e em seguimento de uma batalha na praia, as amazonas derrotam os invasores alemães, embora sofram baixas importantes. Trevor possui informações confidenciais que podem derrotar o inimigo e a nossa heroína parte com ele para Londres, com o objetivo de ir para a frente da guerra e derrotar Ares, o Deus da Guerra.

A introdução de Diana ao mundo do Homem é hilariante, proporcionando momentos épicos. As cenas de acção estão muito bem coreografadas e as personagens de Sameer, Charlie e The Chief são um bom complemento à equipa. Do lado dos vilões, gostei particularmente de Dr. Maru e Ludenforff, embora a batalha final esteja longe de ser brilhante.

Para terminar, é importante salientar que Wonder Woman é o melhor filme da DC desde a trilogia de Nolan. O casting, o guião e sobretudo a interpretação de Gadot e Pine são fantásticas, catapultando o filme para um nível elevado. Resta saber se será suficiente para tornar a Liga da Justiça em algo interessante.

Falling Skies T.1

Tom Mason é um combatente da Resistência Humana, que tenta a todo o custo garantir a sobrevivência do seu pelotão, assim como do contingente civil que o acompanha. Com o avançar dos episódios, compreendemos que o Mundo se encontra praticamente incapacitado e que os militares foram derrotados, restando apenas algumas células, espalhadas por vários Estados, que tentam sobreviver e encontrar forma de derrotar o inimigo.

Pouco sabemos acerca dos invasores, excepto que recolhem crianças, colocando-lhes um arnês, que injecta uma droga incapacitante e que lhes permite assumir o controlo. O ritmo da narrativa é adequada e temos um desenvolvimento de personagens interessante. Ficamos a conhecer o Capitão Weaver, o líder das tropas, assim como Pope, uma estranha personagem que acaba por ser fundamental na luta contra o inimigo.

Do lado dos extra-terrestres, pouco se sabe inicialmente (vou evitar os spoilers). Essencialmente temos os Mecs (robots) e os Skitters (infantaria) embora apareça uma terceira classe, que será importante para o futuro do enredo. Existem vários humanos que acabam por colaborar com o inimigo, o que acaba por consolidar a desconfiança e a constante luta pela sobrevivência.

A primeira temporada é cativante, embora esteja longe de ser brilhante. Gostei francamente da relação entre o Capitão Weaver e Tom Mason, dado que representam a perspectiva militar e a consciência civil. Igualmente interessante é o cliffhanger com que terminamos o último episódio, antevendo mudanças profundas para a segunda temporada.

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