The Silence

Com a mudança de paradigma dos últimos anos, tem sido frequente a criação de conteúdos próprios por parte dos maiores prestadores de streaming. O mais recente projeto da Netflix baseia-se na obra literária de Tim Lebbon e transporta-nos para um mundo em que a acidental descoberta de criaturas voadoras se torna num pesadelo para a Humanidade.

A narrativa acompanha o quotidiano da família Andrews, que se vê na necessidade de sair da cidade para evitar os ataques destas estranhas e desconhecidas criaturas. Ally é a filha adolescente do casal, que tenta lidar com a perda de audição que sofreu aos 13 anos, algo que se vai revelar relevante para o desfecho final.

Sem entrar em pormenores, posso adiantar que existem algumas claras similaridades com A Quiet Place, embora haja igualmente uma perspectiva de culto religioso envolvido. Contem com drama familiar, luta pela sobrevivência e alguns clichés, num filme que sem deslumbrar, consegue ser competente e proporcionar entretenimento.

Stanley Tucci e Miranda Otto são os nomes mais sonantes do elenco, numa narrativa que tem pouco desenvolvimento de personagens e que representa um nicho de género que se tem revelado popular no último ano. Apesar de ficar aquém da qualidade necessária para recomendação, diria que será atrativo para quem aprecia uma boa história de apocalipse.

Mediano
60%

Legends of Tomorrow T.3

As ações da equipa no final da segunda temporada criam anacronismos por toda a linha temporada, levando à criação do Time Bureau, uma equipa liderada por Rip Hunter. As Lendas são consideradas um perigo para a estabilidade temporada e caiem em desgraça, algo que como devem calcular, não vai durar muito tempo.

Confesso alguma desilusão por determinadas decisões tomadas, que afectaram a dinâmica da equipa mas ao longo da temporada a sinergia vai melhorando, sobretudo após o regresso de Damien Darhk (oops, spoiler).

Personagens como Helena de Tróia, Caesar, Jonah Hex, Constantine e Grodd são uma mais valia para a narrativa e representam, na minha opinião, alguns dos episódios mais bem conseguidos. O vilão principal desta temporada é Mallus, um demónio intemporal, que utiliza o corpo de Nora Darhk como receptáculo para a sua forma física.

Como é apanágio, existem alianças inesperadas e mudanças constantes no comportamento de várias personagens, que continuam a tomar decisões com base em premissas erradas e que vão afectar a linha temporal.

No geral, esta temporada de Legends of Tomorrow permite algumas gargalhadas, apesar de tentar desviar do tom leve que a caracteriza. Como pontos positivos, destaco a adição de Ava e o desenvolvimento de personagens que ocorre nestes 18 episódios, embora fique preocupado face ao caminho traçado no final desta temporada.