The Mummy

Quando a Universal anunciou a criação do Dark Universe, confesso que fiquei entusiasmado com o conceito. O primeiro reboot traz-nos The Mummy, que junta Tom Cruise e Russell Crowe, entre outros, para nos narrar a história de Ahmanet, uma princesa egípcia que é enterrada viva, após assassinar o Faraó.

A narrativa tem início em pleno conflito no Médio Oriente, onde vamos acompanhar Nick Morton e Chris Vail, dois marines que tentam resgatar tesouros perdidos para vender no mercado negro. O seu plano falha miseravelmente, mas permite-lhes encontrar um túmulo que vai mudar a vida de ambos. Nick torna-se parte integrante de uma maldição, convertendo-se no receptáculo humano para a entrada de Set no Mundo dos Vivos.

Vamos ter igualmente a presença da Dra Jenny Halsey, que demonstra um interesse peculiar em estudar o túmulo e os seus segredos. Por último, Russell Crowe interpreta a personagem do Dr. Henry Jekyll, o líder de uma organização governamental que lida com este tipo de ameaças e que tentará frustrar os planos de Ahmanet.

A grande maioria da acção decorre em Londres e no global, o filme é bastante fraco, nunca conseguindo cativar a minha atenção. Nenhuma das interpretações é particularmente envolvente, o que resulta na despreocupação absoluta em relação ao destino das personagens principais. A narrativa é francamente previsível e o casting de Cruise e Crowe pouco acrescentou em termos qualitativos.

Para terminar, apenas salientar que A Múmia de Brendan Fraser é francamente superior a este reboot, que é parcialmente inspirado nesse filme. Diria que o Dark Universe começa de forma muito negativa, deixando pouco espaço de manobra para o próximo projecto, que será a Noiva de Frankenstein.

 

 

Blame!

Baseado na manga de Tsutomu Nihei, Blame! é uma produção do Netflix que nos apresenta uma mundo futurista, em que os Humanos se ligavam a uma consciência virtual que lhes permitia controlar as máquinas responsáveis pela criação, manutenção e defesa das infra-estruturas. Uma estranha infecção faz com que os humanos sejam considerados hostis, dando início a uma extermínio massivo.

A narrativa acompanha uma pequena cidadela, perdida na dimensão desta estrutura, que parece estar fora do radar da “Safeguard”, a entidade responsável pelas defesas. A escassez de alimentos, força uma pequena equipa, liderada por Zuru, a entrar numa zona repleta de inimigos. A missão parece estar condenada ao fracasso total, quando um estranho humano, de nome Kiri, salva a equipa, derrotando com facilidade os “Silicon Creatures”.

Ficamos a saber que Kiri procura um humano que detenha o Gene Net Terminal, algo que permitirá voltar a controlar as máquinas e terminar com a extinção da Humanidade. Na sua missão, vai contar com a ajuda de Cibo, uma cientista que tem um conhecimento profundo do funcionamento da Cidade, sendo responsável pela barreira que protege a cidadela.

Blame! é um filme muito interessante, repleto de acção e que consegue cativar o espectador. Recomendo a visualização, sobretudo para os fãs de ficção científica.