Xeno Crisis Ep.1

A Bitmap Bureau traz-nos Xeno Crisis, um arena shooter com clara inspiração em Aliens 2. Este é o primeiro episódio desta série, em que embarco sem ter qualquer segundo de experiência com o jogo.

Como é evidente, não vai correr particularmente bem, mas em tempo de quarentena, há tempo suficiente para melhorar, pelo que disponibilizarei em breve o segundo episódio.

Lost in Space T.2

A segunda temporada vai acompanhar a saga da família Robinson, que se encontra “encalhada” num planeta com atmosfera repleta de metano. Para aumentar as probabilidades de sobrevivência, optam por adaptar uma parte da estrutura da nave para criar uma estufa.

Maureen continua a encontrar forma de carregar as baterias da Jupiter 2, mas a realidade é complexa, levando a seis longos meses no planeta em questão. Com o auxílio da Dra Smith (nada de spoilers), vão conseguir encontrar uma estranha infra-estrutura e partir na direção da Resolute.

Como não podia deixar de ser, os desafios são constantes e a Resolute encontra-se à deriva, praticamente sem energia, por motivos que irão ser explicados ao longo dos 8 episódios seguintes. Vamos ser apresentados a novas personagens, que serão relevantes para a narrativa mas no global, esta segunda temporada é claramente inferior.

Existem poucas explicações e não gosto particularmente da “liberdade” quase total que a família Robinson tem, sobretudo se consideramos a hierarquia da missão em que estão envolvidos. A narrativa vai introduzir um novo robot, apelidado de “Espantalho”, que apesar de ter uma função, acaba apenas por ser um complemento que pouco acrescenta ao resultado final.

O décimo episódio termina num cliffhanger, como expectável, numa decisão que pode criar uma nova dinâmica para a terceira temporada ou arruinar por completo a série. Veremos em Abril deste ano se Lost in Space continua a merecer o destaque como uma série relevante em termos de ficção científica.

Knives Out

Rian Johnson reuniu um elenco de luxo para narrar a história por detrás do assassinato de Harlan Thrombey, um conhecido escritor, ligado a obras de crime e suspense. Ao longo dos mais de 120 minutos de duração deste filme, vamos conhecendo os membros da família, as suas motivações e os pontos mais obscuros do seu passado.

Benoit Blanc é o detective encarregue de investigar o caso, com o auxílio do Tenente Elliot, que tentam a todo o custo encontrar o “buraco do donut” num caso que tem contornos peculiares. Marta Cabrera, a enfermeira de Harlan, torna-se na parceira improvável de Blanc, pelo simples facto de sofrer de uma condição que a faz vomitar caso minta.

Knives Out tem um tom leve, com alguns momentos cómicos mas que explora a disfunção familiar dos Drysdale, associado à capacidade inata de sobrevivência do ser humano. Com o evoluir da narrativa, a máscara da maioria das personagens vai caindo, revelando as sua reais intenções e o próprio final (sem spoilers) valoriza a recompensa de realizarmos boas acções.

Conforme referi no parágrafo inicial, o elenco é soberbo, com destaque para Daniel Craig, Chris Evans, Don Johnson, Christopher Plummer e Jamie Lee Curtis. O detective Blanc é uma curiosa simbiose de Sherlock Holmes e Poirot, mas com sotaque típico do Sul, que fomenta alguns momentos hilariantes ao longo da narrativa.

Para terminar, diria que estamos perante um projecto que difere da norma de Hollywood e que tem uma sequela confirmada. Numa fase em que atravessamos uma inesperada quarentena, Knives Out é uma agradável surpresa, que alcança a honrosa (cof cof) recomendação do Portal Pessoal.

Bom
75%