DOTA: Dragon´s Blood T.2

Selemene permanece enfraquecida e refém do Invoker, que faz um pacto com o demónio. Adicionalmente, o encarceramento da Deusa expõe a sua Ordem, que começa a perder a fé e consequentemente a sua união.

Kaden regressa a Dragon’s Hold, na companhia de Davion, no sentido de desvendar esta invulgar fusão com a mente de Slyrak. Para tal, conta com a ajuda de Father, um ancião com vasto conhecimento científico. Esta segunda temporada tem duas narrativas paralelas, que são fundamentais para o desfecho da narrativa. Sem adiantar muitos detalhes, existirão agendas escondidas que vão desencadear eventos que irão destruir grande parte dos Dragon’s Knights.

Mirana é raptada e devolvida ao Helio Imperium, capital do Império, dando início a uma série de aventuras que expandem o seu arco narrativo. Davion é instruído a encontrar The Eye of Worldwyrm , que se encontra precisamente na corte real, interligando a sua missão com a da Princesa Mirana, que tenta a todo o custo evitar a guerra.

A segunda metade da temporada está repleta de pormenores que não vou revelar, para manter o vosso interesse. Mas teremos revelações inesperadas, que irão forjar novas alianças e quebrar a confiança entre Davion e Mirana, que veem as suas crenças testadas de forma constante.

Estes oito episódios incorporam alguma ação, embora o foco principal seja sem dúvida o desenvolvimento das personagens. A temporada termina com a ascensão de Fymryn e Mirana, que sofre uma perda incalculável e Davion vê-se finalmente livre da sua ligação a Slyrak.

Por outro lado, The Invoker mantém a intenção de alterar o destino da sua filha, Filomena, mas essa será uma narrativa a desenvolver na terceira temporada.

Avatar: The Way of Water

Há catorze anos atrás, James Cameron alterou a forma como encaramos o cinema, introduzindo o mundo dos Na’vi. O aspecto visual foi completamente inovador e o enredo embora interessante, estava repleto de similaridades com Pocahontas.

Foi necessário explicar muito tempo para termos o regresso da família Sully, que conta agora com seis elementos no seu seio. Resumidamente, a invasão da RDA em Pandora persiste, embora o clã Omatikaya, liderado por Jake, continue a resistir e a criar dificuldades ás forças humanas.

O aspecto visual é fantástico, demonstrando em pormenor as florestas densas do planeta, mas vai ainda mais longe, introduzindo as tribos do Mar, mais especificamente o clã Metkayina. Na minha opinião, o elemento mais fraco deste filme é a narrativa, que se foca essencialmente nas rebeldia dos filhos de Jake e Neytiri. Sem colocar spoilers, grande parte de The Way of Water foca-se na mudança de tribos, com a família Sully a ter de adaptar-se a uma nova realidade.

O Coronel Miles Quaritch repete o seu papel como vilão, embora num formato distinto, muito focado numa “missão de caça ao homem”.  James Cameron mantém a sua visão destrutiva da Humanidade, que persiste em explorar os recursos naturais de Pandora, sem qualquer respeito pelas tribos locais e perturbando o equilíbrio natural do ecossistema.

O elenco conta com nomes sonantes, tais como Sam Worthington, Zoe Saldaña, Stephen Lang, Cliff Curtis, Kate Winslet e Sigourney Weaver, que complementam a juventude no qual assenta a narrativa do filme. Pessoalmente, considero que a duração de 192 minutos é excessiva, com alguma repetição no terceiro acto, que representa a batalha entre os humanos e o clã Metkayina.

The Way of Water é deslumbrante a nível visual, mas volta a incorrer em alguns erros comuns ao primeiro filme. A narrativa tem alguns momentos violentos, com acontecimentos inesperados, embora seja complementada com decisões que nos fazem sentir compaixão num final feliz para os habitantes de Pandora.

Fica a recomendação, embora seja necessário aguardar até 25 dezembro de 2025 para termos acesso à terceira parte desta aventura.

Bom
85%

The Mandalorian T.3

A terceira temporada vai explorar em pormenor a cultura e crenças religiosas desta orgulhosa raça. Os primeiros episódios retomam os eventos da temporada anterior, em que Din Djarin tenta redimir-se perante o seu clã, ao banhar-se nas águas das minas de Mandalore.

Como é habitual nestes artigos, vou evitar os spoilers mas contem com muita ação, aliado ao ressurgimento de personagens icónicas como Greef Karga, Dr Phershing, Carson Teva e Ragnar Vizsla. Esta temporada incorpora episódios excelentes mas tem igualmente alguma polémica, sobretudo na aventura em Plazir-15, que acaba por funcionar como uma missão paralela.

A mitologia em redor do Mythosaur e consequente simbolismo é um ponto relevante destes episódios, que culminam num batalha épica com um vilão do passado. Adicionalmente, a narrativa divide-se entre as aventuras do duo composto por Djarin e Grogu e o arco redentor de Bo-Katan Kryze.

Esta é, na minha opinião, uma temporada competente, que se foca numa temática muito próxima do meu coração (Mandalore), embora não atinja o patamar de excelência dos episódios iniciais. Dito isto, tenho a certeza que será uma excelente escolha para quem é fã do universo Star Wars.

E para terminar, serei eu o único entusiasmado com a menção do Shadow Council e de Grand Admiral Thrawn?