The Dragon Prince T.1

Xadia é um continente rico em magia, localizado em 6 elementos específicos: Lua, Céu, Sol, Terra, Água e Estrelas. Há setecentos anos atrás, um conflito entre dragões, elfos e humanos, resulta na divisão do continente em duas partes. Os humanos optam por utilizar magia negra e o Rei Harrow, de Katolis, com a ajuda do seu mago, Lord Viren, assassinam o dragão Avizandum e destroem o seu ovo, garantindo o fim da linhagem.

A narrativa desta primeira temporada foca-se nos Moonshadow Elf, que são incumbidos de assassinar o Rei humano e o seu filho, como retaliação pela morte de Avizandum. Esta raça atinge o apogeu dos seu poderes em noites de lua cheia, o que inviabiliza qualquer hipótese de defesa por parte das forças de Katolis.

Kayla é uma jovem e inexperiente elfa, que entra no palácio e depara-se com os príncipes Callum e Ezran. Durante uma perseguição, o trio encontra o ovo de Avizandum, que se encontra na posse de Lord Viren. É nesta altura que resolvem unir esforços e devolver o ovo a Xadia, garantindo o fim do conflito.

Esta primeira temporada é muito interessante, introduzindo as várias fações e as respectivas agendas ocultas. A demanda dos três jovens vai ser dura e repleta de perigos, garantindo o desenvolvimento das personagens e lançando uma nova premissa, com o nascimento de Azymondias. Paralelamente, a missão vai ser ameaçada por Claudia e Soren, que a pedido de Lord Viren, são instruídos para localizar e eliminar o trio de heróis e impedir as tréguas no continente.

Marvels

O trigésimo terceiro filme da MCU traz-nos a sequela de Captain Marvel, integrando duas personagens provenientes da série Wandavision e Miss Marvel. A narrativa foca-se nos eventos que ocorrem após a destruição da Supreme Intelligence, que converte o planeta Hala num local inóspito.

O novo líder dos Kree, Dar-Benn opta por localizar e adquirir as Quantum Bands, que são essencialmente braceletes que detém um poder cósmico capaz de criar ruptura no tecido do espaço-tempo. O primeiro acto informa o espectador dos efeitos da utilização de uma das braceletes, criando problemas nos vários pontos de viagem intergaláctica, que afectam a SABER, a estação espacial onde Nick Fury monitoriza e mantém a paz na galáxia.

Adicionalmente, os poderes de Captain Marvel, Miss Marvel e Monica Rambeau estão interligados com a energia produzida pelas Quantum Bands, criando alguns momentos hilariantes, em que são teletransportadas para as coordenadas em que são activados os poderes. Há uma componente cómica, que caracteriza a MCU, que fica a cargo da família de Kamala e dos Flerken, convertendo-se num dos pontos altos deste projeto.

Dito isto, existem momentos menos positivos, mais especificamente a parte musical no planeta Aladna e o vilão, que nunca consegue ser particularmente convincente nas suas intenções. A sinergia entre as três personagens principais é competente mas, no global, Marvels é um filme mediano, que não se destaca face ao que foi lançado mais recentemente no universo da MCU.

Sem colocar spoilers, destaque para a derradeira cena, que menciona a criação dos Young Avengers e para a cena pós créditos, que pode servir de catapulta para a introdução dos X-Men na MCU. Para terminar, apenas salientar que prefiro o primeiro filme, embora reconheça que esta sequela pode vir a ser relevante para alguns eventos futuros que vão ocorrer na MCU.

Mediano
65%

The 100 T.5

A quinta temporada narra os eventos que ocorrem no interior do bunker, mais especificamente a ascensão de Octavia para Blodreina, a líder dos Wonkru. Adicionalmente, Bellamy e os restantes sobreviventes concluem o seu exílio de 5 anos a bordo da estação espacial.

Como é apanágio, temos a reintrodução de uma nova facção na narrativa, que desta vez fica a cargo da tripulação da Eligius IV, uma nave mineira em que mais de 300 prisioneiros foram preservados através do sono criogênico. O intuito dos prisioneiros, que são liderados por Charmaine Diyoza, passa por colonizar Shalow Valley, a única zona habitável do planeta Terra.

Escusado será dizer que Octavia e os sobreviventes do bunker têm a mesma intenção, o que irá resultar numa batalha sangrenta, em que existem as habituais traições e o instinto de sobrevivência primordial. Esta é sem dúvida a temporada mais violenta da série, assim como a mais sombria, com o recurso a soluções extremas.

Algumas personagens acabam por ter o seu arco de redenção, enquanto outras se transformam por completo em vilões, o que mantém a narrativa interessante. O final acaba por abrir uma premissa completamente distinta para a sexta temporada, por motivos que vou manter no anonimato. No entanto, confesso que fico entusiasmado para validar qual será a abordagem, dado que pela primeira vez temos algo manifestamente inesperado e que vai colocar à prova a criatividade dos argumentistas.

Farei um balanço final quando terminar as sete temporadas, mas diria que este é o ponto mais disruptivo, no que diz respeito a narrativa.