Aquaman and the Lost Kingdom

A sequela de Aquaman decorre quatro anos após os eventos do filme original. Arthur Curry converte-se no Rei de Atlantis e após o seu casamento com Mera, gera um herdeiro para o trono, Arthur Jr. O primeiro acto introduz um Aquaman frustrado com a burocracia real e os estigmas do passado, que continuam a impedir qualquer relacionamento com a superfície.

David Kane continua apostado em destruir o nosso herói, contando desta vez com a ajuda do Dr Shin. Numa expedição à Antárctida, Black Manta vai encontrar o Black Trident, que pertence ao Rei Kordax, soberano do sétimo reino dos Mares, dando início a um plano que visa aquecer o planeta e reavivar a cidade de Necrus. Para tal, Kane recorre à utilização de Orichalcum, um mineral que se encontra na posse de Atlantis, o que vai originar uma série de confrontos com Aquaman.

Este filme tem várias limitações, nomeadamente no que diz respeito ao (terrível) CGI, para além da polémica com Amber Heard, que foi consequentemente relegada para um papel secundário. A ausência de Vulko cria um vazio no que diz respeito ao papel de mentor, abrindo caminho para várias tentativas de humor, que raramente conseguem ter o efeito pretendido.

Sem relevar pormenores narrativos, o regresso de Orm é forçado mas acaba por ser o ponto mais positivo de um filme que fica muito aquém do seu predecessor. Compreendo que o reboot de James Gunn tenha tido um efeito devastador em todos os projetos mas Lost Kindgom merecia mais e melhor.

Se procuram entretenimento, esta é uma escolha possível mas apenas confirma a péssima fase da DC no que diz respeito a live action dentro do género de super-heróis. Termino apenas com uma nota de rodapé, que diz respeito à presença da portuguesa Jani Zhao, no papel de Stingray.

Mediano
62%

Badland Hunters

Nas últimas semanas tenho apostado no cinema coreano para o meu entretenimento cinematográfico. A escolha de hoje recaiu num cenário pós apocalíptico, numa zona adjacente de Seoul. Após um sismo de magnitude elevada, a grande maioria das cidades ficam reduzidas a escombros. A população local tem de aprender a viver com uma seca intensa e a consequente luta pela sobrevivência, em que impera a lei do mais forte.

A narrativa avança cinco anos e somos introduzidos a Nam-Sam, a personagem principal desta aventura, que tem como missão resgatar a jovem Han Su-na, que foi capturada pelas forças do Dr. Gi-su. A narrativa é simples e bastante previsível, apostando em muita ação e alguns momentos cómicos, sobretudo no primeiro acto. Paralelamente, somos confrontados com o plano plano maquiavélico do vilão, que procura uma forma de garantir a sobrevivência a humanidade, através de experiências me´dicas altamente questionáveis.

No que diz respeito ao elenco, destaque para a presença de Ma Dong-seok e An Ji-hye. que cumprem de forma competente as cenas de luta. A realização fica a cargo de Heo Myung-haeng, que é profundamente inspirado pelo género de artes marciais, garantindo um ritmo frenético que garante entretenimento.

Caso procurem o típico “filme pipoca”, esta é uma escolha fiável, garantindo 107 minutos de diversão. Este título encontra-se disponível em território nacional através da Netflix.

Mediano
62%

Train to Busan

Considero-me um entusiasta de filmes de zombies, pelo que não podia continuar a procrastinar no que diz respeito a este projeto, realizado por Yeon Sang-ho. A narrativa centra-se na personagem de Seok-woo, um gestor de investimentos que tem uma visão cínica do mundo. O primeiro acto introduz este pai divorciado, viciado em trabalho, que tem uma relação distante para com a sua filha, Su-an. Após grande insistência, Seok concorda em apanhar o comboio para Busan, permitindo à sua filha passar o aniversário com a mãe, com que tem uma relação de proximidade.

Após o embarque, a narrativa começa a desenvolver-se, com a partilha de informação de tumultos no exterior e um infectado a bordo, que vai iniciar uma verdadeira epidemia no comboio KTX 101, com destino a Busan. Lentamente, vamos tomando conhecimento das restantes personagens desta narrativa, com destaque para Sang-hwa, a sua esposa grávida, Seong-kyeong  e Yon-suk, um executivo que prioritiza a sobrevivência.

As cenas de acção estão bem conseguidas, garantindo o envolvimento do espectador com as personagens. Essa ligação sentimental é fundamental para a progressão da história, em que vários elementos se vão sacrificando, por motivos distintos, para garantir a sobrevivência dos mais jovens. Parece-me igualmente relevante destacar as cenas a bordo do comboio, que conseguem conferir uma sensação de claustrofobia, maximizando a experiência inerente a esta aventura.

Train to Busan é um filme muito competente, garantindo entretenimento e criando uma empatia para com os desafios constantes do grupo, que são constantemente confrontados com probabilidade baixas de sobrevivência. Fica a minha recomendação, sobretudo para quem é fã deste género. Do meu lado, segue-se Península, que apesar de ter sido comercializado como uma sequela, é apenas uma história paralela, que decorre no mesmo universo.

Bom
72%