Macross Do You Remember Love?

Confesso que desconheço por completo o universo Macross mas recebi tantas recomendações, que resolvi dar uma oportunidade a este filme de 1984. O primeiro acto introduz a fortaleza espacial SDF-1 Macross, habitada por humanos, que tentam escapar ao Zentradi, uma raça alienígena de gigantes, composta exclusivamente por elementos do sexo masculino.

Após um ataque à base, Hikaru Ichijyo e Lynn Minway, ficam aprisionados numa secção da estrutura, durante vários dias. Durante esse período desenvolvem uma relação, que vai ser explorada pela narrativa, dado que Lynn é uma estrela no mundo da música. O primeiro acto inclui igualmente a captura de Ichijyo, Misa Hayase, Lynn Kaifun e Roy Focker., que são interrogados por Gorg Boddole Zer, o líder dos Zentradi.

Vou evitar entrar em pormenores que possam estragar a experiência de quem ainda não conhece a história, no entanto posso adiantar que teremos algumas revelações acerca desta raça alienígena, que tem nos Meltrandi o seu inimigo mortal. Existe uma fuga, que leva Hikaru e Misa a descobrir a cidade de Protoculture, que será fundamental para o desfecho desta aventura.

O acto final inclui uma aliança improvável e a tradução de uma música antiga, que revela uma mensagem no mínimo, curiosa. No global, DYRL foi uma experiência diferente, em que a mensagem final é de esperança e união. A música tem um papel preponderante na narrativa, que assenta numa space opera espacial, com uma animação de excelente qualidade.

Tenho a certeza que este projecto não será do agrado de todos, mas para os entusiastas do género, este é um filme no qual devem investir 115 minutos do vosso tempo.

Mediano
70%

Monarch: Legacy of Monsters T.1

A Apple TV+ tem, na minha opinião, desenvolvido algumas das melhores séries de ficção dos últimos tempos. Monarch é um desses exemplos, focando-se na génese da organização criada para estudar os MUTO (Massive Unidentified Terrestrial Organism), vulgarmente designados como Titãs.

A narrativa centra-se em décadas distintas, acompanhando as aventuras do Capitão Lee Shaw, Bill Rand e a Dra Keiko, assim como as dos seus descendentes, May, Kate e Kentaro. Para além da ligação aos filmes, destaco a narrativa, que desenvolve de forma sublime as personagens, que são assombradas por perda e necessidade de encontrar uma explicação plausível para o fenómeno dos Titãs.

Vamos ter confronto em fações distintas da Monarch, assim como episódios em que Godzilla vai fazer a sua (aguardada) aparição. De forma lenta, mas sustentada, vamos tendo progressão na narrativa, que culmina num derradeiro episódio épico, em que temos a introdução de outro Titã bem conhecido.

Destaque para o elenco, mais especificamente Kurt e Wyatt Russell, Mari Yamamoto e Joe Tippett, que elevam esta série para um patamar francamente elevado. Torna-se sempre complexo abordar estes tópicos sem divulgar spoilers mas se gostam do universo de Godzilla, este é um projeto a seguir. São abordados inúmeros conceitos, na tentativa de formalizar uma teoria que explique a existência dos Titãs, assim como o verdadeiro papel de Godzilla em todo este mistério.

A segunda temporada deverá estrear ainda no decorrer deste ano e promete responder a várias questões pertinentes que nos são apresentadas nos momentos finais do episódio 10.

Captain America: Brave New World

A primeira aventura cinematográfica de Sam Wilson como Capitão América introduz algumas novidades interessantes, tais como a organizacão Serpent, o conceito de adamantium e um vilão bem conhecido da Marvel Comics. Adicionalmente, reintroduz o General Thaddeus Ross, agora interpretado por Harrison Ford e recupera algumas personagens de Falcon & Winter Soldier, mais especificamente Isaiah Bradley e Joaquin Torres.

Como é apanágio, evito partilhar spoilers, mas posso adiantar que o primeiro acto tem a habitual cena épica de acção e lança a premissa narrativa que suporta Brave New World. Após os eventos de The Eternals, a Ilha Celestial, onde se encontra Tiamut, e dispustada por vários países. Ross, o novo presidente dos EUA, tenta mediar um tratado, que visa partilhar o adamantium e os restantes recursos. No entanto, um incidente coloca tudo em causa, levando a uma investigação que irá expor um passado obscuro, assim como Copperhead e Sidewinder, duas figuras importantes da Serpent.

Brave New World tem uma narrativa previsível, em que somos bombardeados com inúmeras pontas soltas de outros projectos da Marvel, sem grande explicação. Ficamos igualmente a saber que os eventos de The Incredible Hulk fazem parte desta linha temporal, algo que é explorado de forma recorrente, embora sem grandes repercussões.

Um dos pontos positivos é a introdução de Ruth Bat-Seraph e Joaquin Torres, que representam essencialmente os novos aliados de Sam Wilson. No global, estamos perante um bom filme de acção mas em que falta identidade. Estamos num periodo de transição mas parece-me redutor insistir em pontos que já foram visados na série, com a agravante de existir pouca progressão a nível narrativo.

Adicionalmente, e tendo em conta a relevância do vilão, gostaria que o mesmo tivesse um papel mais activo, mas o foco de Brave New World é inequivocamente Thaddeus Ross. No cômputo global, é uma experiência agradável, mas fica muito aquém dos primeiros filmes de Capitão América. E conforme mencionei, apesar de algumas ideias e conceitos interessantes, a narrativa pouco ou nada ajudou a progredir a MCU.

Mediano
70%