Mark Knopfler ao Vivo

Como fã dos Dire Straits tornava-se imperativo assistir à derradeira tour de Mark Knopfler. O escocês de 69 anos, responsável por alguns dos maiores êxitos musicais das últimas décadas deu um concerto simples em termos visuais, mas memorável em conteúdo.

A Altice Arena começou a ganhar moldura humana cerca de 20 minutos antes do início do espectáculo, que teve em Nobody Does That o primeiro momento musical. Mais tarde, tivémos a oportunidade de ouvir Sailing to Philadelphia, antes de entrarmos nalgum do repertório de Dire Straits.

Once Upon a Time in the West e Romeo and Juliet deixaram o público em êxtase, num espectáculo que combinou sons melancólicos de blues com improvisações jazz e mesmo alguns ritmos latinos.  Matchstick Man e Done With Bonaparte impressionaram, criando o ambiente certo para Your Latest Trick, On Every Street e Telegraph Road, que foram intercalados com músicas da carreira a solo de Knopfler, dos quais destaco Postcards From Paraguay e Speedway at Nazareth.

Por esta altura o público já estava rendido ao virtuosismo da guitarra, divinamente complementada pelo violino Celta, saxofone e a incrível secção de metais que o acompanha nesta tour. Mas estávamos ainda longe de terminar, dado que estava na altura do épico Telegraph Road, antes da banda recolher aos bastidores.

Para terminar a noite, houve direito a encore, mais especificamente o clássico Money for Nothing, dos Dire Straits e Going Home, o tema original da banda sonora do filme Local Hero.

O público presente retribuiu com uma gigantesca ovação, numa extraordinária despedida daquele que é um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Da minha parte, fica a vénia, Mr Mark Knopfler.

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Avengers Endgame

A viagem que teve início há onze anos, com Iron Man tem a sua conclusão em Endgame, a segunda parte da batalha épica contra Thanos e o seu exército. A narrativa retoma os eventos de Infinity Wars, em que os heróis sobreviventes tentam desesperadamente encontrar uma forma de corrigir as acções que levaram à extinção de metade dos seres vivos do Universo.

O primeiro acto tem um tom pesado, mostrando uma equipa destroçada, com dificuldade em lidar com a perda e incapaz de seguir em frente. Esta humanização das personagens está muito bem conseguida e serve de molde para justificar algumas das suas decisões ao longo do filme. Os irmãos Russo voltam a introduzir, com sucesso, o humor para aliviar momentos de tensão e lentamente vamos caminhando para o único cenário de vitória previsto por Doctor Strange, que pode reverter os eventos do “estalar de dedos” de Thanos.

Garanto que não vão encontrar spoilers sobre o filme, pelo que não vou detalhar o plano dos Vingadores. Aproveito sim para parabenizar o excelente fan service que é realizado a esta década de (21) filmes, com pequenos easter eggs que estão espalhados ao longo da narrativa. As batalhas são verdadeiramente épicas, com destaque para o embate final entre as forças de Thanos e dos nossos heróis, que parecem saídas de um livro de BD da minha adolescência. E que dizer da conjugação da música com os portais que se vão abrindo… simplesmente brilhante!

Para alguém da minha geração é francamente poderoso assistir a um filme, numa sala repleta de jovens em que determinados momentos arrancam uma ovação e palmas (sim, leram bem) da plateia.   A frase icónica “Avengers, Assemble!” é finalmente dita pelo Capitão America e a escala de Endgame roça o épico, provando que os estúdios da Marvel sabem o que fazem.

É evidente que nenhum filme é perfeito e diria que a ausência de Agente Coulson, aliado ao humor (extremo) em redor de Thor são dignos de menção, mas todas as restantes decisões assentam tão bem que se torna fácil desculpar algumas falhas.

Endgame tem o dom de fechar um ciclo para os membros originais dos Avengers, criando as pontes necessárias para as futuras séries da Disney (Scarlett Witch, Vision, Hawkeye, Loki, Falcon e Bucky Barnes), o que justifica igualmente algumas omissões na narrativa acerca do paradeiro de algumas das personagens. A cena final é uma das mais marcantes desta saga e é uma homenagem a um percurso brilhante, que chega ao fim com a terceira fase da Marvel.

Haveria muito mais para dizer, mas teria que entrar em pormenores e não me faz sentido estragar-vos a experiência. Estamos perante um filme que marca uma Era, criando um novo standard para este género de super-heróis. Confesso que estou muito entusiasmado para as aventuras seguintes, mesmo não existindo confirmação que possam vir a existir novos filmes dos Vingadores.

Para terminar, apenas uma nota: no final dos créditos há apenas um som, que serve novamente para homenagear o início da Marvel enquanto Universo Cinematográfico.

Excelente
92%